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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Abrantes | Executivo aprova projeto de 4 ME para nova ESTA no Parque de Ciência e Tecnologia (c/ÁUDIO)

A Câmara de Abrantes aprovou na terça-feira a transferência para o município da propriedade do projeto de execução relativo à instalação definitiva da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA), no Parque de Ciência e Tecnologia. Uma obra que transita do Tagusvalley e que vai contar com um investimento na ordem dos 4 milhões de euros, ainda sem financiamento nem data para iniciar a construção.

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A Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) vai ter novas instalações no Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes. O projeto de execução foi aprovado esta terça-feira, 27 de abril, em reunião extraordinária. O presidente da autarquia classificou-a como uma “escola contemporânea, do futuro, num projeto muito interessante”.

“Abrantes e a sua Escola tem um papel importante naquilo que é a própria dinâmica do ensino superior na região do Médio Tejo e queremos continuar a afirmar a ESTA enquanto elemento decisivo da nossa identidade”, frisou Manuel Jorge Valamatos (PS).

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A obra insere-se na reconversão de parte do edifício E9 integrado no conjunto edificado do Parque de Ciência de Tecnologia de Abrantes, numa área de implantação de 4.408,70 m2 nesse edifício, sendo que a ESTA terá uma área de 2.909,11 m2 e o restante espaço destinar-se-á ao acolhimento de empresas de base tecnológica – IT.POINT (concurso público para a empreitada a decorrer sob responsabilidade da associação Tagusvalley).

Os pavilhões da antiga Quimigal vão dar lugar à nova Escola Superior de Tecnologia de Abrantes, no Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes. Créditos: CMA

Manuel Jorge Valamatos lembrou que “seguramente há dez anos que se ouve falar na nova ESTA, que não conseguimos concretizar”. E por isso, considerou ser hoje “um dia marcante para todos nós! Trazemos finalmente o projeto da ESTA […] veio marcado com os pareceres e com o pensamento e a discussão no Instituto Politécnico de Tomar (IPT), dos seus diretores e professores, com a participação da diretora e professores da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes”.

O preço base da obra de construção da nova ESTA será de 3.999.740,00 euros, com um prazo de execução de 720 dias. A transferência, aprovada por unanimidade em reunião de executivo, implica a entrega à Câmara Municipal para iniciar a revisão do projeto e preparação de lançamento da empreitada.

Para o presidente trata-se de “um projeto muito ambicioso” com linhas de orientação do ensino superior, reconhecendo que “demorou a sair da gaveta”. Segundo o edil, neste momento “não tem quadros de apoio comunitários afetos a esta obra em concreto”, no entanto, pretende-se “desenvolver um conjunto de ações tendo em vista, o financiamento de parte ou de grande parte desta Escola”.

Apesar da obra não ter financiamento assegurado para a sua construção, o executivo de maioria PS entende “não perder mais tempo. Sentimos necessidade da afirmação deste projeto, de o pôr em marcha e vamos fazer um processo de revisão técnica do projeto e lançar de imediato a empreitada”.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

A apresentação pública do projeto tem lugar na quarta-feira, no Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes, numa cerimónia pública organizada pelo Instituto Politécnico de Tomar e pela Câmara Municipal de homenagem aos trabalhadores do IPT, e que vai contar com a presença do secretário de Estado do Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira.

“Irei tentar convocar o sr. secretário de Estado para aquilo que são os possíveis financiamentos de futuro para a ESTA”, avançou o presidente.

Ao lado do espaço onde nascerá a nova ESTA irá avançar nos próximos dias a obra para uma “nova incubadora, novas alas de desenvolvimento” previstos no projeto que visa a construção de novas infraestruturas e potenciar os laboratórios existentes no Tagusvalley – Parque Tecnológico do Vale do Tejo, o IT.POINT.

Planta da nova ESTA. Créditos. CMA

Segundo o autarca a “Escola encaixa perfeitamente no nosso Parque de Ciência e Tecnologia. Corresponde àquilo que foi as expectativas criadas no âmbito da Ciência e do ensino superior ao longo dos últimos anos”, acrescentou Manuel Jorge Valamatos.

