Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Terça-feira, Agosto 3, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Abrantes | Kits das junta de freguesia são peças chave no combate a incêndios rurais (c/VIDEO)

Nove das 13 juntas de freguesia do concelho de Abrantes integram este ano o dispositivo municipal de combate a incêndios rurais colocando no terreno viaturas equipadas com ‘kits’ de primeira intervenção e rádios de comunicação. O objetivo é responder de forma rápida e eficaz no combate aos incêndios, na sua fase inicial, até que cheguem os reforços ao local do incêndio, sendo uma mais-valia pela sua proximidade e rapidez.

- Publicidade -

Paulo Ferreira, Coordenador Municipal de Proteção Civil de Abrantes, disse ao mediotejo.net que as carrinhas ligeiras das Juntas de Freguesia que integram o DECIR estão equipadas com maquinaria, mangueira e tanque com uma capacidade de 600 litros de água, estando também apetrechadas com rádios de comunicação, sendo que nos períodos de alerta laranja e vermelho, as mesmas estarão posicionadas em Locais Estratégicos de Estacionamento (LEE), dentro do limite das respetivas freguesias.

“As carrinhas ligeiras das juntas de freguesia estão equipadas com ‘kits’ de primeira intervenção e vão ter rádios SIRESP integrando o Dispositivo Especial Contra Incêndios Rurais (DECIR), no âmbito municipal, para responder de forma mais rápida e eficaz no ataque aos incêndios, na sua fase inicial, sendo uma mais-valia pela sua proximidade e rapidez”, destacou, por sua vez, o presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS).

- Publicidade -

Manuel Jorge Valamatos, presidente CM Abrantes. Foto: mediotejo.net

Para David Lobato, Comandante Operacional Distrital de Santarém (CODIS) da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o trabalho desenvolvido pelo Município de Abrantes é um exemplo a nível nacional “ao ter conseguido dinamizar os kits das Juntas de Freguesia que ficam com uma maior disponibilidade para atacar os incêndios num concelho que é grande e tem uma mancha florestal com potencial de risco bastante elevado”.

António Jesus, comandante dos bombeiros voluntários de Abrantes, destacou a importância de um rápido ataque inicial a um fogo nascente, para evitar que o mesmo ganhe grandes dimensões, um combate inicial que pode ser decisivo até que chegue a resposta mais musculada por parte dos bombeiros e meios aéreos, caso se verifique necessário.

Kits das junta de freguesia são peças chave no combate a incêndios rurais. Foto: mediotejo.net

Este ano de 2021, a Câmara Municipal de Abrantes reforçou o investimento dos kits de primeira intervenção contra incêndios, num total de 160 mil euros, mais 35 mil do que em 2020, sendo que as Juntas de Freguesia de Alvega e Concavada e Carvalhal integram este ano, pela primeira vez, o dispositivo especial de combate a incêndios rurais juntando-se às Juntas de Freguesia de Abrantes e Alferrarede, Aldeia do Mato e Souto, Bemposta, Mouriscas, S. Facundo e Vale das Mós, Rio de Moinhos e Tramagal.

O protocolo, que arrancou em 2019 com seis juntas de freguesia, engloba hoje 10 carrinhas de nove das 13 freguesias do município de Abrantes e resulta num apoio financeiro de 15 mil euros por ‘kit’ de 1.ª Intervenção, composto por maquinaria, mangueira e tanque com capacidade de 600 litros de água, formação específica a dois operacionais por carrinha e fatos de proteção individual, num total de investimento de 160 mil euros.

Com uma área de 714 quilómetros quadrados e uma vasta área florestal, esta parceria “permite criar condições para que as juntas de freguesia possam melhorar o desempenho” em matéria de Proteção Civil e “o ataque imediato a um fogo nascente para o debelar ou evitar que tome grandes proporções, até que cheguem os reforços ao local do sinistro”, sublinhou Manuel Jorge Valamatos.

“As carrinhas das juntas de freguesia estão mais próximas, são mais rápidas e mais eficazes num combate a um fogo inicial e o nosso objetivo é que este projeto seja alargado a todas as freguesias do concelho”, disse ainda o autarca.

Em 2020, durante o período do DECIR, os kits das Juntas de Freguesia efetuaram intervenções diretas em 66 ocorrências.

No âmbito do DECIR 2021 as carrinhas das freguesias, nos períodos de alerta laranja e vermelho, comprometem-se a estar pré posicionadas em Locais Estratégicos de Estacionamento (LEE), dentro do limite da freguesia e em horários também definidos previamente pelo Comandante dos Bombeiros de Abrantes e pela Proteção Civil Municipal.

Os meios alocados ao DECIR 2021 Municipal integram os Bombeiros Voluntários de Abrantes, Cruz Vermelha Portuguesa, Sapadores Florestais da Associação dos Agricultores e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Unidade de Emergência de Proteção e Socorro da GNR, kits das Juntas de Freguesia (num total de 10), Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicana, Regimento de Apoio Militar de Emergência, Afocelca e os meios afetos à Câmara Municipal, através do Serviço Municipal de Proteção Civil.

David Lobato, comandante distrital de operações de socorro (CODIS) de Santarém. Foto: mediotejo.net

Dispositivo em Santarém mantém estrutura operacional para fase mais crítica

O dispositivo de combate a incêndios no distrito de Santarém para a fase mais crítica “é muito semelhante ao de 2020”, contando com 801 operacionais, 145 veículos e quatro meios aéreos, além das novas tecnologias.

