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Domingo, Julho 25, 2021

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Abrantes: Francisco Fanhais vai à escola “Cantar Abril”

O músico e cantor Francisco Fanhais vai atuar na quarta-feira, dia 20, às 18:00, na Biblioteca da Escola Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes, no âmbito da iniciativa “Cantar Abril”.

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Em nota de imprensa, a direção do estabelecimento escolar refere que a iniciativa pretende “evocar o 42º aniversário da Revolução de 25 de Abril”, num momento que é aberto a toda a comunidade educativa.

Ao final da manhã, haverá ainda uma outra sessão com Francisco Fanhais, dirigida exclusivamente aos alunos do 9º ano, acrescenta a mesma nota.

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Biografia de Francisco Fanhais/fonte: Wikipedia

Intérprete da música portuguesa de intervenção, Francisco Fanhais entrou para o seminário com dez anos e foi ordenado padre aos vinte e três.

Através da música tornou-se expoente máximo dos católicos progressistas que, desde a célebre carta de D. António Ferreira Gomes, bispo do Porto, a Salazar, em1958, se demarcavam progressivamente da ditadura.

Emergiu na ribalta da música portuguesa após a participação no célebre programa de televisão Zip-Zip. Ainda em 1969 lança Cantilenas, o seu disco de estreia. Aparece na capa do primeiro numero da revista Mundo da Canção, editada em 19 de Dezembro de 1969. O seu álbum Canções da Cidade Nova é editado em1970. A partir de poemas de Sophia de Mello Breyner, musicou Cantanta da Paz e Porque.

Impedido de cantar, de exercer o sacerdócio e de leccionar nas escolas oficiais, emigra para França em 1971. Entretanto torna-se militante da LUAR, de Emídio Guerreiro.

Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 1974 e colabora nas campanhas de dinamização cultural do Movimento das Forças Armadas. Em 1975 é um dos participantes no disco República de José Afonso, gravado ao vivo em Itália.

No disco Ao Vivo no Coliseu de José Afonso, aparece a fazer coros na canção Natal dos Simples.

Em 1993 junta-se a Manuel Freire e Pedro Barroso para apresentarem o espectáculo Encontro. A 9 de Junho de 1995 foi feito Oficial da Ordem da Liberdade, por ocasião das comemorações do Dia de Portugal.[1]

A editora Strauss reeditou, em 1998, o disco Canções da Cidade Nova com o novo título de Dedicatória. A servir de capa foi colocado o manuscrito da dedicatória de José Afonso que aparecia na contracapa da edição original.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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