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Domingo, Setembro 26, 2021

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Abrantes | Livro ‘Esparteiros: Arte de Entrelaçar’ apresentado em Mouriscas

O livro ‘Esparteiros: Arte de Entrelaçar’ vai ser apresentado em Mouriscas esta segunda-feira, 16 de dezembro, pelas 18h00, nas instalações da Sifameca. Em Mouriscas (Abrantes), existe desde tempos imemoriais uma importante atividade artesanal de trabalho em esparto e cairo, desde meados do século XX, ligada à produção de seiras e capachos, usados então no processo tradicional de produção de azeite.

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O Município de Abrantes, em parceria com um conjunto de entidades locais, encontra-se a desenvolver o projeto ‘Esparteiro: Artes de Entrelaçar’, que obteve um financiamento no âmbito do Programa EDP Tradições, no decurso do ano 2019.

Para além de um conjunto de atividades de levantamento da histórica da atividade artesanal ligada Às técnicas de produção de seiras e capachos em esparto e cairo na freguesia de Mouriscas e da formação de jovens artesãos nesta área, o projeto prevê a realização de visitas de estudo à ‘Campanha da Azeitona 2019’, com o intuito de divulgar práticas tradicionais do concelho de Abrantes.

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Neste projeto, o Município trabalhou em parceira com a Junta de Freguesia de Mouriscas, a Escola profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, o Grupo Etnográfico Os Esparteiros de Mouriscas, o CRIA – Centro de Recuperação e Integração de Abrantes e a empresa Sifameca – Sociedade Industrial de Fabricação Mecânica de Seiras de Capachos.

Os capachos e as seiras são utilizados para colocar a massa de azeitona que sai da mó. Depois de preenchidos são acumulados em camadas e depois colocados nas prensas, dos lagares de azeite tradicionais, que os apertam para tirar o sumo da azeitona. No que diz respeito às seiras, têm a forma de uma saca larga e circular, em que a parte superior constitui denominadas “abas”, que termina na boca da seira.

Em Mouriscas, existe desde tempos imemoriais uma importante atividade artesanal de trabalho em esparto e cairo, desde meados do século XX, ligada à produção de seiras e capachos, usados então no processo tradicional de produção de azeite, que tende a extinguir-se devido ao reduzido número de artesãs que ainda a desenvolvem e à modernização dos lagares.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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