O comandante distrital de operações de socorro (CODIS) de Santarém, David Lobato, disse à Lusa que o dispositivo operacional (DECIR 2021) “é similar ao do ano passado”, contando na fase mais crítica com menos 44 elementos, e com uma percentagem muito elevada de bombeiros já vacinados contra a covid-19, que estimou “entre os 98% a 99%” do total de operacionais.

“Em termos gerais, o dispositivo sofreu uma redução de meios disponíveis, mas é muito semelhante ao do ano passado”, afirmou, tendo destacado que o “excelente desempenho” alcançado o ano passado assenta em premissas que se vão manter este ano, como sejam “o pré-posicionamento de meios”, a “monitorização permanente”, uma “deteção precoce” e o “despacho imediato e musculado de meios”.

Em 2017, ano dos últimos grandes incêndios no distrito de Santarém, o total de operacionais adstritos à fase mais crítica era de 521, tendo aumentado progressivamente até atingir os 845 em 2020 e reduzir ligeiramente para os 801 este ano 2021.

Segundo o CODIS, que assumiu o cargo este ano em substituição de Mário Silvestre, o dispositivo “é suficiente para o distrito de Santarém”, tendo destacado a “experiência e o conhecimento do terreno” por parte dos operacionais e feito notar haver “incêndios que quando entram no distrito, nomeadamente na zona norte, já vêm grandes”, sendo mais difíceis de dominar.

O comandante operacional lembrou os grandes fogos de 2017 em Mação, Sardoal e Abrantes, provenientes de Castelo Branco, distrito contíguo, e que demoraram vários dias até serem dados como extintos, e destacou a importância de um “ataque inicial rápido e musculado” para os incêndios não atingirem grandes dimensões.

Por outro lado, dos 407 bombeiros integrados no DECIR 2021 há “entre 98% a 99% dos operacionais com a vacinação completa contra a covid-19”, facto que destacou.

Entre os dias 01 e 30 de junho o DECIR está no nível III de empenhamento operacional, contando no terreno com 135 veículos e 647 elementos.

Na fase IV (de 01 de julho a 30 de setembro), a mais crítica, o dispositivo distrital de Santarém contará com um total de 801 operacionais das várias equipas de intervenção e combate a incêndios, contando ainda com os meios técnicos e humanos da AFOCELCA – Agrupamento Complementar de Empresas de Proteção Contra Incêndios, Associação de Produtores Florestais, ICNF, sapadores florestais das CIM Médio Tejo e Lezíria, militares do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro, agentes da PSP e militares da GNR/SEPNA), além de apoio ao nível de 27 postos de vigia e 16 câmara do sistema de videovigilância, entre outros.

Em Santarém, o plano operacional para este ano é uma continuidade da estratégia utilizada no ano anterior, e conforme a diretiva nacional, no distrito estarão ainda posicionados quatro meios aéreos, um helicóptero ligeiro e um pesado em Ferreira do Zêzere, um ligeiro em Pernes (Santarém) e um médio no Sardoal.

No âmbito do comando e controlo, o dispositivo conta com um comandante em permanência no Comando Distrital, um oficial de planeamento, dois comandantes de operações em permanência na Lezíria e no Médio Tejo, três equipas de posto de comando operacional e oito equipas de reconhecimento e avaliação da situação.

Eduardo Cabrita visitou o posto de comando montado em Cardigos a 22 de julho de 2019, num incêndio que deflagrou em Mação. Foto arquivo: mediotejo.net

Dispositivo (DECIR) de 2021 é o maior de “sempre” – Ministro

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse recentemente que o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano é o maior de “sempre” e ultrapassa os 12 mil efetivos.

“Nós temos o maior modelo de dimensão de resposta do DECIR de sempre. Ultrapassamos, pela primeira vez os 12 mil efetivos no modelo do DECIR para este ano. Temos 60 meios aéreos que estarão ao serviço do sistema durante a fase mais exigente”, disse Eduardo Cabrita.

O ministro disse que o país também tem, “pela primeira vez, uma diretiva de vigilância que veio clarificar o quadro de intervenção, sob coordenação da GNR, na dimensão de vigilância e deteção”.

Na sua intervenção, Eduardo Cabrita apontou que também existirá “a atenção permanente” dos presidentes das câmaras municipais.

“Contarão, certamente com um Governo empenhado, com um ministro determinado, a trabalhar convosco, pela segurança dos portugueses, também neste domínio”, disse aos autarcas que o escutavam.

O ministro disse, ainda, que as causas estruturais dos incêndios rurais não se resolverão no prazo de um mandato dos presidentes de Câmara, nem no prazo de legislatura de um Governo.

“Têm a ver com razões profundas relativas às alterações climáticas, relativas à natureza da nossa floresta e relativas à política de desenvolvimento económico e social com as suas consequências no despovoamento de muitas zonas do interior. E, enganam-se aqueles que acham que é possível agir sob essas causas estruturais olhando só para um destes pilares. É necessário olhar conjugadamente para todos”, admitiu.

Acrescentou que nos últimos anos, o Governo fez “bastante” ao “trazer conhecimento ao setor, ao cruzar a intervenção dos vários responsáveis, em promover o trabalho em rede entre os vários pilares: o pilar da prevenção, o pilar da vigilância e deteção de riscos e o pilar, finalmente, do combate”.

Destacou depois a necessidade de se reforçar a intervenção nas áreas da prevenção, da cultura organizacional e da intervenção comunitária.

“Quanto mais se investir na prevenção primária, na alteração da floresta, na intervenção relativamente às faixas de gestão combustível, quanto mais se investir na limpeza, melhor nós teremos condições de atuar no final desta linha”, defendeu.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome