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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Abrantes | Festa “de aniversário” em antiga escola de Arrifana indigna PSD

Apesar do País estar em situação de calamidade e os ajuntamentos deverem ser evitados, a antiga escola primária em Arrifana (Abrantes) recebeu uma festa no passado fim de semana. A questão foi levantada pelo vereador do Partido Social Democrata (PSD), Rui Santos, que exigiu respostas do executivo socialista, uma vez que o edifício é municipal e foi cedido à União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo. Em reunião de executivo, Rui Santos garantiu que o número de pessoas presentes no evento excedeu a lei. A cedência do espaço para “uma festa de aniversário de uma criança” foi confirmada ao nosso jornal pelo presidente da Junta de Freguesia, Luís Alves, que acredita terem sido respeitadas as regras decretadas pelo Governo. Ou seja, “não foi ultrapassada a lei” que proíbe a concentração de mais de 20 pessoas.

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No último fim-de-semana “um presidente de uma Junta de Freguesia” do concelho de Abrantes “autorizou a realização de um evento cedendo umas instalações municipais, que estão cedidas a essa freguesia. Sabemos que a lei não prevê ajuntamentos com mais de 20 pessoas”, disse o vereador eleito pelo PSD, Rui Santos, esta terça-feira, 23 de junho, comparando o evento em Arrifana com a festa que recentemente decorreu em Lagos, que terá reunido algumas dezenas de pessoas e poderá estar na origem de um surto de covid-19.

Para Rui Santos, “nós, os políticos somos aqueles que em primeira instância temos de dar o exemplo. Bem sei que não compete ao executivo dizer se autoriza ou não, mas compete chamar a atenção e saber em que circunstâncias essas instalações foram cedidas”, vincou, exigindo que “o executivo interpele o senhor presidente de Junta: se sabia para que ia ser cedido [o imóvel]? Quantas pessoas iriam lá estar? E se tem ou não conhecimento da lei que está em vigor? É uma situação muito grave!”, considerou.

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Segundo o vereador, o número de pessoas presentes no evento, que decorreu na antiga escola primária em Arrifana, “foi superior ao que a lei permite neste momento”, assegurou, defendendo que mais tarde “terá de haver consequências para esse tipo de ação”.

Quando soube do evento, o vereador eleito pelo PSD diz ter contactado o presidente da autarquia reconhecendo não ser “competência da Câmara dar ou não o aval para essa realização” tendo defendido, no entanto, que compete ao executivo “averiguar, porque é um edifício público”.

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Em resposta ao vereador social democrata, o presidente Manuel Jorge Valamatos (PS) garantiu que irá questionar o presidente da Junta de Freguesia de Rossio ao Sul do Tejo sobre o assunto.

Ao mediotejo.net o presidente da União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, Luís Alves (PS), confirmou a cedência do espaço para “uma festa de aniversário de uma criança” que decorreu “no domingo à noite”. Admite não ter controlado o número de pessoas presentes naquela festa “como não controla o número de pessoas noutros eventos” que decorrem no mesmo espaço.

O autarca nota ser habitual a Junta de Freguesia “emprestar aquele edifício para a realização de eventos, desde que as pessoas respeitem o património, que é um bem comum”, tal como acontece com a escola de Arreciadas.

“As pessoas fizeram a limpeza ao espaço e vão entregar a chave na próxima quinta-feira. Garantiram-me que não ultrapassaram o número autorizado por lei” disse Luís Alves.

As regras decretadas pelo Governo deverão vigorar até final de junho de 2020.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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