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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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Abrantes | Festival Ibérico de Teatro de 11 a 13 de outubro

Cerca de meia centena de atores, técnicos, dirigentes, gente do teatro amador de Portugal e Espanha chega a Abrantes para, de 11 a 13 de outubro, participar no VI Festival Ibérico de Teatro – festival internacional de teatro amador. Um conjunto de espetáculos para vários públicos, em vários pontos do concelho como Tramagal, Fontes, Souto e Alferrarede, e que será também uma troca de experiências.

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“É uma forma de divulgar o que se faz no País e em Espanha em termos de teatro amador”, explicou ao mediotejo.net Helena Bandos, presidente da direção do grupo de teatro anfitrião Palha de Abrantes (GTPA). Para o VI Festival Ibérico de Teatro – Festival Internacional de Teatro de Amadores 2019, Abrantes recebe cerca de 45 elementos envolvidos nas diferentes peças de teatro desde atores, técnicos, guarda-roupa ou caracterização.

Segundo a responsável do Grupo de Teatro Palha de Abrantes, esta é uma forma de divulgar as artes de palco no interior do País, já que no encontro marcarão presença grupos vindos de Espanha, designadamente de Madrid e de Leão e Castilla, o que também permitirá uma troca de experiências. De Portugal chegam três grupos, de Loures, Fafe e Figueira da Foz.

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O Grupo Palha de Abrantes comemorou recentemente 20 anos, “já estamos habituados a este tipo de eventos”, assegura Helena Bandos, tendo destacado “a troca de experiências entre uns e outros. É por isso que no sábado os grupos portugueses não atuam, para poderem assistir aos espetáculos dos espanhóis”, notou.

A organização promete durante os três dias da iniciativa uma grande “variedade” de espetáculos para diferentes idades e públicos e assim dar a conhecer as “potencialidades” do teatro amador que se faz na Península Ibérica.

Helena Bandos, presidente da direção do Grupo de Teatro Palha de Abrantes. Foto: mediotejo.net

O Festival realiza-se de dois em dois anos, alternando entre Espanha e Portugal. Este ano 2019 decorre em Abrantes numa organização conjunta do Grupo de Teatro Palha de Abrantes, FPTA – Federação Portuguesa de Teatro e do ESCENAMATEUR – Confederación Española de Teatro Amateur.

“Os grupos espanhóis foram escolhidos pelos portugueses e os portugueses escolhidos pelos espanhóis, uma amizade com vários anos. Acompanhei o nascimento do evento e é muito interessante”, considera, dando conta de um espetáculo “vencedor” no final do Festival. “Não sendo um concurso há um espetáculo que sobressai”, refere.

A abertura oficial do VI Festival Ibérico de Teatro tem lugar no sábado, dia 12 de outubro, em Tramagal, “embora o espetáculo de sexta-feira já integre o Festival, mas como os grupos espanhóis só chegam no sábado,  decidiu-se assim”, explica.

Com textos em português e castelhano, Helena Bandos nota a inexistência de tradutores. “Não faria sentido!”, nota, tendo feito notar que a ideia é que as peças de teatro a apresentar “sejam compreendidas por todos os públicos”, convidando todos a assistirem “sem medos” porque “todos vão entender”. Além disso, será distribuído um folheto antes do início do espetáculo com a sinopse.

Nessa sequência, Helena Bandos convida também as escolas secundárias com ensino de Espanhol a assistirem aos espetáculos em Tramagal e Abrantes.

“O espetáculo de Tramagal é interessantíssimo”, considera. “Um monólogo em que o ator se desdobra em várias personagens. Tal como a outra peça de Abrantes. São trabalhos muito bem interpretados, com montagens muito boas”, assegura.

Em português, com um espetáculo em Alferrarede, na sexta-feira, e dois no domingo, pelo Norte do concelho. “Um sobre a vida de várias mulheres e uma peça infantil que prende pela cor e pela movimentação no palco. Prende miúdos e graúdos”.

O VI Festival Ibérico de Teatro em Abrantes está a ser trabalhado desde junho embora os últimos 15 dias tenham exigido um trabalho mais intenso.

Quanto aos públicos? “Os públicos criam-se! Neste momento o maior problema de Abrantes é a falta de infraestruturas culturais, mas esperemos que haja público até porque os espetáculos são de entrada livre. Atores amadores também há. Embora hoje em dia seja mais complicado agarrar jovens atores masculinos”, reconhece.

É também por isso que o Grupo de Teatro Palha de Abrantes quer apresentar todos os meses dois espetáculos na sua programação. “Uma peça de teatro e outro espetáculo de música ou de dança. Queremos diversificar a programação para levar mais gente ao teatro”, sublinha Helena Bandos. Depois do Festival, lá para o final de outubro, sobe por certo ao palco um espetáculo musical.

PROGRAMA

11/10/2019

21h30 – Sede do GTPA – AV. António Farinha Pereira – Alferrarede – Abrantes
Maria, Senhora de Mim
Pateo das Galinhas – Grupo Experimental Teatro
Figueira da Foz, Portugal

23h00 – Sede do GTPA – AV. António Farinha Pereira – Alferrarede – Abrantes
Ceia com Animação Noturna

12/10/2019

10h00 – centro histórico – Abrantes
Programa Social de Visita à Cidade de Abrantes

13h00 – centro histórico – Abrantes
Almoço com todos os Grupos Participantes

14h00 – Sede do GTPA – AV. António Farinha Pereira – Alferrarede – Abrantes
Fórum de Dirigentes – FPTA / ESCENAMATEUR

18h00H – SAT – Sociedade Artística Tramagalense – Tramagal
Abertura oficial do VI Festival Ibérico 2019

18:30 – SAT – Sociedade Artística Tramagalense – Tramagal
El Lazarillo de Tormes
El Duende De Lerma
Lerma, Castilla y León, Espanha

21h30 – Escola Dr. Manuel Fernandes – Abrantes
#cadens
Melpómene
Mostoles, Madrid, Espanha

23h00 – Sede do GTPA – AV. António Farinha Pereira – Alferrarede – Abrantes
Ceia com Animação Noturna

13/10/2019

10h30 – Salão Paroquial – Fontes
O segredo da Abelha
TIL – Teatro Independente de Loures
Loures, Portugal

16h00 – Sociedade Recreativa – Souto
Morrer Devagar
Teatro Vitrine – Grupo Nun’Alvares
Fafe, Portugal

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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