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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Abrantes | Lena Ambiente notificada pela CCDR para selar célula RIB

A empresa Lena Ambiente foi notificada pela CCDR (Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional) de Lisboa e Vale do Tejo no âmbito do Aterro Sanitário Intermunicipal de Abrantes, situado em Concavada. Em causa uma célula de Resíduos Industriais Banais (RIB), que o Bloco de Esquerda alerta para a falta de monitorização ou manutenção, podendo eventualmente possibilitar escorrências de água lixiviada, contaminando linhas de água, numa área onde está situado um dos maiores reservatórios de água da Europa. O vereador bloquista, Armindo Silveira, questionou o Executivo camarário relativamente ao início dos trabalhos que referiu nada saber mas explicou, pela voz do vereador Manuel Valamatos, que a Valnor “tem tentado garantir que não haja escorrências”.

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São seis a perguntas que os deputados Carlos Matias e Jorge Costa do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) colocaram ao Ministério do Ambiente sobre o Aterro Sanitário Intermunicipal de Abrantes. Em causa uma célula RIB construída pela empresa Solurbe que iniciou a sua exploração em 1999, desactivada desde 2006 e que, alerta o Bloco de Esquerda, deixou de ser monitorizada e “abandonada” a sua manutenção, havendo perigo de contaminação de linhas de água, segundo se lê na resposta do Ministério do Ambiente (MA) aos deputados do BE, datada de 8 de maio de 2017, a que o mediotejo.net teve acesso.

Ora já em 2016, em comunicado, o BE referiu ter esperado que o executivo municipal de Abrantes analisasse o caso e respondesse a questões em aberto, nomeadamente, qual a entidade responsável pela célula RIB ou ainda quais as garantias de que a água lixiviada da linha de água e principalmente da barragem, não se infiltram no solo? Segundo Armindo Silveira, como tal não aconteceu, encaminhou o assunto para o Grupo Parlamentar do BE que, a 5 de julho, interpelou o Governo, através do MA.

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Em resposta, o MA dá conta que “no âmbito das diligências efetuadas pela CCDR de Lisboa e Vale do Tejo e pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Lena Ambiente foi notificada pela CCDR para dar cumprimento ao previsto no Decreto-lei nº 183/2009, de 10 de agosto, no âmbito dos procedimentos de encerramento e pós-encerramento da célula RIB, incluindo a monitorização da qualidade da água superficial e subterrânea para melhor avaliar a situação”, lê-se no documento. Assumindo o MA que a Lena Ambiente é a entidade responsável pela selagem da célula RIB bem como pela despoluição da barragem existente a cerca de 1,5km da linha de água, caso se confirme a existência de lixiviados e lamas na mesma.

Esta terça-feira, 12 de dezembro, durante a reunião de câmara municipal de Abrantes, o vereador eleito pelo BE quis saber se o Executivo camarário, representado na Assembleia Geral da Valnor, tinha conhecimento se a empresa Lena Ambiente já iniciara os trabalhos.

“Não sabemos” respondeu Maria do Céu Albuquerque, acrescentando que “nem sequer essa informação chegou à CM” apesar de “todas as diligências que temos feito junto da APA e da CCDR para nos passarem informação sobre essa matéria”. A presidente considerou “lamentável” que tal tenha acontecido, bem como o facto do BE ter acesso a essa informação desde 8 de maio e “não a tenha passado antecipadamente à CM”. A autarca lembrou que Armindo Silveira, enquanto deputado municipal, já havia “questionado a CM por diversas vezes sobre este assunto”. Armindo Silveira explicou ter aguardado por “algum bom senso”.

Por seu lado, Manuel Valamatos disse que “a Valnor tem tentado garantir que não haja escorrências para as linhas de água”. Segundo o vereador socialista a última garantia aconteceu “há uma semana”, sublinhando, no entanto, a Valnor “não ser aquela célula RIB da sua responsabilidade”.

Maria do Céu Albuquerque comprometeu-se em levar informações sobre o Aterro Sanitário Intermunicipal de Abrantes à próxima reunião de câmara agendada para o dia 28 de dezembro.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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