Abrantes | Focos de poluição ressurgem no rio Tejo, imagens lembram catástrofe ambiental de 2018 (c/fotos)

O rio Tejo tem um novo foco de poluição verificado e fotografado na zona de Abrantes esta quarta-feira, 18 de novembro. As fotos já correm as redes sociais assemelhando-se a cenários anteriormente vistos, incluindo um manto de espuma branca junto à queda de água do açude insuflável. As imagens captadas junto ao rio fazem lembrar um episódio registado em janeiro de 2018, quando um manto de espuma branca com cerca de meio metro cobriu o rio Tejo na zona de Abrantes, junto à queda de água do açude insuflável, num cenário descrito como “dantesco” pelo proTEJO e como “assustador” pelo município.

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Uma situação que o movimento proTEJO hoje confirmou e que disse que temer ao ter verificado há cerca de duas semanas “longos rastros de espuma em Tramagal”, disse ao mediotejo.net o ambientalista Armindo Silveira.

Foi na sequência dessa espuma que o membro do proTEJO filmou o rio no qual “já se via espuma”, tendo o movimento ambientalista alertado no dia 11 de novembro a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) fazendo “uma exposição preventiva e enviando o vídeo” no sentido de alertar para o regresso da poluição ao rio Tejo.

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“Sabia o que estava a acontecer, por isso fui várias vezes ao rio e filmei, mas nunca consegui captar o que as fotos de Pedro Costa mostram”, afirma. No entanto, segundo Armindo Silveira, “pescadores confirmaram que no final de outubro, início de novembro o Tejo apresentava já indícios de poluição”.

Na quarta-feira, o cidadão Pedro Costa fotografou o rio Tejo, cerca das 15h00, junto à queda de água do açude insuflável de Abrantes e publicou as fotografias nas redes sociais, nas quais é visível a espuma branca, na água, nas rochas e nas margens do rio. Em forma de legenda escreve: “Há já alguns dias que esta é a imagem do Tejo à passagem pelo açude de Abrantes”.

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Em declarações ao nosso jornal, Armindo Silveira acrescentou que o movimento ambientalista proTejo aguarda agora pronúncia das entidades competentes, mas estranha que no site da APA, ao dia de hoje, não conste resultados da qualidade da água do rio referente à estação de Belver ou à estação de Tramagal, revelando que “os níveis de oxigénio na barragem do Fratel são muito baixos, a três quando devia estar a cinco”. Os dados da barragem do Fratel e da barragem de Perais constam na página da APA.

Notícia em janeiro de 2018:

Abrantes | Manto de espuma “dantesco” e “assustador” cobre rio Tejo (C/VIDEO)

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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