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Abrantes | Em Fontes está a nascer uma nova praia fluvial

A freguesia de Fontes, no concelho de Abrantes, vai ter uma praia fluvial a funcionar em 2018. As obras no valor de cerca de 150 mil euros* estão em curso e prevê-se a conclusão da primeira fase já esta sexta-feira, dia 25 de Agosto. O anúncio chegou pela voz da presidente da Câmara Municipal, Maria do Céu Albuquerque, em reunião camarária. O mediotejo.net foi conhecer a futura praia fluvial da região.

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A primeira fase das obras no local que será a futura praia fluvial de Fontes “prevê-se que esteja concluída a 25 de agosto”, sexta-feira, avançou a presidente do Município de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque. Sublinhando que a praia apenas estará em funcionamento em 2018, altura em que “será vigiada, terá uma concessão para gerir à semelhança do que acontece em Aldeia do Mato e o selo de praia fluvial”

Até lá, a câmara municipal compromete-se na afixação de uma indicação que alerte os banhistas para “zona sem vigilância” no sentido de “salvaguardar todas as condições de segurança” de quem utilizar aquele espaço.

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Trata-se de um investimento municipal na ordem dos 150 mil euros* e que Maria do Céu Albuquerque entende “determinante também para a qualificação da albufeira como grande activo para o potencial turístico” da região.

Nesta primeira fase esta zona dispõe de infraestruturas e serviços de apoio que contam com nove lugares de estacionamento, um dos quais para pessoas com mobilidade reduzida, acessos pedonais incluindo percursos acessíveis a pessoas com mobilidade condicionada, um bar com 18,75 metros quadrados, sanitários, balneários, duches com uma área de 24 metros quadrados, uma fossa estanque, um ponto de água potável, uma zona de lazer equipada com mesas, bancos e papeleiras, um parque para contentores de resíduos indiferenciados e ecoponto e iluminação pública bem como piscina flutuante na água.

Numa segunda fase, já em 2018, após a classificação do plano de água como água balnear nos termos da legislação em vigor, pretende-se construir a zona de recreio balnear com sinalização de balizagem de plano de água. Prevendo-se ainda a colocação de um painel informativo junto aos acessos pedonais destinada à fixação de um conjunto de informação obrigatória.

Obras na praia fluvial de Fontes

Maria do Céu Albuquerque conta ter, para isso, em 2018 o “selo de praia fluvial” e quem sabe “uma bandeira azul” à semelhança de Aldeia do Mato. “Aquilo que queremos é que tenha uma utilização plena” como acontece na outra praia no rio Zêzere.

Por seu lado, a presidente da Junta de Freguesia de Fontes, Sónia Alagoa, não tem dúvidas que a praia fluvial irá trazer turistas e será uma mais valia para a freguesia. “Acredito que venha muita gente de fora. E vai ser muito bom também para aqueles que não residindo em Fontes são naturais de cá”.

A presidente da Junta de Fontes, Sónia Alagoa

Sónia Alagoa confessa estar perante uma obra há muito ambicionada pela freguesia. “É um desejo da Junta mas é uma obra da Câmara”, sublinha. Apesar da inauguração ser apenas em 2018, a autarca manifesta-se “muito satisfeita” pelo decurso das obras. “Vai dar outra vida” à povoação, diz, relembrando tratar-se de uma freguesia com cerca de 600 fregueses, muitos deles idosos, onde “há dias de silêncio. Tenho a certeza que daqui a um ano não será assim”.

E deu conta da existência de planos de investimento numa unidade turística de alojamento. Trata-se de “uma infraestrutura relacionada com o turismo rural. Vai ser muito bom também para o restaurante” da povoação, apesar da praia contar com um bar de apoio.

Relativamente à perda do estado natural devido à intervenção naquela zona de Fontes, Sónia Alagoa refere que a freguesia “tem outros recantos para quem gosta e queira usufruir” de espaços mais isolados. “Nós queríamos uma praia fluvial, também merecemos uma praia fluvial e ela está em obra”, conclui.

*Inicialmente o valor referido na notícia foi de 300 mil euros, tendo a autarquia retificado a informação do valor do investimento, sendo o mesmo, efetivamente, na ordem dos 150 mil euros

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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