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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Abrantes | Intervenção no açude arranca segunda-feira e custa mais de 400 mil euros (c/áudio)

A intervenção no açude insuflável de Abrantes para reparação de uma rutura inicia segunda-feira, dia 13 de dezembro, e deverá estar concluída no final de janeiro de 2022. Esta intervenção ascende a 400 mil euros com a colocação de uma ensecadeira (150 mil euros) e a reparação da comporta do vão 2 do açude (250 mil euros).

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O açude insuflável de Abrantes, no rio Tejo, apresenta uma rutura no vão 2 de 70 centímetros, um rasgo que obriga o açude instalado no rio Tejo a estar desinsuflado, estando descartada a hipótese de vandalismo. A rutura, detetada há vários meses, vai começar a ser reparada na segunda-feira com a colocação de ensecadeiras e espera-se que até ao final de janeiro de 2022 a obra esteja concluída.

A informação do rasgo no açude foi avançada em abril em reunião de executivo pelo vice-presidente da Câmara de Abrantes, João Gomes (PS), que deu conta de um rasgo de 70 centímetros no vão 2. Mas contrariamente a situações ocorridas no passado, o presidente, Manuel Jorge Valamatos, garantiu desde logo não se tratar de um ato de vandalismo.

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Assegura que o açude não foi vandalizado “como outras situações” no passado. “O rasgo é junto aos parafusos e ao encaixe e não representa uma situação de vandalismo. É uma questão de manutenção”, disse, dando conta que os trabalhos preparatórios estão a decorrer.

Foto DR

Na época, o vereador João Gomes começou por justificar os baixos caudais do rio Tejo, ação “propositada” e concertada com a EDP, após ter sido detetado na manhã do dia 13 de abril, durante uma “visita de rotina”, que o açude insuflável de Abrantes apresentava “um problema” na comporta do vão 2 “ao nível de pressão de ar”.

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“Verificamos que o compressor arrancava com continuidade, queria isso dizer que estávamos com uma fuga de ar”, explicou João Gomes.

O vice-presidente deu conta dos serviços do Município terem de seguida contactado a empresa responsável pela monitorização e acompanhamento das comportas e do bom funcionamento do açude que, em conjunto com os serviços técnicos da Câmara, contactaram a EDP no sentido de baixar o caudal do rio Tejo.

O objetivo passava por “desinsuflar o açude e podermos inspecionar toda a infraestrutura. Verificámos um rasgo de 70 centímetros no vão 2”, explicou João Gomes. A intervenção é da responsabilidade empresa alemã Floecksmühle Energietechnik GmbH.

Além do custo de 149.800,00 (acrescido de IVA à taxa legal em vigor) relativo à empreitada de aterro de acesso ao vão 2 e colocação de ensecadeiras, soma o custo de 251.618,93 euros (acrescido de IVA à taxa legal em vigor) com a aquisição de serviços para a reparação da comporta do vão 2 do açude insuflável de Abrantes. Os valores foram aprovados na terça-feira, 7 de dezembro, em reunião de executivo.

ÁUDIO | JOÃO GOMES, VICE-PRESIDENTE CM ABRANTES:

O maior açude insuflável do país foi inaugurado em Abrantes no dia 16 de junho de 2007 numa cerimónia que contou com a presença do primeiro-ministro de então, José Sócrates, e que constituiu um dos momentos principais de valorização das margens do Tejo.

Este açude permitiu criar um espelho de água com 80 hectares e cerca de três milhões de metros cúbicos de água e correspondeu a um investimento de dez milhões de euros, constituindo uma obra única em Portugal.

O enchimento do açude demora cerca de 45 minutos e o sistema de comportas tem uma zona de passagem permanente de metros cúbicos por segundo de água para garantir um caudal ecológico no rio, foi noticiado na altura da inauguração.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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