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Sábado, Outubro 23, 2021

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Abrantes | Executivo apela à população que evite queimadas em ano de seca extrema

Naquela que foi a última reunião do atual Executivo camarário de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque deu conta da propagação de vários focos de incêndio, após a fase Charlie, muito por causa de queimadas levadas a cabo pela população do concelho, mesmo antes do dia 15 de outubro, data em que termina o período crítico do Sistema de Defesa da Floresta e que prevê a proibição de lançar foguetes, fazer queimadas e fogueiras nos espaços florestais. Num ano atípico a presidente lança um apelo aos cidadãos no sentido de ser considerada a “seca extrema”. O dia foi ainda de agradecimentos e despedidas.

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No âmbito do combate aos incêndios, “agora que terminámos a fase Charlie e que avançamos para uma fase que supostamente teria um pouco mais de tréguas, isso verdadeiramente não está a acontecer”, afirmou a presidente da Câmara Municipal de Abrantes naquela que foi a última reunião do atual Executivo camarário, a 10 de outubro.

A socialista Maria do Céu Albuquerque deu conta, esta terça-feira, dos “vários focos de incêndio, a maior parte sem grande atividade no concelho mas que decorrem de queimadas que as pessoas começam a fazer”.

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A Câmara Municipal de Abrantes pretende alertar para o “ano de seca” e para uma situação que não deve estar “circunscrita a um período temporal” tendo em contra as condições meteorológicas. A autarca sugere que a população espere pelo início das chuvas e que a humidade aumente no sentido de minimizar o risco de incêndio.

Contudo, Maria do Céu Albuquerque indicou algumas ignições ocorridas “durante a noite e essas seguramente não são pelas razões enunciadas”, defendeu.

O Governo decidiu prolongar o período crítico de incêndios até ao próximo dia 15 de outubro, no âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios.

De acordo com a portaria assinada pelo secretário de Estado das Florestas, Miguel Freitas, “circunstâncias meteorológicas excecionais prováveis para a primeira quinzena de outubro, justificam o prolongamento deste período e a respetiva adoção de medidas e ações especiais de prevenção de incêndios florestais”.

Por norma, o período em causa estende-se até 30 de setembro. No entanto, temperaturas com valores acima do que é padrão para a época, uma baixa probabilidade de ocorrência de precipitação e níveis muito elevados de valores acumulados de severidade meteorológica diária, prevêem uma manutenção do risco de incêndios em níveis elevados.

Despedidas e agradecimentos em final de ciclo

A última reunião de câmara serviu ainda para os agradecimentos e as despedidas da praxe. Maria do Céu Albuquerque agradeceu “a todos os vereadores que estiveram neste Executivo durante quatro anos” em particular às “vereadoras da oposição”.

A presidente pediu à vereadora da Coligação Democrática Unitária (CDU) que “estenda o cumprimento ao vereador Avelino Manana” presente em três anos de mandato, substituído entretanto por Ricardina Lourenço. Agradeceu o “trabalho, empenho e cordialidade” sublinhando que depois do adeus ficam “as relações pessoais e interpessoais”.

Por seu lado, Ricardina Lourenço destacou a forma “exemplar” como as reuniões sempre decorreram, deixando todavia um último recado, que foi bandeira da CDU na campanha eleitoral das autárquicas: que o próximo Executivo “não se esqueça das freguesias rurais”.

Elza Vitório, do Partido Social Democrata, felicitou “a presidente e todos os eleitos nas autárquicas do dia 1 de outubro” incluindo Armindo Silveira eleito pelo Bloco de Esquerda, lembrando que o PSD manteve o vereador enquanto a CDU perdeu o único que tinha, “a democracia é isto mesmo” referiu.

Agradeceu ainda o “contributo que o Executivo deu para as reuniões, permitindo que decorressem de forma exemplar” concordando com a vereadora da CDU. “Cumpri o meu dever o melhor que sabia”, acrescentou. “Fico com a sensação de gostar do que se fez e expectante em relação ao que se vai fazer”, concluiu a vereadora social democrata.

Não estiveram presentes nesta última reunião o vereador João Gomes e a vereadora Celeste Simão por se encontrarem de férias.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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