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Sábado, Outubro 23, 2021

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Abrantes | F de Francisca, de Fado e de Futuro (c/vídeo)

Chama-se Francisca Gomes, tem 17 anos, e é natural de Abrantes, local onde reside atualmente. Frequenta o curso de Artes do Espetáculo, Interpretação e Teatro, na Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes.  Francisca Gomes apresenta o seu primeiro trabalho discográfico esta sexta-feira, dia 3, no palco do Cineteatro S. Pedro, num concerto que inicia o ciclo da iniciativa “Residentes”, uma ação que pretende promover projetos artísticos locais.

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A música entrou na sua vida muito cedo, participou em alguns programas de talentos na televisão e, um dia, por iniciativa da mãe, decide experimentar o fado.

Curiosamente, Francisca não se revia neste estilo de música. “Não gostava nada de fado, sou sincera”, disse, tendo noção que nos causava algum espanto com essa indicação. “A minha mãe sempre me disse que tinha uma boa voz para cantar fado, mas eu nunca acreditei. Gostava mais de músicas de Sara Tavares…”, e outros intérpretes da música portuguesa.

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A relação de amor-ódio durou pouco tempo, tempo o suficiente para que a jovem fadista ganhasse confiança com o fado de Amália Rodrigues, a sua maior referência e que frisou ser “a maior fadista até agora”.

Como referência mais recente, Francisca nomeia Ana Moura, como sendo uma fadista atual, tal como Mariza. “Mas tento sempre manter-me lado a lado com as referências mais antigas”, assume.

O mediotejo.net esteve à conversa com a jovem fadista, que vê lançado esta sexta-feira, dia 3, o seu primeiro trabalho. Foto: mediotejo.net

O “Fado Francisca”, primeiro álbum lançado pela jovem, é não só o nome do trabalho, como o título de uma das faixas, um poemas inédito com letra e música do compositor e guitarrista Custódio Castelo.

Nesta faixa será possível conhecer Francisca, a jovem fadista em ascensão, e o seu fado, um estilo tradicional, mas muito seu, que quer trazer de volta aquilo que já foi, mas que não deve ser esquecido, uma vez que faz parte do Património Imaterial da Humanidade, e acima de tudo, do património da cultura portuguesa.

A partir desta sexta-feira à noite, temas com música de Pedro Amendoeira (guitarra portuguesa), João Chora (guitarra de fado) e Fernando Maia (viola baixo) e o já mencionado Custódio Castelo vão soar aos ouvidos de quem os quiser ouvir. Espera Francisca Gomes que cheguem a todos sem exceção e que consigam “chamar toda a gente. Tanto os mais velhos como os mais novos, para gostarem também de outro estilo de música, não só aquele mais recente, mas também o fado. Que também é um património”, referiu.

Francisca Gomes apresenta o seu primeiro trabalho discográfico esta sexta-feira, dia 3, no palco do Cineteatro S. Pedro, num concerto que inicia o ciclo da iniciativa “Residentes”, uma ação que pretende promover projetos artísticos locais.

Foto: mediotejo.net

Agora, sobra a vontade de uma jovem sonhadora, que luta para continuar o seu percurso e se lançar numa carreira musical no mundo do fado. O sonho de ser fadista é hoje uma realidade. O primeiro disco também já está concretizado. Agora, o Fado Francisca quer chegar aos Coliseus e que todo o mundo o conheça, tendo como premissa a paixão pelo fado e a transmissão desse sentimento ao cantá-lo.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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