Domingo, Fevereiro 28, 2021
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Abrantes | MIAA inaugura no início de 2020, ampliação da Galeria Municipal com decisão adiada

A reabilitação e ampliação da atual Galeria Municipal de Arte de Abrantes foi abordada em reunião de Executivo esta terça-feira, 23 de julho. O eleito pelo Bloco de Esquerda questionou o Executivo sobre a data do início da intervenção. O presidente da Câmara protelou a decisão de “avançar ou não avançar” com as obras após a conclusão do MIAA. Manuel Valamatos (PS) aponta como data de inauguração do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte “o início de 2020”.

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No âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Abrantes para a Regeneração Urbana, a Câmara de Abrantes anunciou em janeiro de 2018 uma intervenção de um milhão de euros de investimento no edifício do antigo Quartel dos Bombeiros de Abrantes, numa área de 1500 metros quadrados, com 540 dias de obra.

A requalificação anunciada levou o vereador do Bloco de Esquerda, Armindo Silveira, a questionar o Executivo, esta terça-feira, sobre a ampliação da galeria quartel, solicitando “um ponto de situação do processo” e “a previsão do início das obras”, lembrando que na reunião de Câmara Municipal do dia 2 de abril de 2019, o vice-presidente, João Gomes, disse relativamente à dita intervenção que se encontrava “em fase de conclusão de projeto e só depois de concluída esta fase é que se poderia avançar para a fase de procedimento concursal”.

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Trata-se da “reabilitação e ampliação da atual Galeria Municipal de Arte de Abrantes mantendo a funcionalidade do edifício pré-existente não só ao nível do espaço expositivo mas também da casa do comandante que é a residência artística”, foi dado a conhecer durante a apresentação do projeto base de instalação do Museu de Arte Contemporânea – Pólo 2, relativamente a uma intervenção que pretende criar “o reforço da centralidade e a projeção externa do centro histórico de Abrantes”.

Reunião de Câmara de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

“Quando vai avançar, se vai ou não avançar cá estaremos para ver mas estamos a avaliar um conjunto de coisas. Temos uma obra muito robusta a decorrer e que estabelece um princípio quase nuclear de um desenho cultural sobretudo dos espaços físicos”, afirmou Manuel Jorge Valamatos, referindo-se ao Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA) de Abrantes.

“Uma obra de uma grandeza acima do normal, com uma dimensão, uma dinâmica e dinamismo […] precisa de operacionalidade e depois desencadear um conjunto de outras ações onde aparece a galeria. Estamos a falar de muito dinheiro e de otimização de recursos humanos, temos de saber gerir com cautela e precaução”, reforçou o presidente da Câmara.

A inauguração do novo museu MIAA, que está a ser construído através de um projeto de requalificação do Convento de S. Domingos, deverá decorrer no início de 2020, segundo o autarca. A primeira fase de recuperação, remodelação e ampliação do Convento de S. Domingos deveria ficar concluída em 910 dias, cerca de dois anos e meio, ou seja, no mês de maio de 2019, se não existissem interrupções de trabalhos. Mas alguns achados históricos obrigam a “alguma contenção” nas obras no futuro Museu Ibérico, explicou.

A requalificação do Convento de S. Domingos para instalação do MIAA arrancou no mês de janeiro de 2017. O contrato de empreitada da primeira fase da obra é de 3,1 milhões de euros e foi assinado no dia 25 de agosto de 2016 com a empresa Teixeira, Pinto & Soares, SA.

O contrato tem por objeto a recuperação, remodelação e ampliação do Convento de S. Domingos para a instalação do MIAA, um equipamento que vai ocupar todos os espaços disponíveis atuais do antigo convento para áreas de exposições, permanentes e temporárias, onde ficará parte da coleção de arqueologia e arte municipal, o espólio de pintura contemporânea da pintora Maria Lucília Moita e a coleção arqueológica Estrada, propriedade da Fundação Ernesto Lourenço Estrada, Filhos.

São cerca de cinco mil as peças que integram as coleções da Fundação Estrada de ourivesaria ibérica, armaria e arte sacra dos séculos XVI a XVIII, além de coleções de numismática, arquitetura romana, medieval e moderna, relógios de várias épocas e uma exposição de arqueologia e história local.

A obra em curso desenvolver-se-á em 2 pisos, sendo intervencionada uma área bruta de construção correspondente a 3.280 m2. No edifício que prolonga a ala norte do convento, e que se desenvolve num piso, será intervencionada uma área bruta de construção correspondente a 256 m2, e que servirá também para instalar os serviços indispensáveis ao funcionamento do Museu e Centro de investigação associado, da receção ao serviço educativo, uma área de armazém e diversas áreas técnicas.

O novo Museu Ibérico de Arqueologia e Arte, tem o projeto de arquitetura das instalações pelo Arquiteto Carrilho da Graça e o projeto museográfico pelo Professor Fernando António Batista Pereira.

A obra é apoiada em 85% com verbas dos fundos comunitários do Portugal 2020, no âmbito do PEDUA – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Abrantes para a Regeneração Urbana.

Quartel – Galeria Municipal de Arte de Abrantes (Foto: CMAbrantes)

Quanto à galeria, foi anunciado que a CM iria “reabilitar e ampliar o edifício do Quartel dos Bombeiros nas suas novas funções, criar condições para a coleção de arte contemporânea de autores muito relevantes no contexto artístico português do século XX e XXI” disse na época Maria do Céu Albuquerque.

A então presidente apresentou o projeto que, para além dos espaços expositivos interiores, para acolhimento de exposições de caráter temporário, prevê o edifício dotado no piso menos 1 de um átrio, um bengaleiro de apoio, uma aérea expositiva de construção nova, secretariado, copa, arrumos, vestiários e zona de segurança.

No piso zero a zona expositiva já existente, ou seja a atual galeria, casas de banho, uma zona de passagem para a zona nova e estruturas de apoio. No piso 1, a zona do antigo bar dos bombeiros continua enquanto espaço expositivo e uma zona de passagem para um novo espaço expositivo a construir.

Uma nova filosofia de gestão para a Galeria Municipal de Arte (no antigo Quartel de Bombeiros) que, depois de 20 anos ao serviço da valorização das artes e da qualificação de públicos em Abrantes, passou a acolher permanentemente a Coleção Figueiredo Ribeiro, durante pelo menos dez anos, pela primeira vez disponibilizada a partir da cidade de Abrantes.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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