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Segunda-feira, Setembro 27, 2021

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Abrantes | Marly Serras é a nova diretora da EPDRA numa liderança que quer partilhada

A Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes quer profissionais motivados para o mundo do trabalho. Para isso, a nova diretora pretende apostar na orientação dos alunos possibilitando uma maior consciencialização da realidade laboral em Portugal. O jornal mediotejo.net esteve na EPDRA, em Mouriscas, onde conheceu Marly Serras e o seu projeto para os próximos quatro anos.

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Oficialmente o ano letivo já arrancou na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, em Mouriscas, com duas turmas de Equitação (2º e 3º ano) em estágio e professores nesse acompanhamento, embora ainda não exista uma data para o início do novo ano escolar na EPDRA. Contudo, nunca será antes de 17 de setembro, avançou Maria Marly Serras que tomou posse como nova diretora da Escola no dia 3 de setembro.

Na verdade, as especificidades da EPDRA não são novidade para a nova diretora que trabalha na Escola há 28 anos, tendo chegado o momento de apresentar um projeto de intervenção para quatro anos. No fundo para dar continuidade a uma escola centrada nos alunos, voltada para o futuro e aberta à comunidade.

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“Foi um desafio, uma grande reflexão que fiz, pessoal e profissional. Ao longo destes anos já tinha feito tudo o que havia para fazer na Escola”, desde o cargo de diretora de turma a diretora de departamento, e “achei que era a oportunidade para tentar fazer mais alguma coisa, porque vejo esta escola como nossa. Não minha, mas de todos”, vincou.

O seu projeto tem como objetivo promover ações para projetar mais a EPDRA, uma escola de referência regional e até nacional com alunos de diversos pontos do País, mas ainda desconhecida por algumas pessoas inclusivamente do concelho, apesar da divulgação que tem sido feita “principalmente nos últimos seis anos, desde da existência do Projeto Educativo Municipal”.

Marly Serras integrou o Observatório do PEM durante seis anos, período em que percebeu que “muita gente não sabia da existência” desta escola agrícola em Abrantes.

Por isso, manifesta-se apostada em que a EPDRA “continue a ser uma escola de referência, capaz de formar profissionais motivados e qualificados, mas também profissionais empreendedores e cidadãos plenos”, ou seja, promover “um serviço educativo de excelência”.

No ano letivo de 2021/2022 a EPDRA conta com 143 alunos, havendo um acréscimo em relação ao ano passado, tendo sido 126 os alunos que frequentaram a escola. E há uma novidade; o curso de Bombeiro. Para além dos cursos profissionais de: Técnico de Produção Agropecuária; Técnico de Gestão Equina; Técnico de Cozinha/Pastelaria. Cursos de nível 4 que conferem equivalência ao 12º ano de escolaridade e têm dupla certificação. E os Cursos Educação e Formação em que os alunos fazem três anos em dois, correspondente ao 7º, 8º e 9º ano de escolaridade. Este ano com os cursos Padeiro/Pasteleiro e Tratador/Desbastador de Equinos.

A estratégia passa também por uma escola aberta à comunidade, apostar na elevação, na inclusão e nas resposta às expectativas dos alunos e das famílias, sem esquecer as necessidades da região.

Marly Serras lembra que o objetivo de um curso profissional é sair para o mundo do trabalho. No entanto, a diretora quer que os alunos saiam da Escola “com as orientações necessárias para aquilo que o mercado de trabalho espera deles”.

Ou seja, “profissionais integrados e capazes de resolver todos os problemas que possam encontrar”. No fundo, aprofundar o conhecimento daquilo que é a realidade do mundo laboral em Portugal.

“O mundo do trabalho não é tão simples como por vezes pensam. Por exemplo, os cursos de Cozinha/Pastelaria, como professora alertava os alunos para uma área onde não há fins-de-semana, nem que se entra às 9h00 e sai-se às 17h00. Grande parte dos jovens, atualmente, têm uma visão muito romanceada da realidade, devido ao facilitismo. As coisas são-lhes dadas de mão beijada. E é preciso trabalhar e ser humilde, reconhecer quando erra, pedir ao outro, companheirismo. Valências que têm de ser mais trabalhadas”, considera.

O projeto pretende ser também inclusivo, com a colaboração de todos inclusivamente com a participação mais ativa dos pais. “É difícil na nossa escola. Temos alunos de Norte a Sul e Ilhas mas um dos meus pontos é envolver os pais na dinâmica da escola”, explica tendo como objetivo um ambiente escolar “onde haja afetividade, onde existam valores, respeito, organização, segurança. Temos de acreditar e que os pais acreditam também que a escola fornece estas mais-valias aos seus filhos”.

A atuação de Marly Serras enquanto líder, segundo a diretora, “será partilhada. Por isso peço o envolvimento de todos, sempre respeitando os princípios do rigor, da exigência, da transparência e apostando muito e cada vez mais no trabalho colaborativo e principalmente envolver todos nas tomadas de decisão. Se partilharmos as responsabilidades mais facilmente partilhamos os sucessos”, defende.

A diretora dá conta da sua intenção de assumir “uma postura direta, transparente e sempre fundamentando as minhas decisões. Ir ao encontro das pessoas para se sentirem representadas e motivadas”.

Marly Serras gostava de ter uma escola “de decisão coletiva” mas também baseada “numa nova conceção de cidadania onde vamos criar unidade sem esquecer que somos diferentes”.

Neste inicio de mandato assume o compromisso de desenvolver os esforços e os procedimentos necessários para a concretização dos objetivos propostos.

“É um compromisso de grande responsabilidade e do trabalho que nos espera, a mim e à minha equipa. O que está bem continua bem e depois fazer pequenas alterações naquilo que acharmos, todos, que está menos bem”.

A nova diretora, que confessa gostar de brincar com as palavras, define a EPDRA como: Ensino, Partilha, Dinamismo, Rigor e Amizade.

Com o quadro de professores completo, faltando apenas alguns técnicos que serão contratados pela Escola, está tudo a postos para o inicio de mais um ano letivo na EPDRA, uma escola onde “a relação de proximidade, é uma mais valia”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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