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Terça-feira, Maio 11, 2021

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Abrantes | CTT justificam falhas no correio com “toponímia” e “férias e atestados médicos”

Na sequência dos problemas e falhas na entrega de correspondência por parte dos CTT – Correios de Portugal, no concelho de Abrantes, já levantados pelos vereadores da oposição em reunião de executivo, na terça-feira, o assunto voltou a reunião de Câmara com o presidente da autarquia a informar a vereação. Após ter reunido com a administração dos CTT, entre as justificações apresentadas ao autarca para o incumprimento atempado do serviço público, estão “férias e atestados médicos” dos funcionários e “falta de toponímia”.

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O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS), informou a vereação, na última reunião de executivo, realizada na terça-feira, 23 de julho, que reuniu com os administradores dos CTT no sentido de perceber as causas das falhas na entrega de correspondência em várias freguesias do concelho de Abrantes, nomeadamente em Mouriscas.

“Reuni com administradores dos CTT, com as pessoas responsáveis a nível regional, e de acordo com as informações importa referir que Abrantes mantém inalterado, desde os últimos três anos, a qualidade na distribuição e a quantidade de carteiros. O número não foi alterado, apesar de uma quebra do tráfego em cerca de 10/15%. O grande tráfego, segundo os CTT, são as reformas, notificações bancárias, as faturas da água e da eletricidade”, relatou o autarca.

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Segundo Manuel Valamatos “os CTT reconhecem algumas dificuldades que se prendem com toponímia”, referindo o caso de Mouriscas onde esse problema “foi minimizado”. Embora “ainda falte a colocação de placas em ruas mas estamos a tentar com a Junta de Freguesia articular nesse sentido”, afirmou.

Dando conta de problemas “circunstanciais”, o autarca mencionou situações “de férias e de atestado médico” como causas para as falhas na entrega de correspondência. “Nestas organizações sente-se isso! Mas apesar da redução do tráfego, concretizaram nos últimos seis meses três admissões para os quadros efetivos do Centro de Distribuição Postal de Abrantes” sendo que “grande parte das falhas existentes acontecem pela falta de toponímia e endereços incompletos e insuficientes”, acrescentou.

O eleito pelo Bloco de Esquerda, Armindo Silveira, por seu lado, notou que “os CTT não vão tornar a coisa feia, mas estas situações aconteceram”, concordando que as “imprecisões” existentes no concelho, e em todo o País, na toponímia, são “um problema” tal como é “a privatização” dos Correios de Portugal.

“Nos últimos anos os serviços dos CTT passaram de um serviço público de proximidade, em que o cidadão era visto como uma pessoa e hoje é visto como um número. O que interessa é a eficácia ao nível do rendimento, numa ótica de custo que decorre da privatização”, referiu, vaticinando que no futuro os CTT “talvez sejam uma entidade bancária”.

Também o vereador Rui Santos, eleito pelo Partido Social Democrata, que abordara o tema na última reunião de Câmara, reconheceu a falta de toponímia como sendo um problema nacional. “Uma casa não tendo número de polícia é sinónimo da carta não ser entregue no destinatário. Muitas vezes nem sequer sai do centro de distribuição”, notou.

Por isso, Rui Santos defende que “tal como foi feito em Mouriscas” seja realizado trabalho semelhante por todo o concelho. “É nossa responsabilidade. Temos muitos sítios nas nossas freguesias que ainda não têm nome de rua. Um trabalho que compete à Câmara Municipal em conjunto com as Juntas de Freguesia”, disse, desvalorizando a questão do debate sobre a privatização dos CTT.

Em resposta, Manuel Valamatos informou que “se encontra absolutamente estabilizada a gritante sobrecarga de pedidos para a atribuição de números de polícia em particular no que refere à freguesia de Mouriscas. Precisamos da colaboração de todos”, concluiu.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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