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Sábado, Julho 24, 2021

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Abrantes | Folares do Tramagal compõem as mesas da Páscoa em todo o país

O Folar do Tramagal esteve em evidência, no sábado, dia 15 de abril, no Mercado Diário, em Abrantes. Maria José, pasteleira e fundadora da empresa “Tramagalisses”, partilhou a história da receita que recebeu das “boleiras e doceiras” que eram suas vizinhas, no Tramagal, no concelho de Abrantes.

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A receita consta em vários livros e faz parte da gastronomia tradicional portuguesa, estando presente nas mesas da Páscoa um pouco por todo o país. A fama do folar espalhou-se na década de 40, depois de ter sido incluído num livro de comidas típicas a nível nacional. A receita já havia sido registada, naquela época, embora seja conhecida de formas diferentes em diferentes lugares.

O tradicional folar do Tramagal de Páscoa leva um ovo em cima e era comum os afilhados oferecerem um folar aos padrinhos (e vice-versa) nesta época santa, explicou Maria José.

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Folares do Tramagal. Foto: D/R

Há pouco tempo foi proibida, por questões de higiene alimentar, a inserção do ovo. A pasteleira concorda com a proibição, relatando que os “bolos podem durar até três meses”, se bem armazenados. “Já os ovos não estariam em condições”, se ficassem tanto tempo guardados.

Nos casamentos ofereciam-se também folares, pois antigamente não era comum as pessoas terem carros e, então, caminhavam para retornarem às suas casas, comendo a lembrança pelo caminho, contou Maria José.

400 Gr de açúcar, 1Kg de farinha, 1/2 litro de leite, 100g de manteiga, 5 ovos e 1/2 Kg de pão em massa, são os ingredientes utilizados na confecção dos folares do Tramagal, mas a profissional só depois revelou “os segredos” da receita.

Abertura das pontas, para dar a forma dos Folares do Tramagal Foto: mediotejo.net

“Quando se pensa em folares normalmente pensa-se numa massa mais seca, estes são mais molhados”, destacou. Lembrou ainda que o ideal é misturar a massa com a mão, para perceber o ponto certo. Pode-se iniciar a mistura com a batedeira, diz, mas deve-se finalizar à mão.

Com a massa preparada, foi separada em vários bolos que, logo em seguida, foram transferidos para uma forma salpicada de farinha, para não agarrar, e pincelados com gemas de ovos. Com uma tesoura foram feitos cortes na parte superior, em forma de cruz, e cada ponta foi virada ao contrario, para dar o efeito do bolo tradicional.

Colocados no forno, em 15 minutos estavam dourados e assados. Como ainda estavam muito quentes, as fatias oferecidas para degustação já estavam preparadas por baixo do balcão, ao lado de bolachas e licores produzidos pela “Tramagalisses”.

Vinicius Alevato, 30 anos, estudante de comunicação, está a aprender a
observar uma região com o olhar atento aos factos. Acredita no
jornalismo de proximidade e na importância de servir as pessoas através
da boa informação.

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