Abrantes e Constância têm as pontes rodoviária e ferroviárias mais antigas sobre o Tejo

Com a há muito anunciada construção do troço final do Itinerário Complementar 9 (IC9), que ligará as cidades de Abrantes e Ponte de Sôr, a nova ponte ali a executar será a 17ª sobre o rio Tejo, em território nacional. Nos 230 quilómetros de percurso do rio Tejo em Portugal, existem hoje 16 pontes ferroviárias, rodoviárias e duplas, sendo que a primeira ponte rodoviária a ser executada em território nacional foi precisamente a ponte de Abrantes, inaugurada em 1870. Reclamada pelas autarquias de Abrantes, Constância, Vila Nova da Barquinha e Chamusca, a dúvida está em saber se, onde e quando o Governo vai decidir construir a(s) nova(s) travessia(s), há tantos anos reivindicadas.

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Apesar da hipótese, não confirmada, de terem existido pontes romanas que atravessavam o Tejo no actual território português, foi em 1862 com a expansão do caminho-de-ferro, que se construiu a primeira ponte ainda em serviço e que liga os concelhos de Constância e Vila Nova da Barquinha. Ainda hoje com serviço ferroviário, a Ponte da Praia do Ribatejo foi adaptada nos anos 80 para receber tráfego rodoviário, que tem funcionado, desde então, com um só sentido, alternado por serviço semafórico.

Inicialmente, “a construção passou por pontes metálicas até meados do século XX, e em betão armado e pré-esforçado desde então” e a última obra de arte sobre o rio Tejo a ser inaugurada, sob sua jurisdição, foi a Ponte Salgueiro Maia, em Santarém, no ano 2000.

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Do todo nacional, sobre o rio Tejo, existem hoje oito ‘obras de arte’ afectas ou inventariadas pela IP e que estão atualmente em funcionamento, casos da ponte de Belver (1906); ponte de Abrantes (1870); ponte Salgueiro Maia (2000); ponte da Chamusca (1909); ponte D. Luís (1881); ponte de Vila Velha de Ródão (1887); ponte Marechal Carmona (1951) e a ponte D. Amélia (1904).

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Existem, ainda, outras obras de arte que não estão sob a alçada da IP, como é o caso das Pontes 25 de Abril (1966) e Vasco da Gama (1998) que fazem parte da Concessão Lusoponte, e a Ponte da Lezíria, que está integrada na Concessão Brisa.

A Ponte Vasco de Gama foi a primeira não construída em ferro, sendo também a mais extensa, com cerca de 17 quilómetros.

Atualmente, a ponte mais recente em território português é a Ponte das Lezírias, no distrito de Santarém, com 10 quilómetros de comprimento e inaugurada em 2007.

Em abril de 2008 foi anunciada a construção de uma terceira ponte, rodoferroviária, na região metropolitana de Lisboa, que se juntará às novas travessias projetadas sobre o Tejo, nomeadamente na zona de Abrantes (IC9) e na zona da Chamusca (IC3).

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3 COMENTÁRIOS

  1. E há quantos anos estamos à espera do acabamento do IC3, agora A13, entre Almeirim a a Atalaia (V.N.Barquinha) com a consequente ponte sobre o Tejo? Será que não faz falta? As pessoas de Alpiarça e da Chamusca, que todos os dias vêem passar centenas de camiões de residuos perigosos às suas portas e janelas que digam de sua justiça. Quando um dia por ali acontecer um acidente grave, logo arranjarão dinheiro para fazer o que já devia estar feito há muitos anos, como aconteceu em Entre os Rios depois da tragédia. Em vez de uma ponte, ficaram com duas…

    • Exato. A primeira ponte sobre o Tejo foi ferroviária e foi a Ponte da Praia. a primeira ponte rodoviária foi em Abrantes. obrigado

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