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Sexta-feira, Maio 14, 2021

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Abrantes | Moção da CDU sobre investimentos nos cemitérios das freguesias rejeitada por maioria em assembleia

A bancada da CDU apresentou uma moção para Investimentos nos cemitérios do concelho, que viria a ser rejeitada por maioria com 4 abstenções (PSD) e 4 votos a favor (CDU e BE), na última sessão de assembleia municipal, gerando alguma discussão com a bancada socialista, que de antemão na pessoa do presidente de JF de Bemposta fez anunciar o voto contra do PS. A CDU acusa agora o PS de Abrantes de “querer acabar com os cemitérios nas freguesias rurais”, alegando que “há muito que assistimos ao abandono por parte do PS com a conivência do PSD das freguesias rurais”. 

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“A intenção parece ser encerrar e acabar com tudo o que há nestas freguesias, desde escolas, centros de saúde, farmácias e agora até os cemitérios”, lê-se na informação divulgada pela CDU, saindo em defesa da moção apresentada e que viria a ser rejeitada em assembleia.

No documento, refere o partido, que sai em “defesa das freguesias rurais”, propondo “a Câmara Municipal assumisse os investimentos a fazer nos vários cemitérios existentes nestas freguesias, à semelhança do que é feito nos cemitérios municipais”.

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No texto da moção, entende a CDU que “os cemitérios, como todos sabemos, destinam-se à inumação de cadáveres de indivíduos falecidos e são por isso locais considerados sagrados para as populações que têm ali sepultados os seus entes queridos”, devendo para isso “estar arranjados de forma a dar dignidade ao espaço e a ter um ambiente capaz de atenuar a dor dos que ali se têm que deslocar para acompanhar um funeral ou visitar a campa de algum familiar ou amigo”, lê-se.

Mais se refere no mesmo documento a necessidade de alargamento dos espaços limtados dos atuais cemitérios, salientando-se também os “custos consideráveis, com a aquisição do terreno, análise das terras e a sua eventual substituição, construção de muros e todas as infraestruturas necessárias”, algo que entende a CDU não ser sustentável perante os “magros orçamentos” das juntas de freguesia, entidades gestoras dos espaços.

“Em Abrantes, existem quatro cemitérios denominados municipais, onde toda a manutenção e obras estão a cargo do município. Contudo há inúmeros cemitérios denominados paroquiais cuja gestão se encontra a cargo das juntas de freguesia, para as quais os custos de investimento são incomportáveis face aos seus magros orçamentos”, pode ler-se.

O tema havia gerado debate na sessão de assembleia de dia 24 de fevereiro, nomeadamente entre a bancada socialista e CDU. O presidente da JF Bemposta, Manuel Alves, frisou que “tratar de assuntos relacionados com cemitérios é uma coisa muito sensível, porque mexe sempre com o sentimento das pessoas e é complicado”, demonstrando não estarem reunidas condições para a aprovação desta moção apresentada pela bancada da CDU.

Luís Lourenço (CDU), interviu em resposta a Manuel Alves (PS), esclarecendo que “o que estamos a propor é que os investimentos que são feitos os cemitérios das freguesias sejam suportados inteiramente pela Câmara Municipal, porque de acordo com a Lei nº 75/2013, no ponto 16, compete às juntas de freguesia conceder terrenos, nos cemitérios propriedade da freguesia, e eu pergunto, nos cemitérios que não são propriedade da freguesia como é que estão a gerir os cemitérios”, questionou, fazendo notar outra competência das freguesias neste âmbito segundo o “ponto hh) Gerir, conservar e promover a limpeza dos cemitérios propriedade da freguesia. (…) na nossa opinião, não faz sentido que nuns lados os investimentos sejam feitos pelo município, e nos outros pelas freguesias. Espanta-me que seja um presidente da junta a vir dizer que não quer que a Câmara municipal invista nos seus cemitérios”, concluiu.

Manuel Alves, presidente da JF Bemposta relembrou o investimento feito no alargamento do cemitério na sua freguesia, relembrando o acordo de colaboração celebrado nesse intuito. “O proprietário é responsável pela construção (…) a Câmara não pode ir fazer investimento em seara alheia. Esse é o nosso entendimento”.

Bruno Tomás (PS), presidente da UF Abrantes e Alferrarede, interviu também exemplificando o caso dos 3 cemitérios da União de freguesias (Alferrarede, Cabacinho e Santa Catarina), os únicos que são propriedade do município, e que estariam na base da moção apresentada pela CDU. O autarca referiu que em Sentieiras e Casais de Revelhos existem cemitérios e “são geridos pelo povo, e quando precisam de algo, a manutenção e conservação é feita pelo povo, o coveiro é cedido pela junta de freguesia, só que tem uma gestão diferente. Não são vendidos covais. Aqui é que está o segredo. Não há receita”, assumindo também que esta é uma discussão “melindrosa”.

Deste modo, o líder da concelhia do PS, referiu que a bancada não pode estar de acordo com a mesma moção, “porque quem aufere a receita tem que ser responsável pela melhoria e pelo alargamento, ou o que quer que seja, num espaço que está a auferir a receita. Não era justo era se o município assumisse a despesa e a junta de freguesia fosse só buscar a receita”, terminou.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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