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Domingo, Setembro 19, 2021

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Abrantes | Executivo municipal lamenta atrasos na entrega de correspondência pelos CTT

Os CTT voltam a originar problemas na entrega de correspondência em Abrantes. Os carteiros ao serviço no Centro de Distribuição Postal em Abrantes afirmam estar desesperados com a correspondência em atraso por entregar, cerca de 40 mil cartas e objetos, e pela quebra da qualidade no serviço público postal, responsabilidade que imputam à empresa por não contratar mais pessoas. Por isso, iniciaram uma greve de duas horas diárias que se pode prolongar até ao dia 9 de julho. O assunto foi esta quarta-feira debatido em reunião de Câmara.

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Os atrasos na entrega de correspondência em Abrantes foi tema debatido esta quarta-feira, 30 de junho, em reunião de executivo municipal, com o presidente da autarquia a dar conta de ter conversado “esta manhã com o diretor regional dos CTT, com esta preocupação dos atrasos”, lembrando que também em sede de Assembleia Municipal de Abrantes o assunto já fora discutido.

Os trabalhadores dos CTT de Abrantes “entendem que os recursos humanos são escassos para a quantidade de trabalho que manifestamente têm. Fiz chegar essa preocupação ao diretor regional e tenho uma reunião marcada quer com o diretor regional quer com o sindicato nos próximos dias. Gostaríamos que o concelho retomasse o seu ritmo normal de entrega de correspondência e a nossa população estivesse bem servida, coisa que neste momento não está a acontecer”, afirmou Manuel Jorge Valamatos (PS) dando conta de uma dificuldade na empresa em contratar trabalhadores, nomeadamente carteiros.

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ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Por seu lado, o vereador eleito pelo Bloco de Esquerda defendeu tratar-se de um caso nacional e não regional que ao longo do tempo tem mais impacto em algumas regiões, uma situação despoletada pela privatização dos CTT.

Recorda o processo, “como decorreu e como esta administração foi vendendo os ativos móveis, aquilo que eram mais-valias e investindo no banco CTT. Aquilo que é distribuição, serviço público tem sido ao longo dos anos deixado para segundo plano”, notou Armindo Silveira.

Sobre as carreiras na empresa CTT, “não é atrativo e é óbvio que as pessoas fazem tudo para ter empregos melhores. Não acredito que é com reuniões com o diretor regional dos CTT que se resolve o problema”, opinou defendendo que o mesmo “tem de ser resolvido pelo Governo, pela Assembleia da República, pelos partidos e pelas entidades reguladoras […] uma situação que não foi criada pela Câmara de Abrantes e nós, que estamos no terreno, acabamos por assistir a estas situações”.

“É completamente inconcebível que haja mais de 30 mil cartas por entregar, que os prazos sejam completamente estourados e sejam as pessoas que recebem as cartas a resolver os problemas criados pelos CTT”, lamentou o vereador do BE.

ÁUDIO: ARMINDO SILVEIRA, VEREADOR BE

Também o vereador Rui Santos, eleito pelo Partido Social Democrata, manifestou-se “preocupado” com a questão dos CTT. O PSD “tem feito diversas diligências para tentar perceber o porquê desta situação. Tanto quanto sei isto acontece em municípios mais do interior e com menos habitantes. Não pode acontecer!”, afirmou.

ÁUDIO: RUI SANTOS, VEREADOR PSD

 

Concordando com o vereador Armindo Silveira, que descartou qualquer responsabilidade da Câmara de Abrantes neste processo dos atrasos na entrega de correspondência, o presidente da autarquia disse que igualmente no caso dos CTT “não é de desvalorizar a minha participação e vontade de reunir quer com os trabalhadores quer com a administração, porque terei sempre a possibilidade de conferir também a legitimidade que os abrantinos nos deram, a nós executivo, para perceber as várias dificuldades e de que forma podemos colaborar para mitigar estes impactos. Temos de fazer parte da solução”, defendeu.

Carteiros iniciaram uma greve parcial em Abrantes em protesto pela falta de recursos humanos. Foto: mediotejo.net

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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