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Domingo, Setembro 19, 2021

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Abrantes | Deputados comprometem-se trabalhar pela recuperação da residência do colégio La Salle

No concerto final do Curso Básico de Música da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes, estiveram em palco cerca de 120 alunos que mostraram a pais, familiares e encarregados de educação o trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo que agora termina. Presentes estiveram ainda três deputados eleitos pelos distrito de Santarém: Patrícia Fonseca (CDS-PP), Carlos Matias (BE) e Duarte Marques (PSD). O diretor Alcino Hermínio quis sensibilizar os eleitos para a necessidade da Escola recuperar o edifício que no passado funcionou como residência do colégio La Salle. No final, o diretor reuniu com os deputados, com dois vereadores da Câmara Municipal, um da maioria e outro da oposição, e com representantes dos pais dos alunos.

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O diretor do Agrupamento de Escolas nº2 de Abrantes, Alcino Hermínio, convidou os deputados de todos os grupos políticos com representação parlamentar por Santarém para estarem presentes na noite musical. Além de apresentar o projeto do Curso Básico de Música, o objetivo passou também por sensibilizar os deputados para a necessidade que a Escola tem de recuperar o edifício cor-de-rosa ao lado da Escola que se encontra encerrado e em estado de degradação.

O projeto de música na Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes “começou há quatro anos com duas apostas que fazem parte de uma estratégia mais global de aposta nas expressões artísticas e nas artes como instrumentos para tornar os alunos mais felizes, melhores cidadãos e com melhores capacidades de aprender” explicou ao mediotejo.net o professor Alcino Hermínio.

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Edifício da Residência do colégio La Salle, na Escola Dr. Manuel Fernandes, Abrantes

O projeto arrancou no primeiro ciclo com um projeto cujos parceiros são a Escola Superior de Educação de Santarém e Sociedade Artística Tramagalense, “temos em desenvolvimento há três anos consecutivos aulas de expressão musical, de dança e expressão dramática com todos os alunos do primeiro ciclo, 90 minutos por semana, com professores em formação pela Escola Superior de Santarém”, refere.

No mesmo ano inicia na Escola Dr. Manuel Fernandes o curso de música em regime integrado voltado para alunos que sentem uma vocação especial para a área da música. Esta terça-feira dia 12, os alunos apresentaram o resultado de quatro anos de trabalho. “A turma mais avançada está no oitavo ano, com quatro anos de música. Também participaram os alunos do quinto ano com um ano de estudo e oito alunos do quarto ano de escolaridade de violoncelo e violino”, iniciados este ano letivo que agora termina, afirmou.

Para Alcino Hermínio, que acompanha o projeto desde o início, “é notória a evolução, já ouvimos música no auditório da Manuel Fernandes”. Audição para a qual foram convidados os partidos com representação parlamentar por Santarém e com assistência na ordem das 300 pessoas.

Alcino Hermínio, diretor do Agrupamento de Escolas nº 2 de Abrantes

Após o concerto o diretor reuniu com os deputados presentes, Patrícia Fonseca, do CDS, Carlos Matias, do Bloco de Esquerda, e Duarte Marques, do Partido Social Democrata, no sentido de “dar conta das dificuldades sentidas para aprofundar o trabalho no curso de música e para podermos crescer mais no futuro” explica. Na reunião participaram ainda os vereadores da Câmara Municipal de Abrantes, Armindo Silveira (BE) e Luís Dias (PS) responsável pela Cultura, onde foi abordada a questão das instalações.

“Temos problemas em aulas que decorrem em instalações que não são adequadas”, as aulas de música “decorrem em salas de aula que foram projetadas para turmas com 25 ou 30 alunos e falamos de aulas de instrumento que são individuais, quando muito em pares”, detalha o diretor.

Ao lado da Dr. Manuel Fernandes e fazendo parte da Escola como propriedade da Parque Escolar desde o início da requalificação da Secundária “temos a antiga residência do colégio que é um edifício em abandono, em degradação, a cobertura tem um buraco com cerca de dois metros quadrados de área onde chove há dois anos”. Segundo Alcino Hermínio, o edifício tem as condições ideais para as aulas de instrumento. “Os quartos da antiga residência têm as dimensões adequadas”, reforça.

“O edifício existe, não era preciso construção, está dentro do espaço escolar e podia ser utilizado para as nossas aulas de música decorrerem ainda melhor e com pouco dinheiro, menos de meio milhão de euros, a cobertura seria substituída, algumas reparações elétricas”, sugere, sentindo-se “revoltado” não só enquanto diretor mas também enquanto cidadão por ver o edifício em degradação.

Nesse sentido, a direção da escola e a associação de pais pedem a reversão do edifício para a Escola “de onde aliás nunca deveria ter saído”, considera.

Esperançado num final feliz, ainda que demore tempo, Alcino Hermínio deu conta ao mediotejo.net que os deputados revelaram sensibilidade nesta questão, “comprometeram-se tentar dentro das suas competências colaborarem com alguma articulação junto do Ministério da Educação” no sentido da situação ser alterada.

Existe, no entanto, “a consciência de não ser uma solução a encontrar amanhã”. Uma “luta” pelos alunos “atuais e futuros” que pode levar o projeto a outras ramificações fora do curso de música. “Aquelas instalações permitiam trabalhar com outros alunos”. Pequenos passos que acredita fazerem a diferença, sem pensar em desistir.

O diretor da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, Alcino Hermínio, ao lado de alunos e os professores responsáveis pelo Curso Básico de Música

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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