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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Abrantes | Miguel Araújo em concerto no Cine-Teatro S. Pedro

O músico e compositor Miguel Araújo regressa ao Médio Tejo para mais um espetáculo marcado pelos temas que têm servido de banda sonora à reconhecida carreira musical. Depois do concerto em Tomar, em abril do ano passado, é o Cine-Teatro S. Pedro que o recebe no palco esta sexta-feira, dia 24, com a primeira parte assegurada pelos “Via”.

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Uma abordagem simplista ao aparecimento de Miguel Araújo no panorama musical português começaria por dizer que foi “um tanto ou quanto atarantado”, nome do primeiro álbum dos Azeitonas, em 2005. No entanto, esse não foi o ano de estreia pois o músico começou a compor nesta banda formada no Porto em 2002 – ao lado de Mário Marlon Brandão, Luísa Nena Barbosa e João Salsa Salcedo – e foi com ela que convidou o público nacional a ir “ver os aviões” consigo.

Os fãs lançavam-no então para voos altos de um percurso musical que teve início na década de 80, quando recebeu uma viola baixo, e cerca de duas décadas depois passou a incluir o destacado trabalho a solo lançado com o álbum “Cinco Dias e Meio” (EMI, 2012) no qual “Os Maridos das Outras” tinham destaque.

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Pelo caminho, em 2010, surgiu o alter-ego Mendes que se juntou a João Só num disco com o nome de ambos editado pela Optimus Discos e com quem participou no espetáculo em que Nuno Markl ensinava “Como Desenhar Mulheres, Motas e Cavalos”. A cumplicidade musical com Mário Zambujo teve início nesse ano com o tema “Reader’s Digest”, composto por Miguel Araújo e gravado por Zambujo no seu álbum “Guia”. O trabalho conjunto viria a fortalecer-se com “O que é feito dela?” e “O Pica dos 7”, nos discos “Quinto” (2012) e “Rua da Emenda” (2014), respetivamente.

Outros temas da sua autoria foram interpretados por Ana Moura e Carminho até à chegada do segundo álbum a solo “Crónicas da Cidade Grande”(Warner Music), em 2014. No ano seguinte, o tema “O Pica dos 7” conquistou o Globo de Ouro para “Melhor Canção do Ano” e foi editado “A Cidade Grande ao Vivo (no Coliseu do Porto)”, uma versão ao vivo do disco anterior.

Miguel Araújo passou pelo Médio Tejo na semana em que fechou o ciclo de 17 concertos praticamente esgotados nos coliseus portugueses (Lisboa e Porto) acompanhado por Mário Zambujo. Os temas “Contamina-me”, “Balada Astral” ou “Romaria das Festas de Santa Eufémia” ecoaram pelo Cine-Teatro Paraíso, em Tomar, e provavelmente ecoarão no Cine-Teatro S. Pedro no final desta semana.

Os elogios ao artista e à sua obra vão-se sucedendo. A revista Blitz caraterizou-o como “um três em um: sabe escrever, sabe compor e sabe cantar” (Luís Guerra), Rui Veloso “um talento nato”, Nuno Markl “um génio” e a revista Time Out “uma das mentes mais brilhantes da canção pop-rock portuguesa”.

Tudo para comprovar em Abrantes a partir das 21h30 no espetáculo cuja primeira parte é assegurada pelos “Via”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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