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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Abrantes | FRASAM passa por momentos “muito difíceis” ao nível financeiro, tecnológico e ambiental

A FRASAM – Fundições do Rossio de Abrantes SA, com sede no Rossio ao Sul do Tejo, em Abrantes, “está a passar por momentos muito difíceis”, deu conta a presidente da Câmara Municipal de Abrantes em reunião de executivo, falando de questões financeiras, problemas tecnológicos “sérios” e ambientais. Avançou que iria reunir com o administrador da empresa, Bernardo Alegria, e tem previsto um outro encontro com o presidente da PME Investimento sobre “uma eventual reabilitação” da empresa sob pena de colocar em causa “uma empresa centenária e 80 postos de trabalho”.

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A FRASAM – Fundições do Rossio de Abrantes SA, com sede no Rossio ao Sul do Tejo, em Abrantes, encontra-se em dificuldades financeiras com problemas tecnológicos e ambientais, indicou esta terça-feira a presidente da Câmara, Maria do Céu Albuquerque, dando conta da sua intenção de se “inteirar melhor sobre o processo para perceber se de facto é inviável a sua manutenção ou se havendo uma alteração da forma de gestão ou do âmbito de intervenção, é ainda possível fazer alguma coisa”, explicou.

O plano de viabilização da FRASAM conheceu uma nova etapa no passado mês de outubro com o anúncio da consulta preliminar para venda do seu estabelecimento, em laboração, de maquinação e pintura industrial.

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Até ao dia 20 de outubro, a empresa recebeu manifestações de interesse para quem pretendesse adquirir aquela unidade industrial que não inclui a parte da fundição, conforme anúncio publicado na imprensa nacional. O prazo para a conclusão das negociações com os credores terminou no dia 21 de outubro. No entanto, o Administrador da Insolvência, Carlos Cintra Torres, solicitou a prorrogação do prazo por mais um mês considerando ser “um elemento essencial para a conclusão das negociações e para a elaboração de um Plano de Recuperação que obtenha a aprovação dos credores”.

Os credores da FRASAM aceitaram o pedido de prorrogação pelo prazo de um mês o período de negociações no âmbito do Processo Especial de Revitalização que corre no Juízo de Comércio do Tribunal de Santarém.

O processo de venda surge na sequência do plano de viabilização apresentada aos credores da FRASAM, no âmbito do Processo Especial de Revitalização (PER) que deu entrada a 4 de julho no Tribunal do Comércio de Santarém, Juízo de Comércio, Juiz 2.

São cerca de 300 os credores que reclamam créditos a rondar os 11 milhões de euros. As instituições bancárias estão entre os principais credores, mas da lista fazem parte também fornecedores e os trabalhadores.

Uma das medidas preconizadas no plano de viabilização é a constituição de uma nova sociedade, denominada FRASAM – Machining Solutions, Lda., da qual a FRASAM será sócia maioritária e para a qual se irá transferir o estabelecimento de maquinaria e pintura industrial. “Esta nova sociedade procurará estabelecer uma relação privilegiada com uma entidade financeira parceira da FRASAM, que venha a permitir a transferência de responsabilidades da FRASAM, no valor de 450 mil euros”, lê-se no documento.

Situada no Rossio ao Sul do Tejo, a FRASAM iniciou atividade no ano 1900 com uma pequena fundição. Vinte anos depois instalou o primeiro forno para fundição de aço. Em 1961 a empresa constitui-se como sociedade anónima de responsabilidade limitada. Nos anos 90 investe na modernização de equipamentos e nos processos de fabrico.

Já neste século, em 2002, deixou de ser empresa sociedade familiar, sendo adquirida maioritariamente pelo grupo empresarial Fimove Investimentos.

Com mais de 118 anos de atividade, a FRASAM é uma das fundições mais antigas da Europa, sendo o seu trabalho reconhecido em Portugal, assim como nos países para onde exporta como Holanda, Espanha, Alemanha, França, Suíça, Bélgica, Suécia, Inglaterra, Colômbia, Cuba, Venezuela, Marrocos, Moçambique, entre outros.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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