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Quarta-feira, Dezembro 8, 2021
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Abrantes | Diogo Valentim quer “um novo PSD” e avança com candidatura à concelhia

Com o objetivo de “devolver um PSD de credibilidade aos abrantinos, restaurando a confiança e devolvendo a esperança a quem quer fazer mais e melhor por Abrantes”, Diogo Valentim, 31 anos, natural de Souto, Abrantes, anunciou no sábado a candidatura a presidente da Comissão Política Concelhia do PSD local para ganhar e preparar desde já as autárquicas 2021. Rui Santos, atual presidente da concelhia social-democrata, vereador empossado, não revelou ao mediotejo.net se avança para uma recandidatura, tendo afirmado estar em “reflexão”. Em sede de plenário, José Eduardo Marçal, presidente da Mesa da Assembleia do PSD de Abrantes, marcou as eleições internas para o dia 13 de janeiro de 2018 por “uma questão de timing e de estatutos”, tendo afirmado ao nosso jornal que o importante é “unir o partido” para se “constituir como uma alternativa credível ao PS”.

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“Tudo o que se passou com o PSD de Abrantes ao nível do processo das autárquicas foi muito atabalhoado e de grande amadorismo”, disse Diogo Valentim ao mediotejo.net. “Obtivemos os piores resultados de sempre, perdemos dois eleitos na Assembleia Municipal, perdemos a freguesia de Rio de Moinhos, o processo de escolha dos candidatos foi de um amadorismo total e muitos militantes e simpatizantes têm-se afastado do PSD de Abrantes”, afirmou o técnico superior de administração pública de profissão e atual presidente da Assembleia da União de Freguesias de Aldeia do Mato e Souto, eleito pelo PSD.

Eleito presidente da Junta de Freguesia do Souto aos 19 anos, cumprindo então dois mandatos, militante desde os 18, Diogo Valentim disse que a candidatura decorre de um “sentido de responsabilidade e um chamamento, por verificar que o trabalho deste PSD de Abrantes foi lamentável, tendo culminado no pior resultado de sempre”.

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“Estou na política há alguns anos e o que me move não são os interesses pessoais mas sim desenvolver um trabalho e constituir uma equipa que dê credibilidade e devolva ao PSD o respeito que merece”, afirmou, tendo revelado que, com ele, estão a ex-vereadora Elza Vitório e “alguns membros da Assembleia Municipal” cessante, entre outros, sem adiantar outros nomes.

“É um processo que não está concluído, vamos trabalhar nele, sendo certo que é um projeto aberto a todos os militantes e simpatizantes do PSD que não se revêm no atual estado do PSD de Abrantes”, referiu, tendo acrescentado que, “nos últimos anos, tem havido um claro afastamento de muitos militantes”.

“O objetivo é chamar os militantes que como que foram afastados do partido e aproximar as pessoas novamente ao PSD, pessoas que queremos sejam chamadas a participar na elaboração de um projeto para as Autárquicas 2021, para que o PSD de Abrantes possa ser uma verdadeira oposição ao PS local”, defendeu.

Rui Batista dos Santos já hoje posse como vereador do PSD no executivo de Abrantes. Foto: mediotejo.net

Rui Santos não assume recandidatura e defende que presidente da concelhia de Abrantes deve ser uma pessoa que resida ou trabalhe no concelho

Questionado pelo mediotejo.net sobre uma eventual recandidatura à presidência da concelhia do PSD de Abrantes, cujo mandato termina a 28 de novembro, Rui Santos disse que estava “em reflexão”, tendo afirmado que os resultados das eleições de 1 de outubro “ficaram aquém das expectativas da Comissão Política Concelhia” e que, “por outro lado, o assumir o cargo de vereador também condiciona um pouco”.

Rui Santos disse ainda defender que “não se devem acumular cargos”, tendo feito notar, no entanto, que “a decisão não está tomada. Vou refletir sobre os resultados, sobre tudo o que se passou e sobre o que os militantes transmitiram no plenário”, disse.

Questionado sobre a candidatura anunciada de Diogo Valentim, o atual vereador, único representante do PSD no executivo de maioria rosa, disse que “o presidente da Comissão Política deve ser uma pessoa que resida ou trabalhe no concelho” e que “todos os eleitos devem residir no local onde são eleitos”, numa alusão direta a Diogo Valentim, que não reside em Abrantes e exerce profissão em Santarém.

No entanto, observou, “seja quem for o futuro presidente da concelhia contará com toda a minha lealdade, enquanto militante e vereador do partido”.

Este noite, já depois das declarações ao mediotejo.net, Diogo Valentim publicou na sua página pessoal um conjunto de declarações muito críticas em relação ao atual presidente da concelhia, Rui Santos:

“Sim, sou candidato ao PSD de Abrantes…

Acho interessantes estas afirmações, vindas de uma pessoa que não é natural de Abrantes, que não conhece o território e que caiu aqui de paraquedas! Talvez tenham sido estes os motivos que levaram o Sr. Rui Santos a não aceitar ser candidato à câmara de Abrantes, após a desistência do Arq. Castelbranco!

