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Terça-feira, Maio 11, 2021

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Abrantes e VN Barquinha: Teatros escolares deste fim-de-semana quase esgotados

Os dois espetáculos levados a cena por alunos de Abrantes e Vila Nova da Barquinha nos próximos dias 19 e 20 de fevereiro já têm as salas cheias. Na sexta-feira sobe ao palco do Cineteatro S. Pedro “O Leque”, pelos formandos do Curso Profissional de Artes do Espetáculo – vertente de Interpretação. No sábado será o Clube União e Recreios (CIR Ex-Tuna) a receber “Filosofia para Totós” dos estudantes da Escola Secundária D. Maria II. O primeiro já esgotou a plateia e o segundo deixou de ter bilhetes cinco dias antes da estreia.

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Os primeiros alunos a subir ao palco frequentam o Curso Profissional de Artes do Espetáculo na vertente de Interpretação, no Agrupamento de Escolas n.º 2 de Abrantes. Isilda Jana é coordenadora deste curso pioneiro na região que teve início no ano letivo 2014/15, o mais próximo fica em Santarém. A professora de História e Cultura das Artes Performativas justifica a escolha da peça com as temáticas abordadas no 10º ano, que envolvem os clássicos. A comédia teatral “O Leque”, escrita pelo dramaturgo Carlo Goldoni no século XVIII foi a obra escolhida e a ação desenrola-se em torno da confusão gerada por um leque que passa de mão em mão.

O elenco envolve nove alunos do 11º ano e dois do 10º. Os primeiros não abordaram os clássicos no ano passado devido ao envolvimento no projeto “PANOS – palcos novos palavras novas” da Culturgest e a entrada em cena no Cineteatro S. Pedro na próxima sexta-feira integra os momentos de avaliação da componente técnica que envolve o movimento, a interpretação e a voz. Além da técnica, esta formação profissional integra uma componente geral, com aulas de português ou educação física, e uma componente científica.

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As visitas de estudo permitem um contacto regular com espetáculos, mas a experiência de integrar um elenco é uma estreia para a maioria dos onze alunos que, segundo Isilda Jana, “têm expetativas de continuar” uma carreira profissional ligada às artes performativas. O curso, salienta, “pode ser o início de qualquer coisa” no Médio Tejo devido ao caráter inovador e porque “serve para formar públicos”. Público esse que, neste caso, já esgotou a plateia obrigando à impressão dos bilhetes para o primeiro balcão. Os últimos lugares serão ocupados a partir das 21h30.

Completamente esgotada está a sala do Clube Instrução e Recreios (CIR Ex-Tuna) de Moita do Morte, em Vila Nova da Barquinha. O espetáculo que será levado a cena à mesma hora, no sábado, pelos alunos do grupo de artes performativas da Escola Secundária D. Maria II ficou sem capacidade de resposta à procura de bilhetes cinco dias antes da estreia.

“Filosofia para Totós – Comédia em Quadros” também é uma comédia e inclui momentos musicais. O espetáculo foi criado a partir das anedotas sobre filosofia da obra “Platão e um Ornitorrinco Entram num Bar…”, escrita por dois filósofos formados na Universidade de Harvard, Tom Catchcart e Daniel Klein, e traduzida em mais de dez línguas. Tem ainda um toque do livro “Filosofia para Totós”, que lhe empresta o nome. Cada “quadro” representa uma anedota sem esquecer a pedagogia. O objetivo é fazer rir sobre temas complexos, como o determinismo.

A ideia para a peça teatral surgiu em agosto do ano passado com Xana Pamplona e Isabel Alves, que lecionam biologia e filosofia na escola, respetivamente, sendo a primeira responsável pela encenação. Os dezoito alunos envolvidos no espetáculo (do 6º ao 11º ano) aceitaram o desafio, alguns “desafiados pelos outros” salienta a professora de biologia que também é dinamizadora dos grupos de teatro “Fatias de Cá Almourol” e “Extra Escola” (CIR Ex-Tuna).

A parceria estabelecida no final do ano com o CIR Ex-Tuna permite a utilização do espaço sempre que surgirem novas oportunidades de subir ao palco. Perante o sucesso antecipado com a adesão em massa do público a próxima oportunidade será muito em breve pois a coordenadora assegura que este espetáculo será realizado novamente, em data a definir.

O envolvimento das camadas mais jovens nas artes performativas da região, seja ele a título pessoal ou profissional, confirma-se e as salas cheias na próxima sexta-feira e sábado refletem a aceitação deste tipo de iniciativas. Os pais agradecem e a cultura também.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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