Abrantes | Feira Nacional de Doçaria não se realiza por força da pandemia

Feira Nacional de Doçaria Tradicional. Foto: mediotejo.net

A 19ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional, que deveria decorrer este mês de outubro em Abrantes, não se realiza. A decisão foi anunciada na terça-feira, dia 13, pelo presidente da Câmara Municipal, em reunião de executivo. No final da sessão, Manuel Jorge Valamatos, em declarações ao jornalistas, falou numa decisão “difícil” mas sublinhou que em primeiro lugar está a “saúde das pessoas”.

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A 19ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional deveria acontecer no final de outubro, como habitualmente, no centro histórico de Abrantes, sendo novamente uma montra nacional da doçaria conventual e tradicional mais representativa de vários pontos do País. Mas devido à pandemia de covid-19, o executivo municipal decidiu não avançar com a realização do evento por considerar “não estarem reunidas condições”.

Uma decisão que Manuel Jorge Valamatos considerou “difícil” à semelhança de outras, designadamente o cancelamento das Festas de Abrantes. “Não aconteceram, as festas populares não acontecem nas diferentes freguesias. Houve um conjunto de eventos sobretudo de massas que tiveram de parar para proteger as pessoas. Tivemos de tomar muitas decisões ao longo destes últimos meses, decisões difíceis, mas para proteger as pessoas”, vinca.

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O presidente fez notar que o executivo “gastaria muito de fazer a Feira mas isso contraria as orientações da Direção-Geral da Saúde e contraria um princípio elementar que é não proteger as nossas pessoas” diz tomando este princípio de proteção como prioritário.

Questionado sobre a realização a Feira com outro formato, como acontece com outros eventos no País, Manuel Valamatos descartou essa possibilidade falando “num avultado investimento”.

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Em 2019, a Feira Nacional de Doçaria representou para o autarca “uma vitória extraordinária da cidade e do concelho. Com dinâmica no Largo 1º de Maio, com uma tenda enorme e depois com programas de televisão associados, o fim de semana também esteve agradável”, recordou.

“Condicionar tudo isto – desde o Largo 1º de Maio à entrada na tenda, condicionar as ruas – iríamos fazer um investimento com o qual teríamos imensas dificuldades. E era atrair pessoas para uma situação de ajuntamentos” o que contraria as orientações da DGS, explica o presidente.

Tais situações admite Manuel Jorge Valamatos “provocam desgaste, decisões com as quais sofremos também. Mas são inevitáveis. Em primeiro lugar está proteger as pessoas, a saúde pública, a nossa comunidade”.

O presidente mantém “a esperança” que em 2021 possa então regressar a Abrantes a 19ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional.

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