Que moral tem este Sr. para criar juízos de valor, se ainda na sexta-feira passada apoderou-se do lugar de Rui Mesquita, ex. candidato à CMA do PSD, por motivos de “questões estratégicas ligadas à oposição interna”!

Se o Sr. Rui Santos tivesse sido o candidato, talvez a esta hora, o PSD de Abrantes fosse a 3ª força política no concelho!

O facto de ter sido obrigado a sair do meu concelho é um dos motivos da minha candidatura ao PSD de Abrantes, pois enquanto ator político, quero apresentar me como uma alternativa credível e competente, capaz de inverter esta tendência de abandono do nosso concelho, que afetou muitos amigos e conhecidos da minha geração!

Quero ser capaz de poder criar condições que permitam que as novas gerações possam ficar e estabelecer-se na terra que os viu nascer e crescer!

Também é engraçado ouvir estas afirmações vindas deste Sr. porque são claramente reveladoras de desconhecimento total das minhas atividades cívicas e politicas que tenho mantido nos últimos 20 anos no nosso concelho!

Também fico triste ao saber que a mesma pessoa, que me convidou para fazer parte da lista à CMA em lugar honroso, agora tenha esta afirmação infeliz!

Caro Sr. Rui Santos, quero relembrá-lo que, com 31 anos, fui presidente da Junta de Freguesia do Souto durante dois mandatos, fui presidente de uma associação juvenil durante uns bons anos, fui membro da assembleia municipal durante o anterior mandato, e atualmente sou Presidente da Assembleia de Freguesia de Aldeia do Mato e Souto (2º mandato consecutivo) e Presidente da Assembleia geral da instituição social mais importante da zona norte do concelho de Abrantes.

Já agora relembro-o mais uma vez que tenho sido um dos poucos que tem ajudado a dar algumas alegrias ao PSD de Abrantes desde 2005!

O que me move não são interesses pessoais, mas sim, a melhoria de qualidade de vida da população!

No entanto, é percetível que nem o Sr., nem ninguém da sua Comissão Politica (dos poucos que, aparentemente, ainda o apoiam) tem moral e legitimidade alguma para me atacar, tendo em conta que foi o presidente do PSD de Abrantes com piores resultados de sempre! Não apenas revelou incompetência na liderança do projeto autárquico, como ainda usurpou o lugar de Rui Mesquita!

Em coerência e responsabilidade, teria apresentado de imediato a sua demissão, após os resultados de dia 1 de outubro!

Sim! Sou candidato ao PSD de Abrantes de corpo e alma, com o objetivo de devolver a credibilidade e o respeito a um partido que, neste momento, “bateu no fundo”!

Sou candidato ao PSD de Abrantes porque quero que as pessoas do meu município, os simpatizantes e militantes do PSD, sintam e tenham a certeza que somos uma alternativa credível e competente para liderar os desígnios do nosso concelho!”, pode ler-se.

“Unir o partido” após “resultados dececionantes”, defende José Eduardo Marçal, presidente da Mesa

Contactado pelo mediotejo.net, José Eduardo Marçal, presidente da Mesa da Assembleia do PSD de Abrantes, histórico dirigente do PSD e ex-governador civil, entre muitos outros cargos políticos, disse que os resultados do dia 1 de outubro “foram dececionantes, apesar de todos terem dado o máximo”, e que o “importante é unir o partido” a partir das eleições de 13 de janeiro, no mesmo dia da eleição para o novo presidente do PSD nacional, para que se constitua um PSD como “alternativa credível ao PS” local.

“Abrantes bem precisa”, defendeu o então estratega da eleição de Humberto Lopes para a Câmara Municipal de Abrantes em 1989, as únicas eleições que o PSD conquistou no concelho.

“Marquei as eleições para esse dia por razões de timing e estatutárias”, observou, tendo referido que nesse dia decorrem as eleições para o presidente nacional do partido [não fazia sentido dois atos eleitorais em semanas alternadas] e porque o primeiro Povo Livre [órgão oficial do partido] só sai em dezembro. “Estatutariamente [depois da publicação em PL] obriga a 30 dias de espera, no mínimo”, observou, tendo defendido que a data escolhida visa a “máxima afluência no processo eleitoral”.

Questionado sobre a candidatura anunciada de Diogo Valentim e a posição de Rui Santos, Eduardo Marçal disse ser importante “que se clarifique, e que quem ganhar saiba respeitar os resultados e saiba ouvir as críticas, mesmo de quem perde. E que quem perder que respeite a vontade dos militantes e que o passado sirva de lição”, defendeu, tendo observado que, recentemente, “alguns que perderam não souberam respeitar quem ganhou, e quem ganhou não conseguiu chamar a si aqueles que perderam”.

“Foi a primeira vez nestes últimos oito anos que todos os candidatos a estas eleições autárquicas, Juntas de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal, foram aprovados por voto secreto e por larga maioria, sinal máximo da democraticidade do PSD de Abrantes”, observou.

As listas concorrentes à Comissão Política Concelhia do PSD de Abrantes podem ser apresentados até três dias antes do ato eleitoral, subscritas por um mínimo de 20 militantes.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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