Por seu lado, o vice-presidente João Gomes, explicou que a ESTA “é composta por dois pisos. De uma forma geral vamos fazer um revestimento da superfície já existente para melhor ao nível da eficiência térmica. Serão substituídas as coberturas, melhorada a estrutura do edifício, pinturas, revestimentos, substituição de toda a caixilharia, criar as melhores condições com esta intervenção”.

João Gomes explicou a compartimentação que vai acolher cada um dos pisos. Assim em baixo “uma open space na zona da administração que permite a versatilidade do espaço, terá um apoio de instalações sanitárias. Na entrada principal da universidade, será acrescentada uma área com uma cobertura nova e uma estrutura nova, salas de informática, de rede, um estúdio de produção, regi, zonas de estudo e de convívio. Um pátio com 400 m2, dois centros de informática, associação de estudantes, centro de cópias, atendimento de alunos”.

Planta da nova ESTA. Créditos. CMA

No piso superior, segundo o vereador do PS, será instalado um “gabinete do diretor da escola, apoio administrativo, instalações sanitárias, espaços polivalentes para acolher diversos eventos, sala de palestra, biblioteca, salas de aulas. O edifício é aberto, com uma varanda, edifício arejado, permite que a escola tenha muita luz”.

Do lado da oposição, o vereador Armindo Silveira (BE), manifestou-se “satisfeito” com “mais um passo naquilo que é dar condições à ESTA, aos alunos”, mas aponta que “a Escola não tem um auditório típico e um refeitório”, tendo questionado se estará previsto no âmbito da Tagusvalley.

“Possivelmente terá de avançar” quer o refeitório quer a construção de um auditório, disse, lembrando que poderá haver eventos maiores “que concentrem mais público, que convocam por vezes 200 e 300 alunos”.

Questiona igualmente sobre o financiamento para a construção da nova ESTA e refere um provável “enquadramento, um prazo de lançamento do concurso” perguntando sobre “o nível do valor da comparticipação nacional” financiado pelo Município de Abrantes. Quis ainda saber se os fundos europeus suportarão todo o projeto e caso não suportem qual a entidade responsável por esse financiamento.

Planta da nova ESTA. Créditos. CMA

O Bloco de Esquerda sempre defendeu que a ESTA ficasse dentro da cidade, e não no Parque de Tecnologia de Abrantes, situado em Alferrarede, mas “pior do que a Escola não ficar dentro da cidade era não ter Escola e daí o projeto ser bem-vindo, o BE associa-se a este projeto e queremos que avance rapidamente”, afirmou.

Por seu lado, o vereador Rui Santos (PSD), manifestou “grande satisfação” por ver o projeto da nova ESTA ser aprovado em reunião de Câmara.

Para o vereador social democrata “é mais um sinal daquilo que o PSD tem vindo a dizer ao longo dos últimos anos. É preciso ter projetos arrojados mas que sejam necessários para o desenvolvimento do concelho e não termos projetos megalómanos como temos tidos nos últimos anos sobretudo com a sua antecessora”.

Para o edifício, onde se encontra atualmente instalada a ESTA, Rui Santos defende “cuidado” no futuro. “Não podemos deixar um edifício daqueles no coração do centro histórico devoluto durante muitos anos. Deverá ser uma preocupação do futuro executivo que vier a sair das próximas eleições autárquicas”, defendeu.

Em resposta, o presidente da Câmara garantiu que o edifício “pela sua nobreza e localização será requalificado e devolvido à cidade e ao concelho”. Sobre o financiamento, esclareceu que “neste momento não temos financiamento nenhum, por isso não sabemos as percentagens”.

Valamatos disse ainda que o executivo irá avançar com o projeto e irá procurar esse financiamento. O executivo entende que a Escola “pela sua participação na região e pela sua importância estratégica” deverá ter oportunidades de financiamento. “A ESTA é importantíssima para a cidade, para o concelho e para a região. Julgamos que é um projeto importantíssimo demais e não podemos perder mais tempo”, vincou.

A Escola Superior de Tecnologia de Abrantes conta atualmente com quatro cursos de licenciatura, um curso de mestrado, seis pós-graduações e dez TeSP. No ano letivo de 2020/2021 matricularam-se 440 alunos.

A Tagusvalley é a entidade gestora do Parque Tecnológico do Vale do Tejo.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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