Abrantes | Escavações na Ermida de Santo Amaro terminaram, DGPC apresenta “estratégia de salvaguarda”

Ruínas da Ermida de Santo Amaro, em Abrantes. Créditos: mediotejo.net

A Ermida de Santo Amaro, classificada de interesse municipal, foi novamente assunto na última reunião de Câmara Municipal de Abrantes. O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda quis saber se as escavações já haviam terminado e quais os resultados das mesmas. Recorda-se que tendo por base “uma denúncia anónima” o Ministério Público instaurou um processo de averiguações sobre a proteção da Ermida de Santo Amaro no decorrer de uma obra no edifício em frente, em maio de 2019.

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Na última reunião na Direção Geral do Património Cultural (DGPC), na qual esteve presente o vice-presidente da Câmara Municipal de Abrantes, a Ermida de Santo Amaro foi assunto abordado, deu conta João Caseiro Gomes, em reunião de executivo, adiantando que “as escavações terminaram” ficando à responsabilidade do proprietário do imóvel.

“O projeto e as escavações e tudo o que foi exigido ao promotor do local foi feito pela DGPC. Sei que analisou […] foi feito um levantamento e a DGCP apresentou ao promotor uma estratégia da salvaguardada dos bens ali descobertos”, explicou, em resposta ao vereador Armindo Silveira.

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João Gomes acrescenta que o proprietário “assumiu que iria fazer essa intervenção porque tem um projeto pendente, a construção com uma zona confinada com a Ermida para a construção de duas moradias”, projeto que ficou pendente à resolução da situação.

“Garantiu que iria respeitar todas as normas aceites e confirmadas pela DGPC. Iremos acompanhar e aguardar o processo de desenvolvimento”, afirmou o vereador João Gomes.

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Ruínas da Ermida de Santo Amaro, Abrantes, antes da intervenção

Recorda-se que tendo por base “uma denúncia anónima” o Ministério Público instaurou um processo de averiguações sobre a proteção da Ermida de Santo Amaro no decorrer de uma obra no edifício em frente, em maio de 2019.

Em julho de 2018, o vereador do Bloco de Esquerda já havia questionado o executivo camarário sobre a demolição parcial da Ermida de Santo Amaro, património classificado de interesse municipal. Quis saber por que não agiu prontamente em defesa da Ermida ou “do que resta dela” que, segundo disse, remontará ao século XVI e é edifício classificado.

Na época propôs a retirada urgente de todo o material de obra que ocupava o local e que se procedesse à prospeção arqueológica. Por seu lado, o vice-presidente assegurou que a Direção Geral do Património avalizou as intervenções, garantindo ainda que a DGPC realizara uma vistoria e que todas as recomendações foram cumpridas pelo empreiteiro.

“Sabemos que todas as situações foram salvaguardadas pelo empreiteiro. Não foi cometido qualquer crime ou negligência”, assegurou na época João Gomes, ao mesmo tempo que indicava estarem previstas “várias intervenções” naquele local, nomeadamente a construção de garagens cujo projeto “ainda não deu entrada” na CMA, assegurando, no entanto, que “todos os processos serão do conhecimento da DGPC. É a tutela que tem de dar parecer” sobre questões de património classificado.

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