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Sábado, Julho 24, 2021

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Abrantes | Misericórdia reabilita igreja e prepara novo projeto de residências assistidas

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa definiu um apoio de 5 milhões de euros através do Fundo Rainha Dona Leonor a 29 Misericórdias do país com projetos submetidos. A Misericórdia de Abrantes conseguiu, desta feita, apoio de 200 mil euros para a recuperação da Igreja da Misericórdia e da Sala do Definitório, espaços emblemáticos e com grande carga histórica e cultural a entrar em degradação. 2018 será também um ano de investimento privado para a instituição, prevendo-se a construção de novo edifício para instalação de residências assistidas e centralização dos serviços/infraestruturas, no valor de 1ME.

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Com protocolo celebrado a 15 de janeiro entre as instituições, ficara assim definido que a Misericórdia de Abrantes poderá contar com o apoio na recuperação da Igreja da Misericórdia e da Sala de Definitório, ex-libris da instituição, após candidatura feita na área da reabilitação, requalificação e preservação do património edificado.

Surgindo a oportunidade de financiamento através do Fundo Rainha Dona Leonor (FRDL), da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, representa um investimento de cerca de 5 milhões de euros distribuído por 29 Misericórdias do país, entre as quais a de Abrantes, Ferreira do Zêzere e Tomar.

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O FRDL foi criado mediante a necessidade das Misericórdias do país, com muitas infraestruturas inoperacionais e por acabar, faltando uma verba relativamente diminuta para a conclusão, conseguindo aqui esse apoio financeiro para o desfecho positivo das mesmas.

A sala do Definitório, da Misericórdia de Abrantes, onde se reuniam os antepassados da mesa administrativa. Foto: DR

Alberto Margarido, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Abrantes, explicou ao mediotejo.net que esta sala, um dos ex-libris da instituição em termos históricos, “era onde os antepassados reuniam, numa zona mais retirada”, ressalvando que “tudo está em degradação, tem centenas de anos, quer a igreja, quer a mesa redonda com cadeiras acopladas”.

O provedor recordou que, na sala forrada a azulejos do século XVI, bem como na Igreja da Misericórdia, se notam “infiltrações a nível da cobertura, onde o próprio teto é trabalhado e pintado, e já se nota degradado”.

Na igreja, “o altar-mor está minado de térmitas, já tem muitas tabuinhas de substituição”, contando-se ainda com a recuperação de dois retábulos, um de cada lado do altar-mor com talha dourada.

Tudo isto será feito através do apoio da Santa Casa de Lisboa de cerca de 200 mil euros, atribuído pelo Fundo Rainha Dona Leonor, mas muito mais há a melhorar para potenciar o funcionamento da Misericórdia de Abrantes.

Foto: mediotejo.net

Segundo Alberto Margarido também “a questão elétrica tem de ser feita de novo por completo, mesmo em termos de iluminária”, e o mesmo sucede com o projeto de segurança “que está incompleto”.

“Temos tentado esta recuperação, contactando alguns mecenas mais ligados à Igreja, que poderiam ajudar, mas que era de facto algo diminuto tendo em conta a intervenção prevista (…) depois de várias tentativas e de pesquisa de medidas de apoio em termos comunitários, nenhuma se adequava”, contou, recordando as várias tentativas de busca de apoios financeiros para o efeito.

Depois de algumas candidaturas não serem incluídas nos apoios da Misericórdia de Lisboa e outros, após avaliação segundo os critérios, a instituição de Abrantes teve mesmo de “abrir os cordões à bolsa”; caso da substituição da cobertura da Creche e Jardim de Infância, que fora negada em candidatura e levou a um investimento da instituição de cerca de 55 mil euros.

Foto: mediotejo.net

Entretanto, sabendo da necessidade de restauro e conservação da Igreja anexa à instituição, a Misericórdia de Abrantes viu neste Fundo Rainha Dona Leonor uma janela de oportunidade.

“Candidatámo-nos, fizemos umas centenas de documentos, fotografias, e enviámos. Assim conseguimos resguardar/preservar aquilo que os nossos antecessores nos deixaram, o que francamente é uma pena, pois se cai uma vez, já não se levanta”, admitiu o provedor, visivelmente agradado, uma vez que a Igreja da Misericórdia é “um elemento agregador”, pelo que a obra deverá iniciar-se brevemente.

 Nova resposta de habitação social surge em investimento privado

Além das várias vertentes que a Santa Casa da Misericórdia de Abrantes assegura em termos de atividade assistencial (Lar-Hospital, Centro de dia, apoio domiciliário, Creche/jardim de infância e Lar de Infância e Juventude), existe agora um projeto da instituição, baseado em investimento privado e “sem qualquer apoio estatal”, garantiu o provedor. O projeto terá um custo de cerca de 1 milhão e 300 mil euros, tendo a Santa Casa de Abrantes já vendido um imóvel no sentido de poder canalizar esse dinheiro para investir, estando a instituição também a negociar com dois bancos para conseguir uma parcela desse valor que irá fazer falta.

Trata-se de construção de 16 apartamentos T1 na parte virada a sul, na encosta atrás do Lar-Hospital da Misericórdia de Abrantes. “A ideia é as pessoas fazerem a aquisição do espaço, mediante um valor definido consoante a idade dos interessados, e havendo uma mensalidade também associada mediante os serviços que optem ou não por usufruir e que estarão à disposição”, explicou Alberto Margarido.

Aparência do edifício conforme projeto em causa. Fonte: Misericórdia de Abrantes

As pessoas que queiram usufruir desta nova oferta poderão eventualmente ter apoio em termos de alimentação, lavandaria, entre outros, pagando uma taxa mensal.

“Trata-se uma situação mais cómoda, tendo as pessoas mais independência. Tem uma sala de estar, um quarto, uma kitchenette, casa de banho, varanda, … e tem depois um piso de serviços que a pessoa utilizar ou não. Desde a lavandaria, a alimentação, o tratamento de roupas, a parte médica e medicamentosa, enfermaria,… Aí, consoante o caso de cada um dos interessados, será calculada a mensalidade”, referiu.

O provedor sublinha que, se da li surgir algum lucro, servirá para “apoiar a Misericórdia-mãe, é o que nos leva a atuar e estarmos cá”. Este projeto vem ainda ajudar a centralizar alguns serviços e a melhorá-los, não havendo condições para que isso aconteça no local onde agora existem, caso da lavandaria, prevendo-se ainda, no setor norte, a criação de uma ala de aprovisionamento.

“Em 2019 estará a funcionar certamente”, afirmou Alberto Margarido, indicando que “com resiliência, calma, e savoir-faire” o projeto estará concluído.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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