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Abrantes | Jardim de Infância do Carvalhal vai encerrar

O encerramento do Jardim de Infância (JI) de Carvalhal foi aprovado na última reunião de Câmara de Abrantes, “em virtude de não haver previsão de crianças inscritas”, explicou o executivo municipal. Este encerramento surge no âmbito do Movimento Anual de Rede Escolar para 2020-2021 das escolas da educação pré-escolar e escolas básicas do 1º ciclo. “Um encerramento já equacionado há vários anos”, admitiu o presidente da autarquia.

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“Infelizmente o facto de não termos alunos inscritos para a abertura do JI em Carvalhal é uma realidade, não podemos fugir dela. É um espaço que tem de ser trabalhado e porventura repensar na possibilidade de poder reabrir no futuro”, disse Manuel Jorge Valamatos (PS) durante a última reunião de Câmara Municipal de Abrantes que decorreu por videoconferência.

Na ocasião, a vereadora Celeste Simão, com o pelouro da Educação, explicou que as crianças do pré-escolar que frequentavam aquele estabelecimento de ensino naquela freguesia do Norte do Concelho “terminaram o seu período do pré-escolar e entraram no primeiro ciclo. Esses alunos vão frequentar a Escola Maria Lucília Moita”, em Alferrarede.

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As inscrições para o Jardim de Infância estão abertas até final de junho. Se entretanto decorrer “alguma inscrição esses alunos também irão frequentar o pré-escolar na Escola Maria Lucília Moita”, assegurando a Câmara Municipal de Abrantes o transporte dessas crianças, acrescentou o presidente.

O encerramento da Escola Básica de Carvalhal, no norte do concelho de Abrantes, já havia sido aprovado em julho de 2018, em reunião de Câmara Municipal. A medida, tida por inevitável, significou o fecho da última escola onde ainda se viam crianças no ensino primário nas freguesias mais a norte do concelho, caso de Carvalhal, Fontes, Souto e Aldeia do Mato.

Na base da decisão esteve a transferência dos alunos do 1º ciclo do ensino básico da referida escola, restando somente, no ano letivo de 2018/2019, um aluno do 2º ano para a frequentar, igualmente com transporte assegurado para a estabelecimento de ensino de acolhimento: a E.B. Maria Lucília Moita, em Abrantes.

Aquela informação chegou do serviço de Educação da Divisão de Conhecimento do Município e foi comunicada à DGEstE – Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares -, depois de ouvidos os membros do Conselho Municipal de Educação, os quais consideraram que, não havendo alternativa, a solução passou pelo encerramento do 1º CEB naquela escola.

O edifício da Escola Básica de Carvalhal ficou então para o ensino do pré-escolar, e pode “ser dinamizada por associações” das freguesias do norte do concelho, sugeriu na época Celeste Simão.

Escola Básica do Carvalhal

Recorde-se que a escola recebeu uma intervenção/requalificação de fundo há 11 anos, enquadrada num investimento municipal para recuperação/regeneração, incluindo construção nova, de velhas escolas (Rossio, Pego, Carvalhal e Chainça), num investimento total de 194.988,99 euros, com equipamento (mobiliário escolar) no valor de 6.735,66 euros e material didático no montante de 2.357,11 euros, representando um investimento global na ordem dos 200 mil euros. A obra foi inaugurada no dia 14 de setembro de 2009.

A remodelação do antigo espaço da escola primária envolveu a construção de novo edifício, com a criação de um centro de recursos, uma sala polivalente e refeitório, biblioteca e espaço de recreio com parque infantil. A reabilitação das três salas de aula, arrecadações e zonas de circulação existentes, incluindo novas infraestruturas elétricas, telecomunicações, rede estruturada e deteção de incêndios. Foi ainda construída uma rampa para pessoas com mobilidade condicionada e ampliadas as instalações sanitárias, equipamento que mantém as melhores condições técnicas e funcionais. Faltam, no entanto, as crianças.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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