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Sábado, Julho 24, 2021

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Abrantes | Governo vai criar comissão com autarquia e trabalhadores sobre reconversão da Central do Pego

O Governo anunciou que o adjudicatário do novo concurso a ser lançado em setembro terá obrigatoriamente de fixar a sua sede social no concelho de Abrantes e manter os postos de trabalho existentes.

O Ministério do Ambiente anunciou esta quinta-feira que vai ser criada uma comissão para avaliar os projetos concorrentes ao ponto de injeção na rede elétrica pública da central do Pego, com representantes locais e dos trabalhadores.

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“O Ministério do Ambiente e da Ação Climática está em conversações com o município de Abrantes, com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e com os representantes dos trabalhadores, de forma a acautelar as diversas preocupações na preparação do procedimento concorrencial”, começou por esclarecer o Governo, em comunicado.

Em causa está a abertura, em setembro, do concurso com vista à atribuição do ponto de injeção na Rede Elétrica de Serviço Público (RESP) atualmente ocupado pela central termoelétrica a carvão do Pego, em Abrantes, anunciado pelo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

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“O papel destas entidades será, ainda, fundamental no âmbito da Comissão de Avaliação, a ser constituída com representantes do município, da região, dos trabalhadores e do Estado, para a adequada avaliação e apreciação dos projetos submetidos a concurso com vista à subsequente adjudicação”, lê-se na nota do Executivo.

O Contrato de Aquisição de Energia (CAE) da central do Pego cessa em 30 de novembro deste ano e, consequentemente, caducam também as licenças correspondentes, perdendo, assim, a capacidade de injeção na RESP.

O concurso anunciado terá em vista a adjudicação de um projeto exclusivamente focado na produção de energia de fontes renováveis, que, segundo o Ministério do Ambiente, poderá apresentar diversas soluções: “a produção de eletricidade renovável, a produção de gases renováveis, a produção de combustíveis avançados e/ou sintéticos, ou um ‘mix’ destes, sendo ainda valorizada a inclusão de soluções de armazenamento de energia”.

“Serão valorizadas as propostas que se distingam ao nível da criação de valor económico para a região, que criem novos postos de trabalho no médio-longo prazo e que impliquem um menor hiato temporal entre o término da atividade da atual central a carvão e a implementação do novo projeto”, realçou o Governo.

Desta forma, o adjudicatário terá obrigatoriamente de fixar a sua sede social no concelho de Abrantes, bem como “valorizar do ponto de vista energético os recursos endógenos renováveis e a manutenção dos postos de trabalho existentes”.

Adicionalmente, o adjudicatário será também obrigado a implementar uma zona piloto destinada à experimentação em ambiente real de novas tecnologias de investigação e desenvolvimento (I&D), no âmbito das energias renováveis.

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Agência de Notícias de Portugal

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