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Abrantes | Descarga poluente de suinicultura origina queixa na APA e na GNR

Uma eventual descarga poluente de uma suinicultura situada na Quinta da Craveira, Lugar do Marco, em Abrantes, levou a Câmara Municipal a apresentar uma denúncia à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e à Guarda Nacional Republicana (GNR). O alerta partiu do vereador do Bloco de Esquerda que referiu o ocorrido também em reunião de executivo.

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Uma descarga de efluentes com possível origem numa suinicultura situada na Quinta da Craveira, perto do limite geográfico do concelho de Abrantes com Sardoal, na freguesia de Alferrarede, ocorreu recentemente, situação que culminou com uma denúncia da Câmara Municipal de Abrantes à Agência Portuguesa do Ambiente e à Guarda Nacional Republicana na segunda-feira. Situação idêntica foi denunciada em 2009 originando diversas ações pelas entidades competentes na área do Ambiente, o que levou o presidente da Câmara a pensar que “a situação estava resolvida” disse Manuel Jorge Valamatos na última reunião de Câmara Municipal de Abrantes, esta terça-feira 9 de fevereiro.

Mas “no passado domingo, dia 7 de fevereiro, tudo indica que a suinicultura existente na Quinta da Craveira, no Lugar do Marco, concelho de Abrantes, efetuou mais uma descarga para a linha de água próxima e que atravessa a Quinta da Amieira, propriedade da senhora Ana Alves. Não sei se foi descarga, se foi uma incapacidade de reter os efluentes nas lagoas talvez potenciado pelas águas da chuva”, começou por dizer o vereador do Bloco de Esquerda.

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Armindo Silveira, que havia alertado o executivo socialista logo na segunda-feira, notou que “além dos impactos ambientais nos solos, águas subterrâneas e outros, existem os prejuízos económicos da senhora Ana Alves que, pelo menos desde 2009, deu conhecimento ao Executivo da Câmara Municipal de Abrantes e a outros entidades competentes mas as descargas sucedem-se”.

A suinicultura em questão, em Lugar do Marco. Mapa Google

O eleito pelo BE recordou ter levado o assunto a reunião de Câmara Municipal a 13 de abril de 2018 e colocou três perguntas ao presidente: “Quais foram as diligências tomadas pelo executivo de maioria PS para minimizar os impactos ambientais provocados por esta suinicultura? Quais os resultados práticos dessas diligências? Quais as diligências que irá tomar para que as entidades competentes terminem com estes frequentes atentados ambientais que estão a ocorrer pelo menos desde 2009 no Concelho de Abrantes?”.

Em resposta, Manuel Jorge Valamatos deu conta de ter feito chegar no dia 8 de fevereiro à Agência Portuguesa do Ambiente “uma nota que o senhor nos deu, de existir ali águas residuais de uma propriedade, mas mesmo que assim não fosse existiam águas residuais fora do seu propósito, e fiz chegar essa informação ao engº Carlos Castro”.

Acrescentou o presidente que “no último ano nunca mais tivemos notícia de que estas descargas pudessem estar a acontecer. Houve um conjunto de ações quer do SPNA [Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente ] da GNR quer da Agência Portuguesa do Ambiente nesta suinicultura, julgava, e estava confiante, que esta situação pudesse estar resolvida. Infelizmente o senhor deu-nos conta desta situação ontem”.

No mesmo dia, segundo o presidente, “entrei em contacto com a APA e fiz chegar à GNR esta reclamação para que as entidades que têm essa responsabilidade possam reagir e criar condições para a normalização desta situação”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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