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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Abrantes | Jornadas Sociais focam importância do trabalho em rede para combater a pobreza

O diretor do Centro Distrital de Santarém da Segurança Social, Ricardo Bento, defendeu esta quarta-feira a importância das parcerias e do trabalho em rede, realizado em cada território do País. Na abertura das Jornadas Sociais de Abrantes revelou que o distrito de Santarém conta este ano com uma dotação de 70 milhões de euros para o sistema de cooperação criado entre a Segurança Social e as instituições da região.

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Na abertura das Jornadas Sociais de Abrantes, este ano dedicadas à temática da colaboração, o diretor do Centro Distrital de Santarém da Segurança Social, Ricardo Bento, lembrou que o instituto da Segurança Social “foi o grande promotor das parcerias e do trabalho em rede”, recordando que em 1997 nasceram os conselhos locais de ação social, “uma ideia inovadora à data”.

Atualmente o instituto da Segurança Social “não é apenas a entidade que executa todas as políticas da área da ação social porque descentralizou e protocolou com os vários parceiros (entidades públicas e privadas) a execução de muitas medidas de natureza pública da área social”, explicou, referindo também o processo de descentralização de competências nos municípios.

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Para Renato Bento trata-se de “uma missão” e “uma responsabilidade” participar ativamente no trabalho em rede, na construção das soluções em cada território de forma “próxima, seletiva e numa lógica de complementaridade de todas as medidas de intervenção pública, ao nível dos projetos de intervenção social para os diversos territórios”.

Jornadas Sociais de Abrantes 2019. O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, e o diretor do Centro Distrital de Santarém da Segurança Social, Renato Bento. créditos: mediotejo.net

Nessa medida, recordou alguns projetos de intervenção social, como o Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS), “que vai entrar agora na sua quarta geração; todo o sistema de cooperação instituído com as instituições sociais do distrito, onde temos uma dotação orçamental para o distrito de Santarém de 70 milhões de euros por ano, isto é, o apoio efetivo e concreto ao funcionamento de todas as respostas sociais; e a parceria com a CPCJ, em projetos específicos que vão sendo desenvolvidos” por todo o distrito de Santarém.

Mencionou o “grande ideal de coesão social” vivido na União Europeia e as respetivas políticas públicas adotadas por Portugal, garantindo que os decisores estão “empenhados para que as questões da pobreza e das desigualdades se esbatam com a implementação eficaz e eficiente das políticas públicas”, sublinhou.

Admitindo que a pobreza ainda existe em Portugal “de forma expressiva”, referiu uma redução de 17,3% do risco de pobreza na população portuguesa, no ano de 2017, que originou a saída de “100 mil cidadãos” da situação de risco de pobreza face ao ano de 2016.

Renato Bento assegura que “as medidas existem e são transversais”, cabendo aos executores a sua aplicação de forma “eficiente” no sentido de criar “capacitação dos cidadãos para a sua autonomização e para o seu percurso de vida assente no mercado de trabalho”.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, sugeriu aos presentes no auditório do Edifício Pirâmide que “descompliquem!”. Até porque, disse, “a vida é feita de coisas simples”, considerando as pessoas “o mais importante” e o propósito dos executores das políticas públicas é “dar-lhes dignidade”, indicando a “colaboração” como a ferramenta essencial para alcançar esse objetivo.

Para a vereadora Celeste Simão, com o pelouro de Ação Social na Câmara de Abrantes, “o todo é muito mais do que a soma das partes. Não interessa só partilhar mas mostrar que a colaboração está na base da intervenção social”.

Jornadas Sociais de Abrantes 2019. Foto: mediotejo.net

Assim, as Jornadas “pretendem mostrar o trabalho que as entidades parceiras e a câmara municipal fazem no território e qual a forma de uma melhor colaboração para que o trabalho de todos dê uma melhor resposta à comunidade”, disse. “Mostrar os projetos as boas práticas e dar valor àquilo que é nosso, valorizar as inteligências locais, com intervenções de fundo que venham de alguma forma desassossegar para as alterações que a intervenção social necessita. É preciso caminhar no sentido da inovação e da criatividade”, defendeu.

Para a responsável, “a intervenção social é diferente do que era há alguns anos, porque as condições sociais das pessoas alteraram-se, quer ao nível do emprego quer da educação – e se tudo se altera, a intervenção social também tem de acompanhar as problemáticas” dos cidadãos.

OIÇA AQUI AS DECLARAÇÕES DE CELESTE SIMÃO:

Abrantes / Jornadas Sociais de Abrantes. A vereadora Celeste Simão falou sobre a iniciativa é o que se pretende nestes dois dias de trabalhos.

Publicado por mediotejo.net em Quarta-feira, 22 de maio de 2019

Celeste Simão participou, durante a manhã, no painel “Plano de Desenvolvimento Social” e lembrou que o plano está em vigor até 2020 (desde 2017). “Um plano estratégico que define as linhas orientadoras para o desenvolvimento social local, da rede social onde constam todas as entidades”.

O Ano Nacional da Colaboração está na base dos diversos painéis das Jornadas Sociais, proporcionando a reflexão e interação entre diferentes agentes sociais, profissionais, parceiros da Rede Social e a comunidade em geral.

As jornadas têm como objetivo contribuir para novas aprendizagens, apelando à participação coletiva na construção de um concelho mais sustentável, com maior equidade social e inclusivo. Pretende ainda valorizar o trabalho em rede, promover a partilha de todas as instituições e a compreensão do papel da colaboração na promoção do desenvolvimento social local.

Organizadas anualmente pela Câmara Municipal de Abrantes, as Jornadas Sociais realizam-se nos dias 22 e 23 de maio, no Edifício Pirâmide, em Abrantes. No auditório estão expostos trabalhos ilustrativos sobre Igualdade realizados por alunos do 10º ano de escolaridade da Escola Dr. Solano de Abreu.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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