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Abrantes | Movimento solidário cancela campanha de recolha de bens para Hospital

O movimento cívico “Por mim, por ti, por todos” colocou um ponto final na campanha de angariação de bens alimentares que iniciou no fim de semana passado com o objetivo de mostrar o agradecimento da comunidade aos profissionais de saúde do Hospital de Abrantes. Na página criada na rede social Facebook o movimento explica que “em virtude dos últimos desenvolvimentos” termina a ação de solidariedade. Na causa, a resposta da administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo manifestando “preocupação pela possibilidade de esse tipo de ações potenciar o risco de contágio e transmissão do vírus SARS-CoV-2”.

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Numa publicação datada de 2 de fevereiro, o movimento cívico informa ter recebido “à data de ontem a resposta da administração ao nosso pedido, a mesma agradece a nossa preocupação e intenção, agradecendo a forma como procedemos em todo o processo (solicitando a quem de direito a autorização) mas manifestaram a “preocupação pela possibilidade de esse tipo de ações potenciar o risco de contágio e transmissão do vírus SARS-CoV-2”.

Assim sendo, e “não querendo fazer parte do problema mas sim da solução, damos a nossa missão por findada”, acrescenta.

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O movimento cívico “Por mim, por ti, por todos” arrancou oficialmente no passado sábado com uma campanha de solidariedade, em forma de pedido de doação de diversos bens alimentares para apoiar os profissionais do Hospital de Abrantes, nascendo uma página da rede social Facebook para comunicar a iniciativa. Ao movimento juntou-se um grupo em Sardoal numa onda de solidariedade que estava em andamento mas acabou travada pela posição do CHMT que entendeu haver riscos.

Uma iniciativa que tomou forma uma vez que o bar daquela unidade do Centro Hospitalar do Médio Tejo estava encerrado e “nem sempre as máquinas de vending conseguem dar resposta”, explicou ao mediotejo.net Cândida Morgado, mentora do movimento.

O objetivo era só um: “Ajudar os profissionais do nosso hospital. Estão a viver momentos difíceis, estão exaustos, estão cansados. Nós, enquanto comunidade, queremos também dar um aplauso pelo seu trabalho diário, mostrar que estamos em casa, a fazer a nossa parte, mas também com vontade de ajudar de alguma maneira.” Com esta iniciativa querem passar ainda “uma mensagem de incentivo”, acrescentou.

A vontade de realizar uma ação de solidariedade foi comunicada à administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo e contou com colaboração da Liga dos Amigos do Hospital de Abrantes que se associou à iniciativa para dar apoio, nomeadamente em géneros que tem em depósito.

Contudo a administração do CHMT manifestou então a sua “preocupação pela possibilidade de estas ações potenciarem o risco de contágio e transmissão do vírus SARS-CoV-2”, e o movimento findou a campanha de solidariedade.

Em comunicado, a administração do centro hospitalar, que agrega os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres novas, disse que “a situação da evolução pandémica na Região é muito grave, pelo que todos os cidadãos devem cumprir o confinamento que está em vigor. Todos os contactos que se estabelecem fora dos agregados familiares são de risco muito elevado, pelo que se apela mais uma vez para que todos restrinjam os contactos ao essencial”, apelou.

Na nota informativa pode ainda ler-se que “no caso da Unidade Hospitalar de Abrantes e na sequência do encerramento do bar da Liga por situações que se prendem com os seus funcionários, o CHMT abriu um serviço de bar que funciona desde a passada semana no espaço do refeitório”.

Por seu lado, na pagina do Facebook o movimento “Por mim, por ti, por todos” esclarece que “tínhamos acautelado várias medidas para evitar aglomerações de pessoas e para isso já tínhamos 14 postos de recolha espalhados pelo nosso concelho, bem como horários estabelecidos para os mesmos, identificado as necessidades que nos foram reportadas por vários profissionais de várias valências do Hospital e os bens a recolher seriam sempre em doses unitárias, devidamente selados, e definido contactar sempre previamente a administração do CMHT para agendar as entregas”.

Terminam agradecendo “a toda a população que mostrou solidária com os nossos profissionais de saúde” lamentando “não termos consigo concretizar as boas intenções que tínhamos”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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