Abrantes | Município aprova Moção para aeródromo de Tancos, BE vota contra

Município de Abrantes aprova por maioria Moção para aeródromo de Tancos, BE vota contra. Foto: mediotejo,net

Uma Moção da CIMT – Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, que defende o aeródromo de Tancos como infraestrutura aeronáutica essencial para a região do Médio Tejo e para o interior do País, foi aprovada por maioria, na reunião de Câmara de Abrantes de 18 de fevereiro. O vereador do Bloco de Esquerda votou contra a Moção e foi até agora o único partido a chumbar o documento, “tal como está redigido”, tendo defendido que a aposta em Tancos devia ser apresentada como uma “opção clara a Montijo”, o que, no seu entender, não sucede.

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A Moção, aprovada por unanimidade pelo Conselho Intermunicipal do Médio, constituído pelos presidentes das Câmaras que integram a CIMT, propõe que seja realizada a recolha de estudos realizados no passado para a implementação de um aeroporto regional civil-militar. A mesma está a ser discutida e votada agora em sede das 13 Câmaras e Assembleias Municipais.

Nesse sentido, a Moção aprovada em sede de CIM Médio Tejo defende a procura de apoio institucional por parte das comunidades intermunicipais de proximidade regional (Lezíria e Beiras e Alto Alentejo) e empenhar-se junto do governo central para a realização, “quanto antes” de estudos “para a criação de remodelação ou construção de novas infraestruturas tendo em vista o desenvolvimento da região e da coesão nacional contribuindo, assim, para atenuar assimetrias de desenvolvimento nas zonas de baixa densidade”.

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À margem da votação, o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS) afirmou ser “um defensor determinado” do aproveitamento do Aeródromo de Tancos para a implementação de um aeroporto regional pelas “excelentes condições estruturais e toda uma linguagem de envolvência capaz de dar uma resposta importante para a região e para o país”.

O autarca socialista evidenciou a sua posição pela centralidade geográfica e pelo facto do polígono militar de Tancos possuir servidões aeronáuticas, pelo que considera que Tancos “reúne condições para poupar muitos milhões de euros servindo os interesses e os desígnios do país”, posição secundada pelo vereador do PSD, Rui Santos, que votou favorávelmente.

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Em sentido contrário votou o vereador do BE, Armindo Silveira, com declaração de voto, que publicamos na íntegra:

“Em primeiro lugar, convém frisar que esta foi a única oportunidade concedida ao BE de Abrantes para se pronunciar sobre o projeto do aeroporto de Tancos e foi um texto fechado, ou seja, não disponivel para receber contributos. Mas mesmo assim, analisando o texto e detetando debilidades, tais como os fundamentos que consideramos frágeis para que exista uma aposta do Governo em Tancos, propusemos que Tancos fosse apresentado como uma opção a Montijo, até dado a contestação crescente à localização da Portela +1.

Assim, Tancos faria parte da Portela +1.  Entendemos que este sim, será um argumento de peso até tendo em conta o apoio do Ministro das Infraestruturas e Habitação   e do Presidente da Região de Turismos do Centro à opção Monte Real. Não acreditamos, nem é viável por via da descarbonização da enconomia, sutentabilidade ambiental, etc. etc, uma Portela +2 quando mais uma Portela +3.

Não sendo acolhida a nossa proposta e porque não é viável a Portela +2, “pegámos” no último paragrafo da moção e elencamos as prioridades para parte do Distrito de Santarém que, na ótica do BE Abrantes, deveriam ser seguidas pela CIMT e também pela CIMLT e que são urgentes para o desenvolvimento de diversos concelhos entre eles o de Abrantes e Ponte de Sôr com ligação a Espanha.

  • Resolver o problema da Ponte da Chamusca (ligação a Almeirim) e das diversas acessibilidades ao EcoParque do Relvão. Reforçamos que estas  propostas  ou já têm estudos de impacto ambiental realizados e favoráveis ou estão incluídas em diversos planos de ordenamento nacionais ou regionais. Também a forte aposta na remodelação da estação do Entroncamento, local de confluência das linhas ferroviárias mais importantes de Portugal num claro  reforço no investimento na ferrovia é essencial para toda uma região e para o país. Resumindo as prioridades são as seguintes:

a)-Conclusão do IC9 entre a A23 e Ponte de Sôr;

b)-Conclusão do IC3 entre Vila Nova da Barquinha e Almeirim;

c)-Construção de diversas acessibilidades ao Eco-Parque do Relvão;

d)-Remodelação da Estação Ferroviária de Entroncamento.

A Moção foi aprovada por maioria, com os votos favoráveis de PS e PSD e com o voto contra do vereador do BE. A Moção vai ainda ser votada em sede de Assembleia Municipal de Abrantes.

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