Terça-feira, Março 2, 2021
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Abrantes | Voltinhas na Feira de São Matias ainda até domingo, no Aquapolis

A anual e tradicional Feira de São Matias está a decorrer até este domingo no Aquapolis sul, em Rossio ao Sul do Tejo. Maria do Céu Albuquerque, presidente da CM Abrantes, disse que, tal como a edição deste ano 2017, também a de 2018 não se deverá realizar já no espaço do Vale da Fontinha, uma vez que a obra que visa criar o espaço de instalação definitiva do certame aguarda a aprovação da candidatura no âmbito da regeneração urbana e demorará cerca de um ano a executar, somando ainda o procedimento concursal de seis meses. A autarca acrescentou que a CM Abrantes se encontra a estudar um novo modelo para este certame, para que tenha “um peso diferente” na economia local, nomeadamente no comércio e turismo. Deverá entrar em vigor a partir de 2018.

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A autarca justificou ao mediotejo.net esta decisão, que resultou do acordo em reunião com os feirantes, que antecipou a abertura da Feira, a 17 de fevereiro. “As coisas nem sempre acontecem como nós esperamos. A intervenção que nos propomos fazer no Vale da Fontinha é uma grande intervenção que inscrevemos no âmbito da regeneração urbana, cuja candidatura ainda não está sequer aprovada, mas temos a garantia do financiamento através do nosso Plano Estratégico para a Regeneração Urbana”, disse, fazendo notar que o processo foi alheio à CM Abrantes e “dependeu das negociações com Bruxelas na anterior legislatura, e dependeu também do esforço continuado que as instituições, o Governo, as CCDR e nós próprios com a CIMT temos vindo a encetar para tornar este processo mais ágil”.

Quanto ao projeto do Vale da Fontinha, um investimento de cerca de 1,2 milhões de euros, Maria do Céu Albuquerque fez um ponto de situação, dando conta que as condições não são ainda suficientes para dar dignidade ao evento, optando-se por não realizar a feira no centro histórico na edição deste ano.  “A esta altura, tendo já instalado o sistema para iluminação do Vale, mas não tendo ainda o asfalto aplicado e a qualificação do espaço, em reunião que fizemos com os feirantes decidimos que a aposta é mais segura lá em baixo. Imaginem que, durante este tempo normalmente chove muito, se chover aquele espaço não terá as condições e a dignidade que este evento exige”, frisou.

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Ainda assim, a presidente da câmara afirma que também não será em 2018 que se procederá à instalação definitiva do certame no Vale da Fontinha. “Este ano será lá em baixo [Aquapolis Sul, em Rossio ao Sul do Tejo], o concurso vai decorrer, a obra vai começar, não será no próximo ano já aqui em cima, porque estamos a falar de uma obra de mais de um ano, mais os seis meses do concurso público, e portanto estamos a falar de um período mais alargado”, concluiu.

Em acordo com os feirantes, a edição de 2017 voltará dia 17 de fevereiro à margem sul do Aquapolis, em Rossio ao Sul do Tejo, assegurando condições para acolher com dignidade o certame. Foto: mediotejo.net

Câmara estuda novo modelo para a feira

Aproveitando a demora na concretização do projeto que pretende devolver a feira ao centro da cidade, a CM Abrantes encontra-se a procurar um novo modelo que venha diferenciar os moldes em habitualmente se realiza a secular Feira de São Matias, com objetio de dinamizar a economia local.

“Está a ser trabalhado pela Câmara neste momento é, aproveitando o facto de ainda termos algum tempo com a feira a funcionar provisoriamente há anos, saltando de sítio em sítio, para uma vez que vamos criar condições para a sua instalação definitiva no centro histórico, numa estratégia de regeneração, de revitalização urbana, então estamos a pensar um modelo diferente também para a feira, tornando-a não só como factor distintivo no nosso concelho, na nossa região envolvente, onde os concelhos à volta confluem para vir a esta iniciativa, mas que possamos ter um evento com um peso diferente na nossa economia, nomeadamente no turismo e no comércio”, terminou.

 

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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