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Sábado, Maio 8, 2021

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Abrantes | Eucaliptais e peixes não nativos do Tejo em debate na Escola Manuel Fernandes

Vários professores da Escola Agrária do Instituto Politécnico de Santarém vão estar no Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes esta quinta-feira, dia 28 de Abril, para falar aos alunos sobre boas práticas florestais em eucaliptais e sobre a problemática dos peixes predadores não nativos do Rio Tejo.

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Em nota de imprensa, a Escola Agrária dá conta que o tema ‘Biodiversidade em eucaliptais: uma miragem?’ estará a cargo do professor João Oliveira para falar da necessidade de articular a produção de bens e serviços «com a sustentabilidade dos ecossistemas», nomeadamente em florestas de produção dominadas por espécies não nativas de crescimento rápido (como o eucalipto), o que «representa um dos desafios da floresta nacional».

Explica o professor que a aplicação de “boas práticas de gestão e exploração florestal” é particularmente relevante nessas áreas, ao procurar diminuir os impactes causados pelas atividades ligadas à exploração florestal, em conformidade com os sistemas internacionais de certificação. “Em eucaliptais certificados, essas práticas incluem a proteção integral das zonas ribeirinhas dos rios e o restauro da vegetação ripícola nativa”, refere.

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Segundo lembrará o professor, nos últimos anos “têm sido desenvolvidos trabalhos técnico-científicos que procuram estudar a influência da gestão florestal na conservação da diversidade biológica de cursos de água”, sendo que os resultados “demonstraram que estes sistemas aquáticos podem apresentar boa qualidade ecológica e uma significativa biodiversidade”.

O professor João Oliveira, Doutorado em Engenharia Florestal, tem colaborado com o setor florestal no sentido da aplicação de boas práticas ambientais durante a exploração silvícola.

A problemática das espécies exóticas: Peixes predadores não nativos do Rio Tejo

Ao professor João Gago cabe o tema da ictiofauna fluvial do rio Tejo, que é dotada de uma elevada biodiversidade. São vários os fatores de ameaça sobre estes recursos naturais renováveis desde a poluição, a extração de inertes e captações de água até à quebra da conectividade longitudinal dos cursos de água, por via da instalação de barragens e açudes, e à introdução de espécies exóticas.

No que diz respeito a este último fator de ameaça é de salientar a crescente taxa de entrada de espécies de peixes oriundas de outras regiões que, maioritariamente por ação humana, têm chegado aos nossos rios. No caso particular do rio Tejo é de enfatizar o impacto predatório de 2 espécies introduzidas (o lúcio perca, Sander lucioperca; e o peixe-gato-europeu, Silurus glanis) sobre as espécies nativas, algumas das quais com elevado valor comercial como seja o caso das espécies migradoras.

O Prof. João Gago, Doutorado em Biologia, tem colaborado no desenvolvimento de estudos sobre a introdução, dispersão e impacto ambiental de espécies de peixes fluviais não nativas.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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