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Sábado, Setembro 18, 2021

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Abrantes | Eleições: BE diz que “maioria absoluta do PS” não salvaguarda caminho iniciado em 2015 (C/ÁUDIO)

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda defendeu hoje em Martinchel, Abrantes, que o “aprofundamento do caminho” iniciado em 2015 para “mais direitos e investimento público” só será possível se o PS não tiver uma “maioria absoluta” nas legislativas.

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“A escolha que se coloca agora é se queremos aprofundar o caminho iniciado [em 2015], com mais salvaguarda de direitos, mais investimentos nos serviços públicos e com a garantia que isso vai resultar em melhor economia”, defendeu Pedro Filipe Soares.

“Isso pode ser feito de vária formas”, disse, considerando que “a única forma que não salvaguarda isso é uma maioria absoluta do Partido Socialista porque (…) maiorias absolutas não são sinónimo de progresso”.

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Falando no “16º Liberdade”, acampamento organizado pela Coordenadora Nacional de Jovens do BE, onde participou num debate com o mote “BE: De onde vimos, para onde vamos”, Pedro Filipe Soares considerou que o termo `geringonça´ “está datado” e é hoje carregado pelo BE “com orgulho” e “já não com preconceito”, depois de ter usado da palavra perante algumas dezenas de jovens do BE na qualidade de orador.

“A gerigonça é um termo datado. Foi cunhado como insulto, acabou por ser acarinhado pelo país, o que mostra bem o sentimento que houve da melhoria das políticas que nós conseguimos com a solução governativa que foi alcançada em 2015 e, por isso, acaba por ser algo que agora carregamos com orgulho e não com preconceito”, afirmou, em declarações à Lusa.

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda defendeu hoje que o “aprofundamento do caminho” iniciado em 2015 para “mais direitos e investimento público” só será possível se o PS não tiver uma “maioria absoluta” nas legislativas. Foto: mediotejo.net

No entanto, reiterou, geringonça “é um termo datado, é um termo de 2015, que resulta de uma relação de forças que colocava a escolha entre a manutenção da direita no poder ou o PS enquanto governo minoritário com algum tipo de apoio parlamentar à esquerda, e nós construímos essa solução com base em acordos”.

Segundo o dirigente bloquista, tal “foi possível porque, por um lado, o PS estava obrigado a isso para chegar ao governo, por outro lado a marca da direita era imensa na vida das pessoas e toda a gente queria virar essa página”, tendo feito notar que “2019 apresenta-se num outro paradigma”.

“A escolha agora não é entre a austeridade ou não austeridade, ou manter a direita no poder ou não, (Pedro Filipe Soares abre um parênteses para afirmar que a direita “está refém da sua própria ausência de um programa mobilizador para o país, um problema que têm de enfrentar mais do que questões pessoais”), a escolha que se coloca agora é se queremos aprofundar o caminho iniciado com a salvaguarda dos direitos, com mais investimento nos serviços públicos, e com a garantia que isso vai resultar em melhor economia”.

Para o dirigente partidário, a entrada de “mais dinheiro nos bolsos das pessoas só foi possível por medidas que o PS não tinha no seu programa eleitoral em 2015”, tendo insistido que, “em 2019, a escolha é essa: se queremos aprofundar isso, e isso pode ser aprofundado de diversas formas, a única que não salvaguarda isso é uma maioria absoluta do PS, porque já sabemos que maiorias absolutas não são sinónimo de progresso mas mais sinónimo de retrocesso”, concluiu.

O racismo, as alterações climáticas ou a pobreza no século XXI são alguns dos principais temas em debate no 16.º Liberdade, que decorre desde quarta-feira e até domingo em Martinchel (Abrantes) e que será encerrado pela coordenadora do BE, Catarina Martins.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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