Abrantes | Feirantes retomam negócio em mercado depois de vários meses parados

Mercado semanal regressou no dia 25 de maio à Tapada da Fontinha, mas com medidas de segurança no combate à covid-19. Créditos. CMA

A atividade comercial do Mercado semanal (Retalhista e Grossista) que se realiza na Tapada da Fontinha, em Abrantes, foi retomada na segunda-feira, 25 de maio, possibilitando o regresso à atividade económica a dezenas de feirantes, depois de vários meses parados devido à pandemia. No espaço foram instalados painéis informativos e sistemas de doseadores de gel desinfetante.

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A realização do mercado foi condicionada ao cumprimento de normas e recomendações da Direção-Geral da Saúde, de acordo com plano de contingência para a covid -19 específico para esta atividade, que agora se manterá em vigor, para segurança de operadores e colaboradores, trabalhadores do município e do público em geral.

Mercado semanal regressou no dia 25 de maio à Tapada da Fontinha, mas com medidas de segurança no combate à covid-19. Créditos. CMA

Presente no regresso esteve o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos, tendo mantido contacto com comerciantes e utilizadores no sentido de sensibilizar para o cumprimento das regras de segurança que, segundo a Câmara Municipal, foram recebidas de forma positiva, ressalvando-se a importância da retoma desta atividade económica.

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Mercado semanal regressou no dia 25 de maio à Tapada da Fontinha, mas com medidas de segurança no combate à covid-19. Créditos. CMA

 Dia Nacional do Feirante celebrado hoje em Fátima para “carregar esperança”

O Dia Nacional do Feirante foi celebrado hoje com a romagem ao Santuário de Fátima, para “carregar de esperança” todos os vendedores de feiras e mercados do país, após cerca de três meses difíceis devido à pandemia da covid-19.

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Sem a participação física de feirantes de todo o país, o 15.º Encontro de Feirantes, em Fátima, concelho de Ourém, que coincide com a segunda celebração oficial do Dia Nacional do Feirante, foi assinalado pela Federação Nacional das Associações de Feirantes (FNAF), às 11:00, com a tradicional romagem até à Capelinha das Aparições, onde estiveram apenas cerca de 10 pessoas.

Mercado semanal regressou no dia 25 de maio à Tapada da Fontinha, mas com medidas de segurança no combate à covid-19. Créditos. CMA

“Em vez de serem os feirantes a pedirem uns pelos outros, será a federação e as associações a pedirem um ano mais próspero”, avançou o presidente da FNAF, Joaquim Santos, destacando a “responsabilidade muito grande” de assinalar o Dia Nacional do Feirante, ainda que “de uma forma diferente, de uma forma mais acatada, com um número de pessoas mais restrito”.

Mantendo a simbologia dos anteriores encontros de feirantes em Fátima, marcados pela “devoção e fé”, a federação pretende “carregar de esperança para todos os feirantes que exercem a atividade”, num momento em que é preciso “coragem” para retomar após cerca de três meses “sem qualquer remuneração”, devido à pandemia.

“Pedir no altar do mundo, que é Fátima, no altar de Portugal, essa força”, disse Joaquim Santos, em declarações à agência Lusa, considerando que, no âmbito do impacto da pandemia, “o pior está a passar”, com a reabertura das feiras e dos mercados, a partir de 18 de maio.

Se o setor já sofria dificuldades, a pandemia da covid-19 fez com que, desde março, os feirantes ficassem, “praticamente, parados a 100%”, na sequência do encerramento das feiras, “em prejuízo de uma classe que está completamente desprotegida”, indicou o presidente da FNAF.

“O ser feirante, neste contexto, é alguém que gosta disto como profissão, que já assumiu isto como a sua vida de trabalho e alguém que ainda hoje tem um desafio muito grande, que é inovar”, expôs o dirigente da federação, realçando o carisma dos feirantes, com a “liberdade de circular de um lado para o outro à procura do seu ganha-pão”.

Feirantes regressam aos poucos à sua atividade profissional. Foto: CMA

“É isto que nos dá algum ânimo, que possamos ter um amanhã um bocadinho mais sorridente”, sublinhou Joaquim Santos, frisando que os quase três meses de confinamento têm sido “muito duros” e têm deixado os feirantes “completamente descapitalizados”.

Sem um balanço preciso, Joaquim Santos estimou que haja “algumas centenas” de feirantes que tenham deixado a atividade, para “procurarem outra forma de vida mais tranquila e mais certa”.

No entanto, “o grosso maior do universo de 25 mil feirantes ainda está à espera que alguns municípios arranquem com esta atividade”, reabrindo as feiras e os mercados, “porque já deviam ter feito o trabalho de casa”, reclamou o representante dos feirantes, criticando a decisão de se limitar o comércio aos produtos alimentares.

“Temos zonas do país que estão a desconfinar direitinho, que estão a abrir as feiras e os mercados, temos outras que – não sei qual é o motivo – estão aqui um bocado resistentes e ainda não estão a abrir com a totalidade”, apontou o responsável da FNAF, dando como exemplo as feiras de Espinho e de Vila Nova de Famalicão, que reabriram apenas com a venda de produtos alimentares.

Na perspetiva de Joaquim Santos, “não é o momento de discriminar”, pelo que “faz sentido, na próxima semana, já estar com a totalidade dos feirantes”.

Num apelo dirigido às câmaras municipais, a federação de feirantes lembrou que “há gente que está sem qualquer remuneração há três meses”, lamentando que haja “muitas feiras que não abriram ainda”, inclusive na zona Centro e no Algarve.

“Isto é uma cultura, feirar é uma cultura, não vamos deixar perder as nossas raízes”, reforçou o presidente da FNAF, encetando esforços para que, com segurança devido à covid-19, todos os feirantes possam voltar a exercer a atividade.

“Neste momento, as feiras estão sem dar o abraço, mas de braços abertos à espera de todos aqueles que as visitam”, afirmou, referindo que existem mais de duas mil feiras e mercados no país.

Com a convicção de que “melhores dias virão”, Joaquim Santos defendeu que é preciso “dar ânimo” aos feirantes, desafiando os portugueses a comprarem nas feiras, nos mercados e no comércio local, para fazer avançar a economia local.

c/LUSA

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