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Quinta-feira, Dezembro 2, 2021

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Abrantes | Ex-militar da GNR condenado a 5 anos de prisão pelo crime de incêndio florestal

Um ex-militar da GNR com cadastro por atear fogos florestais em Abrantes foi condenado a cinco anos de prisão efetiva por dois crimes de incêndio florestal cometidos em zonas rurais no norte do concelho em julho do ano passado.

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O julgamento decorreu esta semana tendo o arguido negado a autoria de um dos crimes, mas o Tribunal de Santarém deu como provado que foi responsável pelos dois fogos, um de pequenas dimensões na Estrada da Matagosa e outro em Ribeira da Brunheta, que destruiu mais de 18 hectares de floresta e colocou em perigo várias habitações, avança a Rede Regional.

O ex-militar, de 49 anos, ateou estes incêndios cerca de um mês após ter sido libertado da prisão, pois tinha sido condenado a quatro anos de prisão por crimes semelhantes, em 2019. Estava com pena suspensa mediante o pagamento de 750 euros aos Bombeiros de Abrantes e à sujeição a um tratamento à dependência alcoólica de longa duração, que não cumpriu.

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Quando foi detido pelas autoridades, após o segundo incêndio, o arguido, acusou uma taxa de 1,66 g/l, e tinha ainda na sua posse um frasco de álcool e o isqueiro que usou nas ignições.

O arguido, residente em Águas das Casas, freguesia de Fontes, havia sido detido o ano passado pela PJ de Leiria por ser o suspeito de vários incêndios que deflagraram na zona norte do concelho e estava em prisão preventiva em Tomar a aguardar julgamento.

Um dos incêndios dos quais o ex-agente da GNR foi considerado culpado deflagrou junto à povoação de Ribeira da Brunheta , na União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto, e só ficou controlado várias horas depois, em resultado da intervenção dos bombeiros, que mobilizaram mais de 200 operacionais, 60 viaturas e dez meios aéreos.

O ex-militar da GNR, aposentado “por incapacidade para o serviço público policial”, foi detido poucos depois e foi presente ao Tribunal de Santarém para aplicação de medidas de coação, tendo ficado em prisão preventiva.

O homem vive com o pai e desloca-se de moto pela floresta, ateando os incêndios com chama direta. O coletivo de juízes deu esta semana também como provado que o homem usou a moto em que se deslocava para dificultar a passagem de uma viatura dos bombeiros a caminho do incêndio, conduzindo pelo meio da estrada.

Para a sua condenação, contribuíram também os relatos de várias testemunhas que o viram a passar nos locais onde deflagraram os fogos, poucos minutos depois dos primeiros sinais de fumo.

Residente da aldeia de Fontes, o ex-militar, que está reformado da GNR desde 2004, é bastante conhecido na zona e foi facilmente identificado por outros populares e bombeiros. O homem vai manter-se no Estabelecimento Prisional de Tomar, onde já estava em prisão preventiva.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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