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Abrantes | Há 53 propostas para reconverter antigo mercado diário em pavilhão multiusos

São 53 os projetos apresentados ao Município de Abrantes no âmbito do concurso internacional para a reconversão do antigo mercado diário em pavilhão multiusos. Segundo o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos, o processo de candidaturas encerrou na segunda-feira, dia 22 de março.

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Na última reunião de executivo, o presidente da Câmara anunciou terem sido 53 os projetos apresentados ao Município de Abrantes no âmbito do concurso internacional ‘Reconversão do Antigo Mercado Municipal de Abrantes em Multiusos’ que irá transformar o antigo mercado diário num pavilhão multiusos.

Manuel Jorge Valamatos (PS) mostrou-se muito satisfeito com o nível de adesão dos concorrentes. “Para satisfação dos abrantinos foram apresentados 53 projetos”, afirmou, dando conta de esperar que entre as propostas “haja um projeto que transforme aquele edifício, mantendo a sua fachada, mas que o transforme num grande espaço, sobretudo para a nossa juventude e para as dinâmicas que queremos impor em Abrantes”.

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A Câmara de Abrantes lançou em dezembro de 2020 um concurso internacional para a reconversão do antigo mercado diário em pavilhão multiusos. Os interessados em participar tiveram 75 dias para concorrer à conceção do projeto para a obra, cuja construção fica a cargo da autarquia. O valor base é de dois milhões e 700 mil euros.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

O autarca socialista voltou a defender que o mercado de frescos se mantém no edifício do atual mercado diário, recusando a hipótese do um regresso ao espaço antigo como defendem algumas vozes abrantinas, designadamente o BE que discorda com qualquer projeto que não inclua o regresso do mercado diário ao edifício do antigo mercado.

Contudo, Manuel Jorge Valamatos considera “estruturante” a ligação entre o Largo 1º de Maio e a Rua Nossa Senhora da Conceição e defende para o antigo mercado “uma nova visão”, nomeadamente “um espaço de referência de grandes dinâmicas culturais e sociais”, designadamente para os jovens.

“Precisamos de um grande multiusos. Julgo que era muito importante ter uma sala para cinema comercial e acho que os pisos térreos devem ser aproveitados para garagens para a rentabilidade deste edifício. Digamos que estão aqui as diretrizes mas os arquitetos é que terão de apresentar propostas que haveremos de discutir e decidir qual a proposta vencedora”, afirmou aquando do lançamento do concurso, “sem mexer nas fachadas” do antigo mercado.

Tratando-se de um concurso público, o processo administrativo seguirá agora os tramites normais, nomeadamente a avaliação pelo júri do concurso.

O concurso atribui prémios de consagração aos concorrentes selecionados num montante global de 18 mil euros. Além disso, na sequência do concurso público internacional de conceção, será celebrado um contrato de prestação de serviços por ajuste direto para concretização e desenvolvimento do trabalho de conceção do concorrente a quem for atribuído o 1º prémio de consagração.

Serão três os prémios atribuídos: O primeiro no valor de 10 mil euros, o segundo no valor de cinco mil euros e o terceiro no valor de três mil euros. Serão ainda atribuídas menções honrosas, de natureza não pecuniária, aos autores dos restantes trabalhos que se distinguirem pela sua singularidade.

O preço base para a elaboração do projeto ‘Reconversão do Antigo Mercado Municipal de Abrantes em Multiusos’, fixa-se nos 135 mil euros (acrescido de IVA à taxa legal em vigor).

Localizado na Avenida 25 de Abril, o Município de Abrantes pretende proceder à reconversão do antigo Mercado Municipal em Edifício Multiusos, na perspetiva da sua reutilização como equipamento de resposta a uma nova realidade. Pretende-se preservar as fachadas principais e requalificar a área envolvente a este mercado, nomeadamente a entrada no Centro Histórico da cidade.

A reconversão do edifício e a requalificação da área envolvente, convergem assim “na oportunidade de consolidação de uma estratégia que tem vindo a ser implementada pelo Município de Abrantes nos últimos anos, centrada na Regeneração Urbana e na Reabilitação Urbanística, Social e Económica do Centro Histórico de Abrantes”, pode ler-se em nota de imprensa enviada à comunicação social.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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