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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Abrantes | Igrejas restauradas reforçam dinâmica de futura Rede de Museus (c/video e fotos)

A autarquia de Abrantes está a investir na salvaguarda do património cultural e religioso e inaugurou no Dia da Cidade as obras de conservação da Igreja de S. Vicente e da Igreja de Santa Maria do Castelo. Conservar a memória e o património cultural de Abrantes foram os grandes objetivos nas obras de recuperação destes dois Monumentos Nacionais, que vão integrar a Rede de Museus em construção em Abrantes.

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No dia em que Abrantes celebrou os seus 105 anos de elevação a Cidade, no dia 14 de junho, foram inauguradas as obras de Conservação e Restauro do Património da Igreja de São Vicente e as obras de adaptação da Igreja de Santa Maria do Castelo para instalação da Museografia e arquitetura expositiva do Panteão dos Almeida.

Abrantes assinalou a 14 de junho a conclusão das obras de adaptação da Igreja de Santa Maria do Castelo para instalação da Museografia e arquitetura expositiva do Panteão dos Almeida. Foto: mediotejo.net

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Um “trabalho de relojoaria” foi como o responsável da NC Restauro, Nuno Proença, classificou as obras de Conservação e Restauro do Património Integrado da Igreja de São Vicente, monumento nacional.

Os trabalhos pretenderam “salvaguardar, valorizar e divulgar o nosso património cultural arquitetónico e religioso que nos permitirá de forma efetiva preservarmos o passado, projetando o futuro da nossa cidade, nomeadamente através do desenvolvimento turístico no nosso território”, salientou o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, durante a cerimónia de inauguração que decorreu no interior do templo e contou com dois momentos musicais por Ana Elias, nos órgãos existentes na Igreja.

Igreja de São Vicente, em Abrantes. Foto: mediotejo.net

“As inaugurações realizadas em espaços históricos como a Igreja de São Vicente e a Igreja de Santa Maria do Castelo, juntam-se a várias outras grandes obras que estão neste momento em curso”, afirmou.

“Daqui a um mês, inauguraremos o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA), no próximo ano o Museu de Arte Contemporânea (MAC) Charters de Almeida, em 2023 o Cineteatro São Pedro e, de seguida, o Multiusos de Abrantes”, avançou Valamatos.

“Obras que”, salientou, “reforçarão a nossa rede de equipamentos museológicos e culturais e que servirão de complemento ao nosso reconhecido património religioso, às nossas infraestruturas desportivas e de lazer, ao nosso Parque de Ciência e Tecnologia ou ao nosso parque escolar de excelência. Investimentos realizados nas mais diversas áreas que nos permitirão ter um concelho cada vez mais moderno e com melhores condições para se viver, estudar e trabalhar”.

Igreja de São Vicente. Foto: CMA

As obras de intervenção na Igreja de São Vicente, em Abrantes, realizaram-se no âmbito de uma parceria entre a Câmara Municipal de Abrantes e a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e também com a Diocese de Portalegre-Castelo Branco e contou com o apoio do Programa Operacional do Centro.

O investimento total, que incluiu a beneficiação exterior (2018), a conservação e restauro dos dois altares laterais do lado do Evangelho e ainda a conservação de cinco esculturas da Igreja, foi de 441.358,94€. Foi financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) em 375.155,10€, através da candidatura aprovada ao Programa Operacional Regional do Centro 2020, tendo a autarquia de Abrantes e a DGPC assumido a componente nacional no valor igual de 33.101,92€, cada uma.

Presente na cerimónia de inauguração das obras da Igreja de S. Vicente, em representação do Bispo D. Antonino Dias, esteve o Cónego Emanuel Matos Silva, Vigário Episcopal, que agradeceu a intervenção no espaço. Por sua vez, António Castanheira, pároco da Igreja de São Vicente, destacou a importância deste espaço para além do culto, também como elemento cultural, salientando a disponibilidade em alargar essa abertura do templo para ser visitado por todos e agradeceu “o cuidado que tiveram com esta Igreja que é de todos nós”.

Abrantes assinalou a 14 de junho a conclusão as obras de Conservação e Restauro do Património da Igreja de São Vicente . Foto: CMA

Seguiu-se a inauguração das obras de adaptação da Igreja de Santa Maria do Castelo para instalação da Museografia e arquitetura expositiva do Panteão dos Almeida que contou com um momento de teatro com uma recriação histórica “Nós os Almeida!”, com encenação de Paulo Leite, que contou com a presença de alunos do curso de Artes do Espetáculo da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes.

Panteão dos Almeida, Igreja de Santa Maria do Castelo. Foto: CMA

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro, Isabel Damasceno, esteve presente nas duas cerimónias de inauguração das obras dos monumentos nacionais tendo congratulado o Município pela ação de valorização realizada e salientado que “é com enorme satisfação que vemos a obra feita depois de aplicados os fundos comunitários”, deixando o desafio para que outras iniciativas neste âmbito de recuperação do património possam ser apoiadas.

O investimento total, que incluiu o projeto, a obra de construção civil de adaptação da igreja à instalação da museografia e a aquisição de sistemas cenográficos e tecnológicos, foi de 325.324,60€, tendo do FEDER financiado 276.525,89€. A Câmara Municipal de Abrantes assegurou a componente nacional no valor de 48.798,71€.

Para além do Museu MDF, o primeiro a ser inaugurado no âmbito da rede de museus em curso, do Panteão dos Almeida e demais património religioso, o projeto cultural municipal passa ainda pela abertura ao público em julho do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA) com a coleção da Fundação Estrada, a coleção municipal e a coleção de Maria Lucília Moita, no Convento de São Domingos, e pela reabilitação do Edifício Carneiro para instalação do acervo do escultor Charters de Almeida, obra também em curso. 

O vereador da Cultura, Luís Correia Dias, destacou ainda o cineteatro São Pedro e o futuro edifício multiusos como importantes no âmbito desta “cartografia cultural”, tendo feito notar ainda as intervenções de requalificação e preservação ao nível do património religioso na cidade onde, para além da intervenção na Igreja de Santa Maria do Castelo, tem sido objeto de investimento a Igreja da Misericórdia e as Igrejas de São João e de São Vicente, ambas classificadas como monumentos nacionais.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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