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Abrantes: Doente com hemorragia cerebral morre sem acesso à neurocirurgia

Um doente deu entrada na terça-feira no Centro Hospitalar do Médio Tejo, no hospital de Abrantes, com uma hemorragia cerebral, vítima de um aneurisma. Tendo em conta a gravidade dos sintomas, os médicos de Abrantes decidiram transferir o doente, por falta de capacidade para a cirurgia. A chegada a Lisboa acabaria por se revelar tardia para este cidadão.

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Fonte do Centro Hospitalar do Médio Tejo disse que o Hospital de Abrantes seguiu os procedimentos previstos no caso do doente que terça-feira deu entrada com um aneurisma e que acabou por morrer à chegada a Lisboa, quatro horas depois, tendo referido que o hospital acionou os meios logísticos para a transferência do doente.

A explicação viria a ser prestada pelo INEM, em comunicado, depois de a TSF ter noticiado a morte de mais uma vítima de aneurisma após transferência para o Hospital de São José, em Lisboa, para a realização da cirurgia, a segunda em seis meses, citando “vários médicos”.

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Segundo o INEM, o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) recebeu às 10:06 de terça-feira o pedido do Hospital de Abrantes para o transporte por helicóptero de um doente para o Hospital de S. José, em Lisboa, tendo sido informado, cerca de meia hora depois, de que “afinal, não havia vaga para o doente” nem no Hospital de São José nem do de Santa Maria, “ficando o pedido sem efeito”.

O INEM adianta que o médico “informou que iria tentar encontrar vaga noutro hospital e voltaria a telefonar para o CODU”, o que terá acontecido às 11:49, dando conta de que já havia vaga para o doente em São José.

“Nesse sentido, o helicóptero de Évora foi acionado às 11:54, tendo levantado voo às 12:00 e aterrado em Abrantes às 12:37. O transporte para Lisboa foi iniciado às 13:18, sendo o doente entregue na unidade hospitalar de destino às 14:05”, acrescenta.

“Relativamente à questão sobre a preparação do doente, informamos que o helitransporte de qualquer doente obriga ao cumprimento de procedimentos específicos, de modo a garantir a máxima segurança durante esse transporte”, afirma ainda o INEM.

Segundo a TSF, que cita “vários médicos”, o doente sofreu uma paragem cardiorrespiratória durante o voo, que foi revertida pela tripulação, situação que se repetiu quando o doente chegou ao Hospital de S. José, acabando por morrer, antes de entrar no bloco operatório.

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