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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Abrantes | Fatura da água, resíduos e saneamento aumenta 32 cêntimos em 2022

O preço da água vai aumentar 10 cêntimos para uma família de consumo médio mensal, em Abrantes, enquanto que a tarifa de saneamento vai subir 17 cêntimos e a tarifa de Resíduos Sólidos Urbanos sobe 3 cêntimos. Assim, uma família que consuma, em média, 10 metros cúbicos de água sofrerá um aumento total na fatura do Ambiente de 32 cêntimos por mês em 2022, foi hoje aprovado em reunião de executivo.

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Os Serviços Municipalizados de Abrantes (SMA) vão atualizar os valores das tarifas da Água, Saneamento e dos Resíduos Sólidos Urbanos, com aumentos que implicam que um cliente da tipologia ‘doméstico’ que consuma mensalmente 10 metros cúbicos de água, pague mais 0,10 euros de tarifa de abastecimento público de água. Já a recolha e tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) para 2022 aumenta 0,03 euros, sendo que no próximo ano a tarifa referente ao Saneamento sobe 0,17 euros. Assim o valor da fatura mensal da água – ou seja a fatura Ambiente -, contabiliza no total mais 0,32 euros, um valor considerado “pouco significativo” pelo presidente da autarquia.

Para as empresas a fatura aumentará 3,15 euros para um consumo mensal de 20 metros cúbicos, ou seja, explicou o presidente da Câmara Municipal, um valor “para as grandes empresas. Para os pequenos comerciantes é 1,65 euros”.

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Manuel Jorge Valamatos lembra que a proposta de atualização do tarifário para o ano 2022 de Água de abastecimento público, recolha e tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos e serviços auxiliares obedece ao cumprimento das recomendações e orientações da entidade reguladora do setor, o ERSAR, que tem em conta o contrato de concessão e analisa a proposta de atualização das tarifas.

Reunião de Câmara de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

Detalhando, as tarifas da água atualizam em 0,9%, ou seja, num consumo de 10 metros cúbicos (m3) de água os clientes domésticos vão pagar mais 10 cêntimos por mês, num consumo de 20 metros cúbicos de água os clientes não domésticos vão pagar 1,79 euros por mês. O primeiro escalão – chamado escalão social – não sofre alterações.

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Nas tarifas de Resíduos Sólidos Urbanos a atualização é de 0,5% nos clientes domésticos. Ou seja, num consumo de 10 m3 de água os clientes domésticos vão pagar 3 cêntimos por mês; num consumo de 20 m3 de água os clientes não domésticos vão pagar 63 cêntimos por mês.

Nas tarifas de saneamento a atualização é de 3,2% nas variáveis e de 0,2% nas fixas (de acordo com o contrato de concessão), ou seja, num consumo de 10 m3 de água os clientes domésticos vão pagar 17 cêntimos por mês e num consumo de 20 m3 de água os clientes não domésticos vão pagar 58 cêntimos.

ÁUDIO | PRESIDENTE DA CÂMARA, MANUEL JORGE VALAMATOS:

Durante a apresentação da proposta, esta terça-feira, 7 de dezembro, em reunião de executivo, o presidente sublinhou que a fatura do Ambiente reflete os custos de três serviços prestados: Água, que o Município capta, trata e distribui, Resíduos, para os quais existe um contrato de entrega e receção de RSU, tratamento e destino final com a Valnor, até 2034, e Saneamento, um serviço concessionado até 2037 à Abrantáqua.

Explicou o autarca que 75% dos clientes domésticos consomem até 10 m3 de água por mês, ou seja, em média, uma fatura mensal de 29,75 euros, importando 8,80 euros de saneamento, 6,92 euros de RSU, 2,47 euros de impostos e 11,56 euros de água. Dos clientes não domésticos, 90% dos mesmos consomem até 20 m3 de água por mês.

Ou seja, no concelho de Abrantes, em 2021, 54% dos clientes receberam faturas até 25 euros, 78% dos clientes receberam faturas até 35 euros e 8% dos clientes receberam faturas de valor superior a 50 euros.

Manuel Jorge Valamatos fez notar que o concelho tem 94% de abrangência de rede e 10 milhões de euros de investimento num território com mais de 700 km quadrados.

O autarca deu conta de uma evolução da despesa com tratamento de RSU (cobrada pela Valnor) havendo uma estimativa para 2021 de 768.500 euros, enquanto em 2020 cobrou 777.753 euros e em 2015 cobrou 452.651 euros, havendo um salto de quase 200 mil euros em 2017. Já a taxa de gestão de resíduos em 2015 era de 9.050 euros e em 2020 foi de 120.344 euros, estimando-se que este ano seja de 166.420 euros.

O aumento das tarifas baseia-se, então, segundo o autarca, no contexto económico relacionado com o aumento do preço dos combustíveis, eletricidade e outros por impacto destes. Em 2022 os custos aumentam também com pessoal, com o aumento do salário mínimo nacional, e atualização dos vencimentos dos funcionários públicos em 0,9% a que se soma o suplemento de penosidade/insalubridade.

O tarifário para 2022 foi aprovado pela maioria socialista, esta terça-feira, com os votos contra do movimento independente ALTERNATIVAcom e abstenção do Partido Social Democrata.

À margem da reunião, Manuel Jorge Valamatos avançou aos jornalistas que os contentores castanhos – para resíduos orgânicos – estarão disponíveis no concelho de Abrantes no próximo ano, embora não cheguem a todas as freguesias mas pelo menos, e para já, às freguesias mais populosas. 

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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