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Abrantes lança concurso internacional para reconversão do antigo mercado diário em multiusos

A Câmara de Abrantes vai lançar um concurso internacional para a reconversão do antigo mercado diário em pavilhão multiusos. Os interessados no concurso têm agora 75 dias para concorrer à conceção do projeto para esta obra, cuja construção fica a cargo da Câmara Municipal. O valor base da obra cifra-se nos dois milhões e 700 mil euros.

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A Câmara de Abrantes aprovou na sexta-feira, 27 de novembro, o lançamento de um concurso internacional para a ‘Reconversão do Antigo Mercado Municipal de Abrantes em Multiusos’, uma obra com um valor base de dois milhões e 700 mil euros.

Durante a reunião de executivo, o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos (PS), deixou claro que o mercado diário de frescos não regressará ao edifício do antigo mercado e que o edifício será transformado num pavilhão multiusos.

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“Está no sítio que tem de estar e ficará onde está!”, afirmou o autarca, ao mesmo tempo que questionava “o que fazemos ao atual mercado?”, na hipótese do mercado diário voltar para o espaço antigo. O presidente reconhece, no entanto, que o edifício onde funciona o atual mercado diário apresenta “algumas dificuldades, que todos os dias vamos ter de melhorar. Precisamos de novas dinâmicas para o mercado”, notou.

Contudo, considera “estruturante” a ligação entre o Largo 1º de Maio e a Rua Nossa Senhora da Conceição e defende para o antigo mercado “uma nova visão”, nomeadamente “um espaço de referência de grandes dinâmicas culturais e sociais”, designadamente para os jovens.

“Precisamos de um grande multiusos. Julgo que era muito importante ter uma sala para cinema comercial e acho que os pisos térreos devem ser aproveitados para garagens para a rentabilidade deste edifício. Digamos que estão aqui as diretrizes mas os arquitetos é que terão de apresentar propostas que haveremos de discutir e decidir qual a proposta vencedora”, afirmou, “sem mexer nas fachadas” do antigo mercado.

Reunião de Câmara Municipal de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

Outra novidade chegou também pela voz do autarca falando de “uma ligação do Vale da Fontinha com a cidade e do próprio edifício com o 1º de Maio. Precisamos que o próprio edifício proponha dinâmicas pedonais, escadas rolantes, elevadores, capazes de trazer as pessoas do Vale da Fontinha para o centro da cidade, que as pessoas possam circular pedonalmente, de ser fácil a sua mobilidade”, situação que conjuga com “uma resposta para os grandes eventos, para os grandes concertos de música, para as festas de juventude”.

O concurso atribui prémios de consagração aos concorrentes selecionados num montante global de 18 mil euros. Além disso, na sequência do concurso público internacional de conceção, será celebrado um contrato de prestação de serviços por ajuste direto para concretização e desenvolvimento do trabalho de conceção do concorrente a quem for atribuído o 1º prémio de consagração.

Serão três os prémios atribuídos: O primeiro no valor de 10 mil euros, o segundo no valor de cinco mil euros e o terceiro no valor de três mil euros. Serão ainda atribuídas menções honrosas, de natureza não pecuniária, aos autores dos restantes trabalhos que se distinguirem pela sua singularidade.

O preço base para a elaboração do projeto ‘Reconversão do Antigo Mercado Municipal de Abrantes em Multiusos’, fixa-se nos 135 mil euros (acrescido de IVA à taxa legal em vigor).

O antigo mercado de Abrantes foi inaugurado a 1 de janeiro de 1933 e vai ser transformado em espaço multiusos. Foto: Paulo Seabra

De acordo com a informação divulgada pela autarquia, as empresas de arquitetura, os arquitetos ou os interessados que se propuserem concorrer têm agora 75 dias para concorrer a esta obra, cuja construção fica a cargo da Câmara de Abrantes. Ou seja, o prazo para a receção dos trabalhos de conceção está fixado até às 17h00 do 75º dia a contar da data do envio do anúncio do concurso público internacional de conceção para publicação no Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia.

Do lado da oposição, o vereador Rui Santos, eleito pelo PSD, lembrou que o seu partido “sempre esteve contra a construção do atual mercado diário”. Mas “a vida não é estática” e “não podemos deitar milhares de euros para o lixo. Temos de ser responsáveis”, afirmou o vereador. Rui Santos acrescenta que Abrantes “precisa de novas funcionalidades” e defende “arrojo” no procedimento.

Já da parte do Bloco de Esquerda é defendido o regresso do mercado de frescos ao edifício antigo, tendo Armindo Silveira recordado que “alguns grupos de cidadãos têm-se manifestado pelo regresso ao mercado de frescos ao antigo mercado”.

O eleito do BE lembrou que o edifício do novo mercado “não foi construído para ser um mercado mas para ser multifunções. O novo edifício é um fracasso”, afirmou.

O novo mercado municipal e ‘welcome center’ foi construído a poucos metros do antigo espaço de comércio, no Largo 1º de maio, no centro histórico de Abrantes. Foto: DR

A proposta para o lançamento do concurso de ‘Reconversão do Antigo Mercado Municipal de Abrantes em Multiusos’ foi aprovada com os votos favoráveis do presidente e vereadores eleitos pelo PS (5 no total), voto favorável do vereador do PSD (1) e voto contra do vereador do BE (1).

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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