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Abrantes | Município cria infraestruturas para fibra ótica em várias zonas do concelho

Os problemas de rede de Internet no concelho de Abrantes foram tema na última reunião de Câmara Municipal, tendo em conta o confinamento devido à pandemia de covid-19 que obriga a escola em casa e teletrabalho. O vereador do Bloco de Esquerda apontou problemas de rede na localidade de Braçal e Pucariça e questionou se existem “casos de cobertura deficiente que afetam alunos e trabalhadores em teletrabalho”. O vice-presidente João Gomes (PS) deu conta da criação de infraestruturas para instalação de fibra ótica a Norte e Sul do concelho.

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Na última reunião de Câmara Municipal de Abrantes Armindo Silveira quis saber “como está a cobertura de sinal de Internet no Concelho de Abrantes até porque existem alunos e alunas com aulas online e cidadãos em teletrabalho”. E referiu “um caso em particular de um habitante da localidade de Braçal e Pucariça”, afirmando ser o mesmo do conhecimento do presidente da Câmara.

“Este habitante, o senhor Guilhermino Alves, informa que que está com graves problemas no serviço de Internet ADSL. Tem a filha em teletrabalho e o filho em aulas não presenciais do politécnico de Tomar, polo de Abrantes, e necessita da Internet”, disse Armindo Silveira.

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Segundo o provedor da MEO, o projeto para instalação de linha de fibra “estava nos serviços da Câmara para analisar e aprovar e se estiver em conformidade com as ‘regras impostas’ pela Câmara para colocação de mais postes, de madeira ou betão” os trabalhos de colocação de fibra ótica iniciadas há seis meses “são retomados”. Um caso que, segundo o vereador eleito pelo BE, “reflete ao nível dos problemas com cobertura da net as povoações de Braçal e Pucariça”.

O vice-presidente, João Gomes, negou. “Não percebo como o provedor da MEO diz que o processo está em licenciamento na Câmara porque é mentira”.

Começou por explicar que a MEO “encontrava-se a fazer intervenções em vários pontos do concelho” de Abrantes. Acrescentou ter sido verificado pelos serviços municipais que a MEO tinha pedido licenciamento para determinada infraestrutura no Pego mas “o que tinha sido iniciado nada tinha a ver com o pedido entrado na Câmara”. Ou seja “começaram a colocar postes de madeira por tudo quanto era sítio e não era isso que tinha sido licenciado nem autorizado”, disse o vice-presidente da autarquia.

Assim, foi convocada uma reunião com a operadora para analisar a intervenção que carecia de licenciamento “e sobretudo a colocação de postos abusivos em locais que não tinham sido autorizados”, esclareceu.

Com situação semelhante foi o executivo confrontado na freguesia de Rio de Moinhos, na localidade do Braçal e na Amoreira. “Não tínhamos nenhum pedido de licenciamento na Câmara para aquelas localidades”, assegurou João Gomes, explicando que o primeiro pedido da MEO para a instalação deu entrada a 3 de abril de 2020, “solicitamos para juntarem documentação” no âmbito do processo no dia 15 de abril de 2020 “e até ao dia de hoje não recebemos nenhum processo de licenciamento”. O processo foi rejeitado liminarmente em dezembro de 2020 porque “não juntaram a documentação solicitada”.

Reconheceu que a Câmara foi contactada “de forma informal pela MEO, que nos entregou o processo para validarmos essa informação. Dissemos para dar entrada do processo de forma formal com todos os documentos para podermos aprovar por isso não há nenhuma falha do Município neste processo”, assegurou.

Segundo João Gomes, a Câmara trabalha atualmente “em conjunto com a MEO para chegarmos a bom porto com os licenciamentos e com as infraestruturas no nosso concelho para poderem fornecer Internet nas devidas condições aos munícipes”.

Na ocasião, o vice-presidente adiantou que a Câmara trabalha igualmente com a empresa dstelecom que “está a criar infraestruturas em zonas que não possuem neste momento fornecimento de rede de fibra. Porque termos Internet via ADSL ou Antena de Telecomunicações é completamente diferente de um fornecimento de fibra”, reconhece o vereador socialista falando da qualidade do serviço.

Adiantou que o trabalho vai no sentido de “infraestruturar toda a zona Norte, desde Martinchel até às Fontes e também na zona Sul, Alvega e Concavada. Essa empresa cria condições de ramais, infraestruturas de rede, que depois podem ser concedidas às operadoras”.

João Gomes vinca ser uma “preocupação do Município levar rede a todo o território mas não é algo que dependa do Município” e diz já ter sido aprovado para a operadora MEO “São Miguel, Pego, Rossio. Estamos a dar prioridade para aprovação”.

Armindo Silveira agradeceu os esclarecimentos dados pelo vice-presidente João Gomes e classificou de “comunicações muito importantes”.

Por seu lado, o presidente da autarquia, Manuel Jorge Valamatos, negou ter conhecimento daquele caso especifico e lembrou que “uma das coisas que tentámos fazer além dos computadores para os nossos alunos foi adquirir dispositivos para que ninguém ficassem sem assistir às aulas […] estamos sempre dependentes de serviços externos e empresas privadas nestas área”, disse o autarca, recordando também a instalação de uma antena na União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto no ano passado melhorando “significativamente” a rede de telecomunicações naquela área.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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