Abrantes | Município aprova protocolo com Agência de Empreendedores Sociais

Reunião de Câmara Municipal de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

A Câmara Municipal de Abrantes aprovou por unanimidade a minuta de um protocolo a celebrar com a SEAcoop – Agência de Empreendedores Sociais e cujo objeto se prende com a dinamização de ações no âmbito do empreendedorismo social. A intervenção a realizar será, no futuro, articulada com o TagusValley, nomeadamente com a sua Unidade de Acolhimento Empresarial e Promoção do Empreendedorismo.

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O protocolo agora aprovado “dá inicio a uma relação de parceria com uma instituição que desde 2007 trabalha na área da inovação e empreendedorismo social. Vamos procurar em conjunto construir projetos mais estruturados nesta área em particular do empreendedorismo social, até por via da situação que o País e o mundo atravessa neste momento”, disse ao mediotejo.net a vereadora Ana Paula Grijó.

Para a vereadora socialista “faz cada vez mais sentido trabalharmos junto dos cidadãos com maior vulnerabilidade, sobretudo com cidadãos em situação de desemprego, seja de longa duração, ou porque as suas competências profissionais já estão desadequadas e têm dificuldade no acesso ao mercado de trabalho. É um projeto de proximidade com estes cidadãos, apoiá-los a fazer a sua requalificação e a sua reentrada no mercado de trabalho de forma mais capacitada”.

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Durante a reunião de executivo, o vereador eleito pelo Bloco de Esquerda manifestou algumas dúvidas quanto a este protocolo, questionando se não seria “uma duplicação de serviços”.

Armindo Silveira nota ser “uma linha política seguida há muito tempo” designadamente na “Segurança Social extensível a associações, e no IEFP”. Para o vereador bloquista tal “gera confusão na cabeça dos cidadãos. Sabiam que iam a um sitio e lá tratar deste ou daquele assunto e hoje andam perdidos por estas instituições que é um desdobramento de serviços, que eram serviços do Estado” diz questionando a razão do protocolo não ser estabelecido com o IEFP.

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Ana Paula Grijó garantiu inexistência de “sobreposição” mas sim um trabalho “complementar”. A ideia passa por “reforçar” os serviços sociais e tudo será feito “em perfeita articulação com outras entidades” incluindo Segurança Social, Instituto do Emprego e Formação Profissional e com o gabinete de Ação Social da Câmara Municipal de Abrantes.

“De forma articulada cada um tem de aportar os recursos que tem. Por exemplo a TagusValley e o IEFP já trabalham em conjunto nesta área. Naturalmente sendo a TagusValley a entidade que no concelho de Abrantes trabalha a área do empreendedorismo só faz sentido que o projeto nasça ali” explica a vereadora.

E o protocolo pode envolver “formação de indivíduos, formação de entidades que trabalham com os indivíduos públicas ou privadas, podemos estar a falar de uma panóplia de intervenções. Mas será sempre um trabalho feito em complementaridade e nunca em sobreposição. Todos os recursos são poucos”, notou Ana Paula Grijó.

O protocolo agora proposto não tem associados custos para o Município, tratando-se antes de um instrumento que procurar promover a cooperação e parceria entre duas entidades.

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