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Sábado, Outubro 16, 2021

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Abrantes | Jardim de Infância de Arreciadas em vias de fechar portas

O Jardim de Infância de Arreciadas, na União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, em Abrantes, pode fechar no próximo ano letivo. A vereadora com o pelouro da Educação, Celeste Simão, não confirma o encerramento mas deu conta de parecer favorável do Conselho Municipal de Educação de Abrantes.

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O Jardim de Infância de Arreciadas, atualmente com cinco crianças a frequentar o ensino pré-escolar, pode fechar as portas já no próximo ano letivo. A questão foi levantada em reunião de Executivo, esta terça-feira 29 de maio, pelo vereador do Bloco de Esquerda, Armindo Silveira, que disse ter sido abordado por encarregados de educação preocupados, lembrando ser “o único serviço público” naquela localidade considerando o encerramento daquela escola uma medida para “condenar” a aldeia.

Em resposta, a vereadora com o pelouro da Educação na Câmara de Abrantes, Celeste Simão, não confirmou o encerramento do Jardim de Infância de Arreciadas, uma vez que o encerramento só poderá acontecer se for aprovado em reunião de Executivo, proposta ainda não colocada em cima da mesa. No entanto, o Conselho Municipal de Educação já emitiu um parecer favorável ao encerramento da escola.

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“O parecer emitido pelo Conselho Municipal de Educação irá como proposta de deliberação à próxima reunião de Câmara” disse, em declarações ao mediotejo.net. A responsável acrescentou que aquando da requalificação do Centro Escolar de Rossio a Sul do Tejo foi equacionado o encerramento daquele Jardim de Infância e a transferência dos alunos de Arreciadas para o Centro Escolar, no entanto, “o número de alunos ainda justificava o seu funcionamento”.

Mas numa avaliação anual “da evolução do número de alunos” concluiu-se não ser “satisfatória”. O número de alunos não tem aumentado. As crianças não se inventam”, refere, indicando que algumas daquelas crianças “não têm residência” naquela localidade.

Celeste Simão considera a situação “insustentável” uma vez que o Jardim de Infância “não oferece condições de aprendizagem como o Centro Escolar do Rossio ao Sul do Tejo”, importando para o Executivo socialista o prossecução do Projeto Educativo Municipal. Também Maria do Céu Albuquerque afirmou, durante a reunião de Executivo, que “as crianças têm direito aos melhores projetos educativos”, afastando a hipótese de “rentabilização dos meios”.

As escolas servem “para educar e para criar cidadãos de pleno direito. Uma escola que não tem o número de alunos suficiente é incapaz de proporcionar o melhor ambiente educativo”, defendeu a presidente.

A vereadora admite que, após uma reunião que teve com os encarregados de educação, “os pais manifestaram-se revoltados”, tal como “em qualquer escola onde o encerramento tenha acontecido”. No entanto, reforça importar “o melhor para as crianças, para a sua aprendizagem e socialização”.

Caso se concretize o encerramento do Jardim de Infância de Arreciadas, Celeste Simão garantiu que o Município assegurará o transporte dos alunos do pré-escolar “tal como prevê a lei” que estabelece três quilómetros como distância mínima entre residência e escola, para que o direito do aluno ao transporte seja garantido. O Centro Escolar de Rossio ao Sul do Tejo dista de Arreciadas “entre quatro a cinco quilómetros” concluiu.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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