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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Abrantes | Escola de Tramagal vai oferecer formação em contexto laboral

Foi já aprovado o protocolo para o desenvolvimento no contexto laboral de cursos profissionais de técnico de soldadura e técnico de manutenção industrial de metalurgia e metalomecânica, a funcionar no próximo ano letivo na Escola Básica e Secundária Octávio Duarte Ferreira, em Tramagal.

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Trata-se de um protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Abrantes, a Junta de Freguesia de Tramagal, o Agrupamento de Escolas nº2 de Abrantes, a Mitsubishi Fuso Truck Europe e a Futrimetal-Indústria e Comércio de Produtos Metálicos SA.

Escola Octávio Duarte Ferreira, de Tramagal, vai ter cursos profissionais de técnico de soldadura e técnico de manutenção industrial de metalurgia e metalomecânica. Foto: mediotejo.net

“É uma inovação para os alunos. Assim haja alunos interessados nestes dois cursos” áreas onde falta de mão de obra qualificada no concelho, afirmou a vereadora da Câmara Municipal de Abrantes, Celeste Simão, responsável pelo pelouro da Educação.

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O protocolo aprovado na terça-feira, 29 de maio, em reunião de Executivo, resulta de “um trabalho feito ao longo de mais de um ano” com as entidades parceiras, acrescentou a vereadora.

Surge no cumprimento de “mais uma das metas incluídas no Projeto Educativo Municipal” que passa “pela construção da oferta formativa nos vários Agrupamentos” de escolas do concelho de Abrantes e “a partilha entre eles, ou seja, a concertação” a nível local e do Médio Tejo.

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Estes cursos encontram-se aprovados na rede de oferta formativa do concelho, nomeadamente no Agrupamento de Escolas nº2.

Tais ofertas formativas surgem na sequências “das necessidades do tecido empresarial” tendo em conta a procura juvenil” disse, destacando o Ensino Profissional não como “uma via para aqueles alunos que não se enquadravam na escola” mas como “mais uma oportunidade” de aprendizagem.

O desenvolvimento de formação em contexto laboral “foi pensado para Tramagal, quer pelo contexto industrial, quer pela Escola Octávio Duarte Ferreira, com algum equipamento que dá resposta a estes cursos”, explicou ao mediotejo.net.

Seguiram-se os convites à empresas: “no início era um sonho, não pensávamos ser concretizado tão depressa”, confessa Celeste Simão.

Celeste Simão, vereadora com o pelouro da Educação na CM Abrantes

No entanto, as respostas das empresas Mitsubishi Fuso Truck Europe – Sociedade Europeia de Automóveis SA e a Futrimetal-Indústria e Comércio de Produtos Metálicos SA “chegaram de imediato”.

As aulas teóricas dos cursos “vão funcionar nas instalações da Escola e a parte prática nas instalações das duas empresas”, explicou.

Consecutivamente a perder alunos – hoje tem cerca de 200 alunos mas já chegou a ter 800 -, o futuro daquela escola secundária de Tramagal é alvo de debate e é tido como incerto.

Equacionou-se até a pertinência da escola ganhar outras capacidades para além do ensino regular, nomeadamente o ensino profissional.

“Pode ser!” afirma Celeste Simão. “Este é o princípio daquilo que pode vir a ser um projeto muito bom. Esperemos que os alunos apareçam”, reforça, vincando a diferença tendo em conta que “este projeto foi feito ao contrário”, ou seja “de acordo com as necessidades” empresariais, vislumbrando esta oferta de ensino profissional “uma resposta de emprego”. A ideia passa também por “rentabilizar a Escola e revitalizar o território de Tramagal”.

Antes da fase das matrículas, os cursos serão divulgados, nomeadamente pelo Agrupamento de Escolas nº2 de Abrantes, no sentido de explicar aos alunos as mais-valias desta aposta. “Era bom que houvesse adesão de alunos não só do concelho mas também dos concelhos limítrofes”, diz Celeste Simão.

Escola Básica (2º e 3º ciclo) e Secundária Octávio Duarte Ferreira, em Tramagal

O protocolo agora aprovado será assinado brevemente no sentido de ser colocado em prática já no próximo ano letivo.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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