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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Abrantes | Deputados do PSD visitam CRIA e questionam Governo sobre a instituição

Os deputados do PSD eleitos por Santarém, acompanhados de alguns elementos do PSD de Abrantes, visitaram o Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) na sexta-feira, e reuniram com a direção e com alguns trabalhadores da instituição, tendo enviado hoje um conjunto de pedidos de esclarecimento ao Governo.

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“Depois de várias iniciativas por parte do Grupo Parlamentar do PSD junto do Governo, tivemos oportunidade de aferir os avanços conseguidos e o que ainda falta fazer para tirar esta importante instituição das dificuldades que tem atravessado”, refere o deputado Duarte Marques, em nota de imprensa, depois de ter reunido com o presidente do CRIA.

“Na reunião com Nelson Carvalho foi importante perceber que algumas verbas que estavam em atraso relativamente a fundos comunitários foram já despachadas pelo Governo e pela Segurança Social, sentir um clima de maior confiança no futuro da instituição e perceber que estão em curso várias iniciativas que pretendem vir a constituir uma situação financeira mais equilibrada e mais justa, tendo em conta os serviços prestados”, tendo os deputados do PSD reunido também com os trabalhadores do CRIA, com quem há meses reuniram no Parlamento, para avaliar o que aconteceu desde então.

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Na nota informativa, os deputados do PSD dizem que “ficaram surpreendidos pelo facto de, apesar de anunciado pela então autarca Maria do Céu Albuquerque, a Segurança Social não chegou ainda a assumir a gestão da instituição”, dando ainda conta que, “importa nesta fase unir esforços e garantir que todas as partes, inclusive o governo e a oposição, conseguiam rumar com exigência para o mesmo lado e garantir um futuro mais sustentável para uma das mais importantes instituições da região”.

No documento enviado hoje ao Governo, e a que o mediotejo.net teve acesso, o PSD começa por lembrar que o Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) “é uma Associação de Solidariedade Social, que, ao longo dos seus 41 anos de existência, tem procurado acolher, formar e apoiar a integração social de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual e em risco de exclusão social”.

“Presentemente”, continua, “o CRIA presta apoio a 370 crianças, jovens e adultos com/ou em risco de perturbação de neurodesenvolvimento, deficiências e/ou incapacidade, através de respostas sociais, no seu Centro de Atividades Ocupacionais, Centro de Recursos para a Inclusão Educacional, Centro de Reabilitação Profissional, Intervenção Precoce e Lar Residencial”. Nesse sentido, e “para fazer face às necessidades, trabalham no CRIA diariamente cerca de 100 trabalhadores em permanência, com formação especializada, o que tem permitido a realização de um trabalho diferenciador e reconhecido na comunidade”.

O PSD lembra que, “contudo, nos últimos dois anos, o CRIA começou a enfrentar dificuldades financeiras, acumulando dívidas a instituições bancárias, a trabalhadores e a fornecedores (…) e “encontra-se numa situação limite, em asfixia financeira, que, em último caso, pode até culminar no seu encerramento. Estruturalmente apresentam-se problemas ao nível dos atrasos e demoras ao nível do reembolso dos projetos POISE bem como ao nível do requerimento efetuado há mais de um ano, para o Fundo de Socorro Social”.

Nesse sentido, os deputados do Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata perguntam ao Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social “qual o ponto de situação da ativação do Fundo de Socorro Social solicitado pelo CRIA” e se “vai o Governo reforçar os meios da entidade gestora do POISE de forma a garantir maior celeridade no tratamento e análise de processos e assim assegurar maior rapidez nos pagamentos mantendo a eficácia do controlo”.

Por outro lado, questionam ainda se “pretende o Governo proceder a uma intervenção tutelar ao abrigo do artigo 35 do Dec-Lei n172-A/2014 assumindo assim a gestão direta desta instituição e em que fase se encontra este processo”, para além de indagar se “está o Governo disponível para apoiar esta instituição a ultrapassar as dificuldades estruturais existentes encontrando instrumentos mais justos e equilibrados de financiamento das atividades exigidas e ali existentes”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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