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Abrantes institui prémio Maria de Lourdes Pintasilgo para reconhecer boas práticas de cidadania

O Município de Abrantes pretende instituir este ano 2021 o Prémio Municipal Maria de Lourdes Pintasilgo, um prémio “transversal” e abrangente a toda comunidade, IPSS, empresas, associações e escolas, entre outros, com objetivo de divulgar e estimular boas práticas de cidadania, incentivando o debate público e a partilha de ideias entre todos os agentes. O regulamento está “praticamente” concluído.

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Numa época em que se vive uma nova normalidade, com confinamento, solidão, restrições à liberdade em nome da saúde pública e em que se reaprende a estar em sociedade durante a atual pandemia de covid-19, atos de altruísmo, boas práticas de cidadania e cuidar do outro são palavras de ordem, geradoras de múltiplas medidas e ações, muitas delas voluntárias, para garantir proteção, segurança e bem-estar na comunidade, sendo esta uma forma também de lhes dar mérito e visibilidade.

A intenção de criar o Prémio Municipal Maria de Lourdes Pintasilgo foi apresentada na Biblioteca António Botto aquando da apresentação de um livro editado pela Associação Cuidar o Futuro que falava sobre Maria de Lourdes Pintasilgo e nessa altura achámos por bem criarmos um prémio que refletisse o que a comunidade abrantina está a fazer de ações no âmbito da cidadania e que tem a ver com o pensamento, ideologia e forma de estar na vida de Maria de Lourdes Pintasilgo” explicou ao mediotejo.net Celeste Simão.

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O regulamento do Prémio “está feito, em processo de revisão final”, disse a vereadora da Câmara de Abrantes com o pelouro da Educação e Ação Social, “para logo que esteja concluído vir à Câmara para aprovar” e depois à Assembleia Municipal no sentido de “lhe dar uma relevância, um peso forte que Maria de Lourdes Pintasilgo merece”, reforça, dizendo que “umas simples normas para um concurso” não seria o caminho “tendo em conta a figura que foi e que pode marcar as nossas vidas”, considerou a responsável.

Celeste Simão, vereadora com o pelouro da Educação e Ação Social na CM Abrantes. Foto: CM ABT

Segundo Celeste Simão este prémio municipal “poderá abranger IPSS, empresas, e outras entidades, convidando-as a apresentarem candidatura para divulgação das suas boas práticas de cidadania”.

Um prémio que se previa ser lançado até outubro de 2020 “transversal a toda a comunidade, e pode ir muito além, por diversas áreas de atuação, quer seja o desenvolvimento económico, a cultura, o desporto, entre outros”.

Celeste Simão reconhece que a pandemia “tem dado uma volta à nossa vida! Foram as Jornadas Sociais que tiveram de ser mudadas e fazer num dia num registo online, as Jornadas de Educação também se transformaram numa coisa mais simples mas a marcar sempre a importância do trabalho que é feito. E todos os procedimentos que temos vindo a fazer, temos dado mais prioridade à criação de programas de apoio, canalizar os nossos esforços nesse sentido e aquilo que não era tão urgente tem-se estendido um bocadinho no tempo. Há atraso de uns meses mas a ideia é lançar ainda em 2021”, garante.

Até “para mostrar à comunidade abrantina o que a própria está a fazer no âmbito de ações de cidadania. Pensamos ser muito importante! Há muita gente na comunidade abrantina – agora com a pandemia e pelas situações que estamos a viver nota-se cada vez mais – a fazer muitas coisas boas mas que não são do domínio público”, revela Celeste Simão. O Prémio “é uma forma” embora, reconhece, “sem atingir a plenitude do conhecimento” mas uma maneira das pessoas mostrarem “o que cada um está a fazer. A roda está inventada e se olharmos para as boas práticas também podemos adaptar à nossa realidade”.

Celeste Simão lembra que em contexto pandémico as questões da cidadania e da ação social apresentam-se ainda mais pertinentes lembrando que o Município de Abrantes possui um serviço de promoção de cidadania e igualdade.

“Todas as ações que tínhamos continuaram a decorrer, só tiveram de parar aquelas que eram feitas dentro das escolas. Quando os alunos foram para casa esse trabalho teve de parar embora a articulação com os Agrupamentos foi sempre feita no sentido de enviar ou fazer atividades online com os alunos, mas compreendemos que a realidade não era para ‘bombardearmos’ os alunos com muitas matérias”.

Na terça-feira, 12 de janeiro, Celeste Simão disse ao mediotejo.net que a vontade é “retomar agora a ação municipal dentro das escolas” no âmbito da cidadania, tendo em conta as decisões governamentais, e o Governo decidiu manter as escolas com ensino presencial apesar do confinamento coletivo. “Neste momento estamos a trabalhar com os Agrupamentos nas ações que nos vão solicitando mediante o leque de atividades que temos através deste serviço”.

Nascida em Abrantes em 18 de janeiro de 1930, Maria de Lourdes Pintasilgo foi e permanece enquanto uma figura incontornável do panorama cultural, social e político português. Sendo a única mulher que desempenhou o cargo de primeira-ministra em Portugal, chefiou o V Governo Constitucional, em funções de julho de 1979 a janeiro de 1980. Foi também a primeira mulher a candidatar-se à Presidência da República.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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