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Abrantes | Mais de 400 alunos com formação em Suporte Básico de Vida (c/video)

O envolvimento da comunidade escolar na formação em Suporte Básico de Vida está a ser reforçada em Abrantes, através de uma iniciativa promovida pelo Rotary Club de Abrantes e desenvolvida por uma equipa de enfermeiros do Centro Hospitalar do Médio Tejo. A ação pretende dotar os alunos de um conjunto de conhecimentos teóricos, mas também práticos, que lhes permita atuar de forma eficaz em situações de emergência e paragem cardiorespiratória.

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Mais de 250 alunos, de 10 turmas do 10º e 11º anos divididas em 12 grupos, da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes receberam, esta segunda-feira 9 de abril, formação em Suporte Básico de Vida, ao abrigo de uma iniciativa promovida pelo Rotary Club de Abrantes, e desenvolvida por uma equipa de treze enfermeiros do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).

O papel do Club no concelho de Abrantes e também nos concelhos vizinhos passa por “desenvolver ações que permitam melhorar a formação dos jovens e da comunidade em geral” explicou o presidente do Rotary Club de Abrantes, Paulo Sousa, acrescentando que o Clube assume a posição de “mera correia de transmissão em que juntamos a boa vontade e o desejo das escolas de dar formação complementar aos alunos e a vontade do CHMT de se integrar na comunidade dando formação e outro tipo de serviços” fora das instalações hospitalares.

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Alunos da Escola Dr. Manuel Fernandes aprendem Suporte Básico de Vida

A prevenção da morte súbita precoce deve, no entender da comunidade médica, ser prioritária, sendo encarado o papel do Suporte Básico de Vida como “fundamental” para uma “resposta à paragem cardíaca” em locais públicos, ou isolados como é o caso das zonas no Interior do País onde um veículo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) pode demorar mais de meia hora a chegar ao local onde se encontra a vítima.

Destacando “a importância deste Suporte Básico de Vida na formação dos jovens” por representarem o futuro, João Cabrita, coordenador enfermeiro da formação Suporte Básico, Avançado e Imediato de Vida no CHMT, explica que “no 10º ano já têm capacidade de perceber o que estão a fazer, a importância dos passos que vão desenvolver, qual é a sua integração na sociedade e ao nível de cadeia de sobrevivência” no caso de uma paragem cardiorespiratória.

Por norma, a formação precisa de quatro horas mas a prestada na Escola Dr. Manuel Fernandes “devido às necessidades da Escola” foi adaptada para três horas, refere João Cabrita. Os alunos “treinam as várias partes do Suporte Básico de Vida, as compressões torácicas, fundamentalmente porque não têm dispositivos para fazer a ventilação, mas que mantém uma vítima viável até à chegada das equipas de emergência e do Suporte Avançado de Vida que traz o desfibrilhador automático externo”, acrescenta.

Paulo Sousa e Joana Maia do Rotary Club de Abrantes durante a formação em Suporte Básico de Vida

A iniciativa surgiu há um ano na presidência do Rotary Club de Abrantes de Joana Maia e “continuámos este ano” disse Paulo Sousa garantindo tratar-se de um projeto com futuro assim permaneça “o desejo das escolas em realizar este tipo de formação complementar aos alunos e também enquanto o CHMT desejar inserir-se na comunidade com este tipo de ações”, trabalhando para um bem comum.

Quanto à formação nas escolas, a mentora Joana Maia considera que os jovens são um bom veículo para transmissão de ensinamentos em Suporte Básico de Vida. Acrescentou o nome do ‘companheiro’ Manuel Paulo Silva “grande motivador e incentivador” desta formação.

Empenhada em fomentar a formação e a educação e do “grande interesse do ponto de vista da saúde” de Manuel Paulo Silva “surgiu a ideia de trazer esta vantagem aos alunos dos agrupamentos de escolas de Abrantes com intenção de espalhar aos concelhos de Sardoal e Mação, por ser uma formação única e pode ser decisiva a salvar a vida de alguém enquanto se aguarda pelos meios de socorro competentes”, afirmou Joana Maia.

Para Joana Maia, esta capacitação dos jovens “é tão importante como saber matemática ou português” frisou, indicando relativamente aos parceiros “uma grande boa vontade, desejo de participar. O que o Club fez foi reunir, congregar essas vontades e colocar a máquina a trabalhar” desejando que no futuro “trabalhe oleada sozinha”.

Alunos da Escola Dr. Manuel Fernandes aprendem Suporte Básico de Vida

Os alunos da Escola Dr. Manuel Fernandes aprenderam as quatro fases do processo, que são iguais em qualquer país da Europa: comunicar ao 112; a reanimação básica imediata e o suporte da mesma; desfibrilhação atempada ou seja restabelecer; e por fim estabilizar com cuidados avançados. Aprenderam também que perante uma vítima são sete os passos a dar começando pela aproximação de segurança, verificar resposta, gritar por ajuda, permeabilizar via aérea, verificar ventilação, chamar o 112 e realizar compressões torácicas, na ordem das 100 por minuto.

Esta iniciativa iniciou-se em 2018, no dia 21 de março, com 115 alunos da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu e com 55 alunos na Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, em Mouriscas, somando já um total superior a 400 alunos envolvidos.

O enfermeiro João Cabrita durante a formação de Suporte Básico de Vida na Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes

 

Abrantes | Alunos do 10° e 11° anos da Escola Secundária Dr Manuel Fernandes com formação em Suporte Básico de Vida. Uma iniciativa do Rotary Club de Abrantes em parceria com o Centro Hospitalar do Médio Tejo.

Publicado por mediotejo.net em Segunda-feira, 9 de Abril de 2018

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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